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sábado, 22 de fevereiro de 2025

YO NO CREO EN ROBOTS, PERO QUE LOS HAY, LOS HAY

 
O titular do blog Crônicas do Edu é um sujeito generoso. E não só generoso, mas também crédulo, pois é extremamente condescendente com o que lê aqui neste blog. E por que crédulo? Porque considera pouco 50 visualizações por dia para o “conteúdo que entrega” este velho e alquebrado Blogson.
 
Lamento dizer, mas o Blogson é uma canoa fazendo água – nunca um navio de grande calado singrando os mares da internet (gostou, Edu?). E você está sendo enganado ao acreditar que os “milhares de publicações” (3.111, para ser exato) – fruto do fato de ser este um blog antigo – impulsionam visualizações estratosféricas.
 
Mesmo grato pelos elogios imerecidos, preciso discordar totalmente quando você diz que as visualizações anabolizadas “não têm nada a ver com robôs”. Como diria o autor de Dom Quixote: "Yo no creo en robots, pero que los hay, los hay."

Matutando com meus borbotões, fico pensando: já que os robôs gostam tanto de anabolizar as visualizações do Blogson, por que não aproveitam e compram os fabulosos e-books de autoria de Jotabê?

E para matar a cobra e mostrar o pau, apresento a seguir um histograma que mostra a chegada dos robôs em sua revoada matinal. Olhaí.



Mais uma cobra mostrada (com todo respeito, claro!)
 
1- Segundo as estatísticas do blogger:
- total de visualizações: 203.196
- total de postagens: 3.111
- total de comentários: 6.183
 
2- Segundo as  estatísticas jotabélicas:
- soma das visualizações por post: 120.160
- visualizações por post:  120.160 / 3.111 = 38,6
(a média dos nove posts mais recentes foi de 6 visualizações por post)
 
Perceberam a diferença entre as visualizações com ajuda dos robôs e a soma real?
203.196 – 120.160 = 83.036 visualizações fantasmas ou robóticas

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

RAMPA PARA O FRACASSO

 
Uma vez eu li que o cantor-compositor Tom Zé, lá no início de sua carreira, teria participado de um programa de calouros com o nome tipo "Escada para o Sucesso". A música interpretada tinha sido composta por ele e o título era "Rampa para o fracasso". Contei este caso porque eu me identifico muito com sua mente anárquica e também porque "passo recibo", já disse isso várias vezes. E o novo recibo é a saída de mais dois seguidores do blog, provavelmente pelo post com a transcrição da carta-manifesto do advogado Kakay. Fazer o que, não é mesmo? 

Uma coisa me tranquiliza: mesmo que já tenha ficado exasperado com essas evasões, hoje eu não dou a mínima e até acho graça. O velho Blogson é daqueles blogs em que o titular sua até sangue para fornecer material de leitura com a máxima frequência possível. Mas nem sempre isso se reflete na manutenção ou aumento de seguidores. E este é um fato que observo desde a primeira infância do blog.
 
Naqueles momentos eu estava puto com o Lula e alguns entenderam que eu era de direita, conservador, “confiável”. E a plateia (ou seria patuleia?) cresceu, chegando a inacreditáveis 23 seguidores (acho que esse é o número). Mas, claro, comparado com os blogs que eu chamo de blogbusters essa plateia é um nada no mundo.  Mesmo assim, foi diminuindo à medida que eu começava a falar mal de seus ídolos e valores (discutíveis), mas sempre deixando claro quer não sou de esquerda.
 
Ontem o Blogson registrava 17 seguidores e hoje acordou com 15. Fico me perguntando o que esperam encontrar no blog: seria um espelho ou eco que reflita suas convicções, crenças e cólera represada? Postagens sem graça e sem gracejos?
 
Por essa mania de defender a moderação e o equilíbrio, já fui até acusado de duplipensar (que nem sei direito o que significa), mas tento me explicar dizendo ser do signo de gêmeos – um gêmeo pensa de um jeito e o outro pensa o oposto. Uma coisa é certa: se eu fosse uma ave, seria um tucano raiz, daqueles à moda antiga, voando com alguma dificuldade e com um bico enorme que lembra meu nariz (ou seria o contrário disso?).
 
Preciso confessar não saber o que faz um blog ter muitos seguidores. Alguns têm tantos que parecem tomar anabolizantes. Infelizmente não é o meu caso, pois não tenho nenhuma seguidora que se chama Ana. Mas tudo bem. E aos dois que abandonaram o barco de ontem para hoje, (mesmo que odeie música sertaneja) só posso oferecer uma música da cantora Roberta Miranda: “Vá com Deus!”

quinta-feira, 11 de abril de 2024

RELEITURAS II

 
Como talvez até os seguidores mais recentes e os leitores que tropeçaram no Blogson já devem ter percebido, minha relação com o blog lembra o casal da música “Entre tapas e beijos”, pois os sentimentos de ódio e o amor foram se alternando desde 2014, ano de criação desta bagaça.
 
Por isso, sempre que falta assunto, sempre que um antigo seguidor desembarca desta canoa furada ou quando percebo o desinteresse cada vez maior pelas tranqueiras que publico, minha reação é ficar puto, me enfurecer, pensar em parar de fazer postagens quase diárias e frescuras do gênero.
 
Curiosamente, as estatísticas dos últimos dias (espero que não sejam realmente os últimos!) têm mostrado uma situação inesperada, a “escavação arqueológica” feita por alguém que mostrou interesse em acessar algumas das mais de 2.800 publicações do blog.
 
O bizarro dessa história é que por adotar títulos frequentemente idiotas para os textos que fui publicando eu não me lembro mais de que tratam esses posts. Por isso, resolvi reler os que foram acessados, constatando assim a qualidade oscilante do que escrevi. Alguns poucos são ótimos (obrigado!), a maioria é “mais ou menos” e uma minoria causa até vergonha, de tão ruim.
 
Alegrei-me também por reler comentários divertidos de leitores por quem tinha um sincero sentimento de amizade, mesmo que virtual
 
Por isso, por não querer falar de elon musks, putinhos, maduros e outros escrotos que me causam náusea, resolvi cuidar do meu próprio umbigo, ou seja, preparar um ranking de todos os posts publicados. E começarei pelos mais recentemente acessados. Mas sem pressa nem data para terminar.
 
E imaginei cinco categorias para enquadrá-los: “muito bom”, “bom”, “bonzinho”, “irrelevante” e “ruim”. “Bonzinho” significa “mais ou menos”.E “ruim” pode lido como “ruim pra caramba” ou “lixão”. Eu até pensei em criar também a faixa “ótimo”, mas o bom senso prevalesceu sobre a vaidade descontrolada.
 
E se a estimada leitora e o distinto leitor quiserem saber como classificarei este post, já aviso: é lixo puro. Mais ou menos a mesma opinião que tenho das personalidades citadas.

sábado, 2 de março de 2024

O CASE DO OCASO

 
Se é verdade que o hábito do cachimbo faz a boca torta eu não sei dizer. Como não fumo e nem tenho cachimbo, só gosto de fazer conta, fazer de conta que meus pensamentos ainda contam. Na falta de casos para contar quis o acaso que eu voltasse minha atenção para a diminuição dos acessos ao blog. Por isso, resolvi analisar a quantidade média de visualizações por post e por semestre. Quem sabe essa análise resultasse em um estudo de case, mesmo que fosse um case de fracasso. E o case revelou ocaso.
 
Não se preocupe caro leitor, estimada leitora, não há erro de digitação, o que há é uma tentativa desesperada de fazer joguinhos de palavras. Não é um caso bom para contar. Este post apenas mostra o ocaso do blog, provado pelas contas que fiz.
 
Para ser sincero, o resultado encontrado deixou-me surpreso pois imaginava encontrar uma curva estatística na forma de sino, indicando que as visualizações tivessem progressivamente aumentado à medida em que foi sendo conhecido, seguido por uma fase de “apogeu” e um declínio provocado talvez pela qualidade decrescente do material postado. Entretanto, não foi isso que aconteceu. Segundo os dados que estou sempre atualizando, a fase áurea do blog aconteceu no primeiro ano de de sua existência e foi decaindo até chegar à média de duas ou três(!!!) visualizações por texto publicado. Esta descoberta dá sentido ao provérbio “Falar é prata, calar é ouro”. E acho que é isso mesmo que preciso vivenciar, aprender, aceitar, garimpar esse ouro.
 
Olha a tendência de queda das visualizações por post, um sinal bastante preciso da falta de interesse e de qualidade que foi afugentando os leitores ao longo dos anos. Quer saber? Vou falar mais nada, porque uma imagem vale mais que mil palavras (hoje há fartura de clichês!). Olhaí.

 




 

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

JOTABÊ TEM UM GHOST WRITER!

 
Foi no início da década de 1970, lendo O Pasquim, que eu tomei conhecimento da expressão “Ghost Writer”. O cartunista Jaguar, criador do rato Sigmund Freud (Sig para os íntimos), ícone do jornaleco, parece ter entrado em uma entressafra criativa para criar as hilárias tiras do Sig. Por isso, durante muito tempo, o jornalista e cronista da BBC Ivan Lessa mandava o roteiro das tiras e o Jaguar ilustrava. E nas tiras aparecia o nome do jornalista como “ghost writer”.
 
Hoje me ocorreu a ideia de usar um ghost writer para melhorar a qualidade decrescente dos próximos textos que cismar de escrever. E o ghost writer (mais ghost, impossível) será o ChatGPT. Só que a ordem será assim: depois de penar para escrever um texto minimamente inteligível pedirei ao chato do GPT para reescrevê-lo. Assim, quem não souber dessa treta poderá pensar: “Como Jotabê está escrevendo bem! Meio careta, meio pudico, mas não há agressões à gramática e a fluência está ótima!’
 
A seguir, o mesmo texto reescrito pelo ChatGPT. Mas a duplicidade acaba aqui. A partir de agora e sempre que der na telha meus textos serão reescritos pela IA, devidamente identificada. Antes de continuar, só uma piada daquela época para explicar o nome do rato de “pés de elefante”: “Deus criou o sexo, Freud criou a sacanagem”. Olha o Sig aí.

  
Foi nos primeiros anos da década de 1970, lendo O Pasquim, que tomei conhecimento do termo "Ghost Writer". O cartunista Jaguar, criador do personagem Sigmund Freud (ou Sig, para os íntimos), um ícone do jornal, parecia estar passando por um período de pouca criatividade para elaborar as divertidas tiras de Sig. Por essa razão, durante um bom tempo, o jornalista e cronista da BBC Ivan Lessa enviava o roteiro das tiras e Jaguar as ilustrava. E o nome do jornalista aparecia nas tiras como "ghost writer".
 
Hoje, ocorreu-me a ideia de utilizar um ghost writer para aprimorar a qualidade decrescente dos próximos textos que eu decidir escrever. E o ghost writer (mais "ghost", impossível) será o ChatGPT. No entanto, a dinâmica será diferente: depois de me esforçar para redigir um texto minimamente inteligível, solicitarei ao ChatGPT para reescrevê-lo. Desta forma, aqueles que não estiverem cientes dessa estratégia poderão pensar: "Como Jotabê está escrevendo bem! Talvez um pouco conservador, mas não há erros gramaticais e a fluidez está excelente!"

terça-feira, 10 de outubro de 2023

ESTAMPAS DE CAMISETA

Eu sinceramente espero e desejo que quando tiverem minha idade nenhum dos três leitores deste blog sinta ou tenha as emoções que tenho vivenciado, pois estou com a sensação de ter sido atropelado e deixado sem socorro à beira de uma estrada sem movimento, tão abissal e difusa a tristeza que me atingiu. E é uma coisa apenas minha, não contaminada nem ampliada por problemas familiares.

Não sei explicar direito, mas a essa tristeza juntou-se a falta de qualquer expectativa positiva para o que resta da minha vida, além de uma perda de fé cada vez maior, uma sensação absurda de vazio, de inutilidade e de nulidade, algo que nunca imaginei sentir com tanta intensidade. Mas já aviso que agradeço e dispenso conselhos e palavras de consolo, pois o registro de meu estado de espírito atual é apenas isto: registro.
 
Buscando amenizar a sensação de estar vestindo uma pele que não é minha, a pele de alguém menor que eu, resolvi tentar me divertir com o Blogson, talvez a última coisa, lugar ou situação em que posso mexer à vontade, apagar, criar, excluir ou movimentar o material publicado.
 
O dono do excelente blog “Mixidão” (https://mixidao.com.br) um dia me perguntou se eu não gostaria de criar desenhos divertidos para estampar camisetas que ele pensava em vender através de seu blog. Por ser um blog de dicas e receitas culinárias lindamente ilustradas por ele, os desenhos deveriam ser inspirados em doces, comidinhas e alimentos em geral.
 
Achei boa a sugestão e comecei a tentar rabiscar as ideias que iam surgindo, mas a coisa parou por aí, por algumas razões de ordem prática: para realizar essas vendas seria necessária a criação de um estoque mínimo com modelos, cores e tamanhos diferentes. O preço de venda mais frete projetado para produção terceirizada de produtos de boa qualidade mostrou-se elevado e provavelmente pouco atraente para eventuais compradores.
 
Além disso, o dono do Mixidão desinteressou-se de continuar alimentando seu blog com as receitas culinárias lindamente ilustradas e testadas por ele. E, finalmente, havia ainda a qualidade dos desenhos, tudo muito tosco, mal feito e precisando de cores e de um trabalho de edição digital que eu não sei fazer nem ele estava com tempo para isso.
 
Resumindo, guardei minha viola no saco, ou melhor, guardei os desenhos em um envelope e a coisa parou aí. Mas eu sou neurótico. Além de neurótico, tenho um tamagotchi virtual que atende pelo nome de Blogson Crusoe a alimentar. Aí comecei a publicar aqui e ali alguns desses desenhos.
 
Lembrando-me disso, resolvi desovar no blog os desenhos ainda guardados. Antes, entretanto, decidi remanejar todos os desenhos desse pacote já publicados para o momento atual, para obter uma unidade temática com os ainda inéditos No caso, desenhos para estampas de camisetas. Mas se alguém espera qualidade, pode esquecer, pois Eu Não Sei Desenhar! Além disso, o humor e criatividade (que não tenho mais) são tipicamente jotabélicos. E isto nunca foi um elogio.
 
Se isso vai melhorar o meu astral eu não sei. Só sei que talvez azede o fígado dos leitores deste blog bipolar. Mas o aviso está dado.

 


segunda-feira, 18 de setembro de 2023

ARQUEÓLOGO DE BLOG

 
O Blogson Crusoe tinha exatos dois dias de vida quando minha mania de explicar o que ninguém pediu para saber se manifestou. O número de leitores era zero, mas mesmo assim eu entendi que deveria caracterizar cada um dos nove marcadores que pretendia utilizar para alocar as postagens que faria. Naquela época, em lugar de “Marcador” eu utilizava o termo “Seção”.
 
O tempo foi passando, a ansiedade indo e vindo como se fosse a água da onda que quebra na praia e novos marcadores foram progressivamente sendo criados. Alguns eram tão idiotas que acabaram sendo definitivamente excluídos. Nesse meio tempo o Blogson foi assassinado e ressuscitado umas quatro vezes, novos blogs foram criados e depois extintos e a ansiedade ali, só na marcação, só esguichando.
 
Na última morte e ressurreição do Blogson eu prometi que nunca mais atentaria contra sua vida digital. E disse mais, prometi - e estou cumprindo -  migrar para os tempos atuais os posts que me causaram prazer ao ser criados. Preciso também confessar que essa migração visa seduzir novos leitores, pois ninguém parece ter vocação para arqueólogo de blog, para escavar os posts do início do Blogson.
 
Por isso, nada mais natural que eu faça a reapresentação das seções - ou marcadores – onde os posts do blog estão abrigados. A novidade é que dei uma rápida higienizada no blog, o que resultou na eliminação de um marcador e na exclusão de sete postagens idiotas. Hoje o Blogson está assim planejado:
 
ENTENDENDO O BLOG: autoexplicativo

SEM NOÇÃO: esta seção também poderia ser chamada de “espaço Jotabê” por abrigar todas as idiotices e piadas ruins e sem graça que imagino. O detalhe é que as coisas postadas nesta seção necessitam que o leitor tenha uma pouco da chamada cultura pop ou cultura inútil ou cultura geral ou, simplesmente, cultura. Se não tiver, como irá malhar adequadamente as coisas ridículas e sem graça que lerá? Ou seja, se só entender de futebol (por exemplo), como irá detonar toda a falta de senso que encontrar pela frente? Resumindo: este blog é contraindicado para analfabetos funcionais.

DIÁLOGOS DE SPAMTAR: o nome já diz tudo - se fossem encaminhados por e-mail, eu seria marcado como spam pelos destinatários. Significa que  esta é um caso bem mais grave e particular da seção “Sem Noção”.
 
FALANDO SÉRIO: 90% das coisas que escrevo são piadas idiotas, trocadilhos infames e pensamentos ridículos. Às vezes, entretanto sai alguma coisa sem (ou com pouca) ironia.

PAPO CABEÇA: esta é uma versão “viajada” do “Falando Sério”. Embora hoje eu seja radicalmente contra o uso de qualquer tipo de droga – não importando se é lícita ou ilícita (só aceito leite com Toddy – gelado, por favor), às vezes deliro um pouco. Como disse o Belchior, “a minha alucinação é suportar o dia a dia, o meu delírio é a experiência com coisas reais”.

VINTAGE: há situações que só ocorrem (ou ocorreram) uma vez. Por isso, os textos acabam por ficar envelhecidos, meio datados, não atemporais. Como um texto sobre a Copa, por exemplo.

RELIGARE: esta seção era meio polêmica, já que pretendia juntar todas as frases e textos relacionados à religião, ou melhor, às religiões de modo geral. A polêmica poderia surgir dos textos postados, que podiam ser piadas, comentários irônicos ou reflexões sérias. Não tenho nenhum problema com isso, pois sou católico praticante. Muitos textos foram depois excluídos, mas os fundamentalistas ainda podem ficar meio ou muito putos com o que lerem. Paciência.

MEMÓRIA: outro caso particular de “Falando Sério”, está relacionado à minha lembrança de pessoas, casos e acontecimentos que me marcaram ou fizeram parte de minha vida. Embora seja um lance mais pessoal, algumas coisas são legais.

POLITICALHA: esta é uma seção criada para canalizar meus espasmos de ódio, perplexidade e consternação com as atitudes dos políticos brasileiros. Para dar a real dimensão do que sinto por essa gente, em lugar de “Calha Política”, resolvi adotar o nome Politicalha. Segundo Rui Barbosa, “política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam com a outra, antes se negam, se repulsam mutuamente. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada”.
 
PRODUÇÃO TERCEIRIZADA: este marcador ou seção serve para compartilhar com os inexistentes leitores alguns textos de autores consagrados que admiro e venero. Há também uma sacanagem implícita: como sou menos bobo (não muito menos) do que aparento ser, quando alguém procurar o autor ou o texto, vai que encontra o blog, não é mesmo? Com o tempo passei também a publicar textos bacanas  de anônimos ou quase isso.
 
MÚSICA, MAESTRO! este marcador é uma espécie de irmão gêmeo da seção “Produção Terceirizada”, só que voltada para compartilhar os links das músicas que me fizeram babar de prazer ao ouvi-las. E é só filé, pois não passa nem perto de “carne de segunda”.
 
EU NÃO SEI DESENHAR: esse marcador abriga todo tipo de maluquice que criei com colagens, grafismos e desenhos tosquíssimos, sempre tentando fazer humor.
 
LITERATICES: mesmo que continue achando que a realidade pode ser muito mais louca que a ficção, confesso ter cometido alguns deslizes e brincado de fazer literatices. Segundo li no dicionário, "literatice" é sinônimo de "literatura de má qualidade e pretensiosa; literatismo". E essa definição é a cara do Blogson! Por isso, resolvi criar (mais) uma seção no blog, que levou o merecido título de "Literatices". As tentativas de fazer literatura (prosa e poesia) seriam redirecionadas para a nova seção. Passou um pouquinho de tempo e essa seção foi dividida em duas, uma destinada aos textos em prosa e outra aos poemas que ousei escrever.
 
PESCA NA REDE: marcador que resgata os comentários e piadinhas que fiz no Facebook.
 
POSTA RESTANTE: este é um marcador adequado às minhas excentricidades, pois reúne textos escritos em forma de cartas ou mensagens.
 
CORONA: com o surgimento da epidemia de Covid-19 muitos dos textos, desenhos e piadas que fiz refletiram o impacto dessa doença em minha mente. Nada mais natural (para mim!) que um marcador específico fosse criado
 
O CHATO DO GPT: o último dos marcadores criados, exclusivo para textos escritos pela I.A. ChatGPT a partir de minhas sugestões. Sua função é só divertir. A mim e a quem eventualmente resolva ler esses textos meio melosos.
 

 

sábado, 9 de setembro de 2023

REFORMA DE CASA

Os casarões construídos no início do século XX guardam um charme, uma elegância de formas, uma nobreza que se mantém mesmo quando a pintura da fachada está descascada e alguns ladrilhos hidráulicos da varanda estão trincados. Mas se o morador não se preocupa com a limpeza interna e deixa o mofo se instalar nos armários e a poeira embaçar a mobília, qualquer pessoa que a visite sentir-se-á desconfortável, incomodada, louca para ir embora.
 
Assim também tenho visto o Blogson Crusoe, um blog que existe há nove anos e que já recebeu mais de 2.600 publicações de todo tipo e estilo. Mas o tempo passou, muitos posts envelheceram, outros tantos exibiram preconceitos e pensamentos que não possuo mais. Como esperar que novos leitores sintam-se atraídos por isso se nem eu mesmo curto mais?
 
Hoje eu percebo que os versos do Belchior retratam bem meu sentimento em relação ao que já escrevi e publiquei no blog: “Você não sente nem vê mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo, que uma nova mudança em breve vai acontecer.E o que há algum tempo era jovem, novo, hoje é antigo e precisamos todos rejuvenescer”.
 
Traduzindo essas palavras, cheguei à conclusão de que se não pretendo nunca mais acabar com o blog, preciso dar uma varrida, uma espanada nos posts mais antigos para torná-los mais atrativos a quem nunca os leu. E a ideia que tive foi acessar um por um (haja saco!) e trazer para os dias atuais os que eu entender serem atraentes para possíveis novos e seletos leitores. Textos sobre política, por exemplo, nem pensar!
 
Assim procedendo eu deixarei os posts com data de validade vencida - e aqueles com que não mais me identificar - quietinhos em suas datas originais de publicação. Isso melhorará o Blogson? Não sei, mas essa é uma ideia antiga que vira e mexe voeja em minha mente (na verdade, surge sempre quando a inspiração é zero).
 
Tentarei seguir também a opinião de uma especialista para não deixar textos muito longos: "Hoje as pessoas querem coisas rápidas, perdem o foco rápido, e a grande maioria trabalha e tem pouco tempo" (embora as postagens do Marreta contradigam essa opinião).
 
Mas será divertido higienizar o blog, pintar alguns cômodos, encerar o piso, limpar os azulejos e revitalizar o Blogson. Assim poderei convidar pessoas ilustres a visitar as instalações remodeladas do velho Blogson. Talvez, quem sabe?, até inclua algumas fotos em textos do marcador Memória. E se isso funcionar, os leitores novos e antigos nem se interessarão em conhecer o quarto de despejo onde ficará guardada a velharia do blog. Vamos ver como fica.

 

 

domingo, 20 de agosto de 2023

E EU AQUI, DE MADRUGADA...

 

Como já foi dito, a série “Mens Salada Paprocki” foi imaginada para reunir e englobar postagens relacionadas a meu contato com a psicanálise e meu interesse pela psicologia em geral. Ao longo da existência do Blogson fui escrevendo textos sérios, piadas e até poesia sobre assuntos relacionados às falhas da mente, apagões, burnout, neuroses, psicoses, esquizofrenia e outros, tudo reunido e publicado no período de um mês (“Mens Salada”).

Entretanto, por não ter resistido à tentação de criar novos posts enquanto migrava para os dias atuais e republicava os textos da série, acabei "conpurscando", tirando a “pureza temática” imaginada. 

Por isso, resolvi deixar identificadas as postagens que a compõem (e eu aqui, de madrugada, imaginando que alguém se interessará por isso... Sou mesmo um idiota!). Olhaí as postagens na ordem de sua publicação: 

Homenagem - Fábio Leite Rocha

Você é um tasmaníaco?

A hora de cinquenta minutos

Floyd exprica

Black dog

No divã do terapeuta

A vida não cabe

Quem me vê assim sorrindo

Eu, eu mesmo e a depressão - Marcos Tadeu

Loucura, loucura!

Possuído pelo medo - versão do diretor (revista e ampliada)

Como identificar um sociopata: 10 principais sinais do transtorno - Thamyris Fernandes

Amizade sincera

Da turma do Alex

O medo em seus domínios

Escarafunchando o passado

Uma inteligência sem neurose

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

ROMPENDO A BARREIRA DO SONHO

 
O total de visualizações do blog da sobremesa desejada ultrapassou hoje a barreira do som, ou melhor, do sonho. Não entendeu o significado da “sobremesa desejada”? Eu explico – mesmo que nunca se deva explicar uma piada.
 
Hoje o lema do velho Blogson Crusoe é “A voz que clama pelo dessert”, uma brincadeira jotabélica com a frase bíblica "a voz que clama no deserto", proferida por São João Batista, ele próprio um autêntico "Jotabê" - ou J.B. E dessert em francês significa “sobremesa”. Usando uma expressão cheia de ironia dita por uma de nossas vizinhas, “Sou chique, Bem”.
 
Bom, deixando o excesso de frescura de lado, a situação pós-rompimento da barreira do sonho é esta:

terça-feira, 18 de julho de 2023

A VOZ QUE CLAMA PELO DESSERT

Tenho mantido em banho-maria os escassos comentários feitos pelos dois leitores que se animam a fazê-los por estes motivos: a maioria absoluta dos textos que tenho penosamente publicado ou são esboços escritos há mais tempo, em momentos onde não me sentia tão esgotado física e mentalmente ou brincadeiras com o "Chato do GPT". Alguns textos melhorzinhos são publicados por já existirem no meu computador.
 
Sinceramente, tem sido muito difícil manter o equilíbrio emocional. E, para ser franco, estou sem nenhuma vontade de responder comentários no Blogson ou de comentar qualquer coisa nos blogs desse pessoal. Quero mais é ficar quieto e, se possível, dormindo sonos de uma hora de duração.
 
Além do mais fica o registro: de que adiantam 15 seguidores registrados se apenas dois dão as caras por aqui? Já me acostumei com a falta de comentários, mas fico puto por não ter visualizações coerentes com a quantidade de seguidores, pois o desejo legítimo de um escritor é ser lido. Eu não sou um escritor, não é essa a minha profissão, meu mister (gostou?), mas gosto de ver as estatísticas indicando visualizações mais expressivas desse ou daquele post. Dá trabalho escrever, porra!
 
Por isso é que o antigo lema do Blogson era “o blog da solidão ampliada”. Hoje, depois de ter comido toda a carne e roído os ossos o que eu quero é sobremesa (dessert). Por isso o novo lema é “a voz que clama pelo dessert”, pois posso não ser o João Batista bíblico, mas sempre serei o J. B.
 
Para terminar, deixo claro que mesmo não seguindo ninguém estou sempre bisbilhotando os blogs alheios, mas agora sem nenhuma vontade de comentar porra nenhuma. E definitivamente não forneço meu e-mail ou zap para ninguém. Afora isso, a moderação dos comentários continua.

domingo, 18 de junho de 2023

O RISO DO PALHAÇO

  

Hoje eu vou recontar uma história muitas vezes já contada. Era uma vez... Não, isto não é um conto de fadas, menos ainda um conto de fodas, pois é apenas a história de um sujeito que às vezes se sente como se tivesse sido atropelado pela Vida ou, mais provavelmente, que tivesse atropelado a própria vida. Esse alguém sou eu, um cara que acabou de completar setenta e três aninhos e que até hoje padece de insegurança, carência afetiva e arrependimento pelas burradas que fez e pelos acertos que deixou de fazer.
 
Esse cara, por sugestão de dois filhos, criou um blog onde publicou mais de 2.600 posts com todo tipo de assunto, de acordo com o humor do dia. A quase totalidade do material publicado – assim como acontece em extração de ouro (legal ou ilegal) – é formada por rejeito sem nenhuma utilidade (exceto assorear e poluir com mercúrio os cursos d’água próximos).
 
Mas alguma coisa poderia ser salva, mesmo que de baixa qualidade. E foi aí que eu entrei. Com a morte matada do blog Blogson Crusoe (a quarta ou quinta!), fiquei meio jururu e doido para fazer alguma coisa diferente. Por isso, resolvi selecionar os textos e desenhos minimamente razoáveis para depois imprimir uma cópia do material selecionado. Foi quando surgiu o último amigo virtual, um talentosíssimo sujeito que já publicou no site da Amazon uma série de e-books.
 
Inspirado em seu exemplo tive a ideia de também publicar e-books sem gastar nada, o que acelerou a seleção que já vinha fazendo. Com o auxílio, incentivo e orientações desse amigo virtual, o primeiro e-book – dedicado aos falsos poemas que escrevi – foi lançado pela Amazon. “O Eu fragmentado” foi o título que escolhi. A surpresa foi descobrir que existe um livro (não disponível atualmente) exatamente com esse mesmo título.
 
O segundo e-book foi dedicado às crônicas, contos e textos tipo papo-cabeça que escrevi. O título “Meu nome é Ricardo” remete a uma história do início de minha adolescência. O terceiro, dedicado aos desenhos toscos, cartoons e HQs que fui produzindo com o auxílio do processador de textos da Microsoft recebeu o merecido e auto-explicável título “What a Wonderful WORD!”.
 
Em 28 de maio saiu o quarto e último volume que planejei publicar (alguém tem de ter bom senso!), focado nos textos, frases e diálogos de humor, um humor de quinta série. O título escolhido é “Confraria das Hienas”, mas bem poderia ser “O Riso do Palhaço”.
 
Porque na prática, ao olhar para trás, eu percebo que sempre fui exatamente isso, um palhaço, um bufão que tentou sobreviver à insegurança e carência afetiva através do comportamento apalhaçado e sem noção, que fui cada vez mais intensificando.  Mas não reclamo disso, pois o palhaço é aquele que pode dizer que o rei está nu sem medo de ser preso por essa insolência.
 
Para finalizar, repito a piadinha que fiz ao dizer que publicar um e-book seria uma forma de deixar a marca de minha pegada sobre a Terra. Como publiquei quatro e-books, quatro são as marcas deixadas. O que significa que eu sou um quadrúpede, uma anta! Mas isso eu já sabia bem antes da publicação dos livros. Olhaí a boniteza de suas capas.


quinta-feira, 15 de junho de 2023

RETURN OF THE LIVING DEAD

 
Como dizia aquele samba-canção (não estamos falando de cuecas vento a favor, ok?), “Ele voltou, o Botelho voltou novamente, saiu daqui tão contente, por que razão quer voltar?”
 
Pois é, eu voltei, mais sem graça que cachorro que peidou na igreja, mas voltei. A diferença é que depois de matar e re-matar o Blogson tantas vezes acho que vale para esta re-volta a frase dita pelo irmão mais velho e mais chato do Groucho Marx: “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.
 
E tudo o que eu quero nesta volta é farsa (back to basic!). Porque agora tudo vai ser diferente (obrigado Roberto Carlos). No velho Blogson – mesmo que possa ter-me enganado algumas vezes – eu nunca menti. Tudo o que eu escrevi era real, constrangedora e dolorosamente verdadeiro às vezes. Isso agora acabou. Não tenho mais nenhum compromisso com a verdade – nem com a mentira. Para ser sincero, não tenho compromisso com porra nenhuma. Se tiver vontade inventarei as histórias mais tolinhas ou os casos mais escabrosos.

No velho Blogson eu comi toda a carne e roí os ossos. Ao novo Blogson restaram apenas as fantasias e a falta de caráter. Por isso, para começar, o mote “o blog da solidão ampliada” será substituído por “A voz que clama pelo dessert" (obrigado, São João Batista!).

Isto já é uma prova de canalhice, pois a voz que clama pela sobremesa é o lema do blog Falando com as Paredes. Como os dois blogs são meus, o Falando ficará com o lema e a sina da solidão ampliada. Além disso, o Blogson vai vampirizar o Falando, dele retirando as postagens que valer a pena republicar.

Outra coisa é a mudança de status dos amigos virtuais. No velho Blogson eu tratava os “seguidores” como amigos virtuais, porque era assim que eu os considerava realmente. Depois de algumas deserções, percebi que alguns eram apenas seguidores. Agora, no novo Blogson isto está resolvido: mesmo que contem com minha total simpatia (ou até desprezo em alguns casos - pois a perfeição é uma meta defendida pelo goleiro que joga na seleção) os amigos virtuais serão considerados apenas seguidores. Como disse o jogador de golfe Alice Cooper, “No more Mr. Nice Guy”.

E não haverá nova morte do Blogson Crusoe, a versão highlander dos blogs comuns, um blog que demonstrou ter mais vidas que a gata Cleonice. Chega de frescura, de mi mi mi au!

Para finalizar, deixo claro que só forneço meu zap e e-mail para pessoas que conheço no mundo real, capisce? E nem adianta comprar os quatro e-books jotabélicos para puxar meu saco. Comprar essas maravilhas da literatura mundial não é puxação de saco, é obrigação! Fui.

quarta-feira, 14 de junho de 2023

O CANTO DAS SEREIAS

 
Estava eu posto em desassossego, com os ouvidos cada vez mais moucos quando, apesar da surdez progressiva, ouvi o canto das sereias. Como sabem muitos alfabetizados funcionais, as sereias - ao contrário do cavalão, que é um mito ilógico - eram seres mitológicos, metade o busto de uma deusa maia, metade um grande rabo de baleia, seres que enfeitiçavam os marinheiros daqueles navios mequetrefes que sangravam o mar oceano em busca de riquezas. Enlouquecidos, os mareantes deixavam os navios se arrebentar nos rochedos, só pensando em comer aqueles rabos.
 
Mas o canto das sereias que ouvi é uma versão moderna e mal acabada dessa bela história, pois veio em forma de mensagens. Por isso, não ouvi, apenas li. Ainda bem, pois esse canto deve ser horrível e muito desafinado. Mesmo assim fiquei seduzido.

Mas é dureza ter de admitir que as sirenes dos tempos modernos, além da Pequena Sereia e do uóuóuó das viaturas policiais, são dois sereios (ou tritões), marmanjos mal ajambrados – o intrépido e macho das antigas Marreta do Azarão e meu sobrinho Rafael, que é mais que espada, é espadachim. Então, devo mesmo estar com Alzheimer para prestar atenção no que esses dois disseram! Mas preciso deixar registrado para as futuras degenerações que nunca me senti atraído por rabo de homem nenhum. Para ser sincero, com tanta gostosa se ondeando por aí vou me preocupar com rabo de sereio? É ruim!
 
Pondo de novo o bonde nos trilhos, primeiro, tendo alguma música do Raul ao fundo, o Marreta silvou amistosamente: É só uma sugestão. Já que você vem fazendo postagens inéditas com uma certa frequência, por que não voltar ao Blogson?
 
Tentei reagir respondendo que a razão principal é que eu tenho um mínimo de vergonha na cara. Eu disse que nunca mais postaria nada no Blogson e seria uma calhordice inimaginável se eu recomeçasse a postar coisas no Blogson. E, falando a verdade, provavelmente a única coisa que sairia seriam as críticas ao Lula e ao Bozo.
 
Aí a segunda sereia sibilou: Mesmo você tendo falado que não ia postar mais no Blogson, isso não te impede de voltar a postar. Que eu saiba, você não assinou nenhum contrato com você mesmo de nunca mais postar. Tem uma história engraçada envolvendo o Sean Connery, que fez o primeiro James Bond (o David Niven já tinha feito papel dele em um filme meio estranho e um ator americano também já tinha feito em um programa de televisão, mas o do Sean Connery é considerado o primeiro Bond "oficial"). Ele não gostava do personagem e quando largou o papel, disse que nunca mais faria outro filme dele. Pois bem, em 1983, ele fez de novo papel do Bond e o título do filme era "Never Say Never Again", que é literalmente "Nunca Diga Nunca Novamente" (aqui no Brasil virou "Nunca Mais Outra Vez").
 
E eu que já estava intoxicado por uma porção dupla de leite com toddy, sucumbi a essa argumentação cinematográfica, joguei para o alto o resto de amor-próprio que ainda tinha, varri para debaixo do tapete a vergonha na cara que possuía e resolvi voltar. Sereio matusalém da blogosfera, emitindo meu próprio canto para ver se seduzo os leitores a comprar meus e-books. Mas mudanças acontecerão. E só serão conhecidas no próchimo post. 

 


terça-feira, 22 de novembro de 2022

TEMPO DE FAXINA

 
Já faz um tempão que eu venho me sentindo angustiado e puto com todas as manifestações saídas dessa caixa de Pandora aberta pela extrema direita (não vou citar nomes!). E o cardápio é extenso: negacionismo, radicalismo, intolerância, nacionalismo extremado, truculência, ignorância, má fé, selvageria, falta de educação, violência, fundamentalismo religioso, moralismo, desprezo pelas leis vigentes e todo tipo de sentimentos e atitudes que tornaram este país um octógono de disputas verbais e até mesmo de full contact.
 
Resumindo: este país está uma merda. E isso tem me atingido como na letra do Belchior – Tenho sofrido demais, tenho chorado pra cachorro” (eu sei que a palavra correta é “sangrado” e eu não tenho chorado nem uma gota). Esse abafamento e essa tristeza que tenho sentido quase o tempo todo contaminaram os textos que tenho escrito. Para ser sincero, acho uma necessidade idiota registrar minha revolta, indignação ou desilusão, pois cada vez mais imagino o moderado Blogson como uma ilha cercada de conservadorismo por todos os lados.
 
Por isso, para tornar mais amistoso este blog desimportante e com vocação para porra louca, resolvi fazer nele uma faxina daquelas de tirar bicho. Em outras palavras quero deixá-lo mais friendly user.
 
Aqui cabe um parêntese: adoraria ver a cara de puto dos nacionalistas e puristas radicais ao ler esta simpática expressão em inglês. Em minha defesa direi apenas que é melhor usar expressões da língua do Obama que da língua do Maduro ou do Fidel Castro. Porque eu sou totalmente a favor da mistureba de línguas e influências culturais, do uso de gírias, de palavras chulas (para quem curte) e até de emojis (os hieróglifos modernos). E sempre contra a caretice e fundamentalismo de qualquer espécie. Fim do parêntese.
 
Por isso, para tornar mais puro e oxigenado o ar que se respira no blog, resolvi ter um trabalhão do caralho ao identificar todos os posts autorais relacionados a política e políticos (aí incluído até o Tiririca) e trocar seus marcadores, jogando tudo na “seção “Politicalha”, uma espécie de caixa de gordura ou esgoto primário do blog. As únicas exceções serão os dezénhos e as piadas sem graça que amo fazer. Falou em seriedade? Politicalha; falou em FHC, Temer, Lula, Bozo et caterva? Politicalha!
 
Acredito que essa mudança será benéfica para mim, pois como já ensinavam os algarismos romanos há mais de milânus, “Mens sana in blog sano”.
 
Mas que ninguém espere que o Blogson receba inserções de imagens de florzinhas lindinhas nem de coelhinhos peludos (menos ainda de coelhinhas peladas), pois este é um blog que se dá ao respeito.

quinta-feira, 28 de julho de 2022

PERPLEXIDADE

 

Eu nunca imaginaria que um diagrama displicentemente publicado pudesse ter tantos e tão desconhecidos atrativos. Refiro-me ao desenho que pode ser visto no post “Blogsongrama”. Desde que foi publicado venho observando seu número crescente de acessos, fazendo com que tenha se tornado o post com maior visualização nos últimos doze meses! Quer saber quantas? 308 visualizações até agora.

 

O mais louco para mim é que ele serviria apenas para indicar as fontes de alimentação dos novos blogs temáticos que criei (e que vão muito bem, obrigado). Mal comparando, é a mesma coisa que alguém viajar para algum país da Europa e, em vez de tirar fotos das paisagens e monumentos, ficar fotografando as placas de trânsito locais. Mucho loco!

sexta-feira, 24 de junho de 2022

RECADINHO

 
Não tenho perfil no Instagram ou Twitter. Por isso, acabo usando o Blogson para dar notícias e mandar mensagens para aqueles que acessam este blog mal acabado. E a última notícia (pensando bem, melhor dizer “mais recente”. Sei lá, vai que eu tenho um troço e caio duro depois dessa “última notícia”) é a seguinte: hoje, dia 24/06/2022 as estatísticas do blog indicam  a existência de 2.440 publicações. É post pra dar com pau!
 
Evidentemente, a qualidade alcançada é inversamente proporcional à quantidade produzida. Essa é quase uma fórmula matemática universal (boa desculpa!). Por isso, aproveitando a desertificação da criatividade e de assunto, resolvi (mais uma vez!) criar outro blog só para passar o tempo. Alguém mais sensato poderá calmamente dizer:
 
- “SE JÁ NÃO TEM ASSUNTO PARA UM BLOG, PARA QUE CRIAR OUTRO?”
 
E a resposta é simples: há muito tempo tenho sentido vontade de limpar o blog, de remover os posts lixo que publiquei. Poderia fazer isso no próprio Blogson, mas tenho um pouco de TOC de não alterar o original. Tentei fazer isso migrando alguns posts para datas mais recentes, mas me senti muito mal.
 
Por isso, aliando a absurda falta de assunto e de qualidade dos últimos posts com a minha necessidade real de encontrar alguma coisa para passar o tempo que me resta (e eu desconfio que seja muito pouco), resolvi criar uma versão limpinha, “gourmet”, para abrigar o que acredito ser ”o melhor do peor”.
 
Esse novo blog atende pelo mimoso nome de “Blogson Crusoe Gourmet” e será alimentado diariamente com posts escolhidos e revisados do velho Blogson. A dosagem máxima será de duas publicações por dia. E aí vem a parte matemática da coisa:
 
Total de posts: 2.440
Posts aprovados e revistos:  60% (estimativa)
Total de posts do novo blog: 1.440
Prazo mínimo para publicação: (1.440 / 2) / 365 dias/ano = 2 anos
 
Assim, pelos próximos dois a quatro anos precisarei continuar vivo (e lúcido) para dar sequência a esta insensatez. E o velho Blogson não será abandonado, pois continuará a ser alimentado com todo tipo de tranqueira que me ocorrer.
 
A vantagem para quem acessar a versão gourmet, essa nova maluquice jotabélica, é que os posts mais antigos serão os primeiros a ser publicados. Isso é bom? Pode ser, pois ninguém precisará mergulhar nas profundezas do Blogson original para ler os textos iniciais. E posts informativos como este, é claro, nunca farão parte do Gourmet.
 
Para finalizar, caso algum incauto se interesse, o link é este (já está com duas publicações!):
 
https://blogsoncrusoegourmet.blogspot.com/

terça-feira, 7 de junho de 2022

RELINCHANDO DE ALEGRIA




Nada melhor que um retrato para materializar o zeitgeist, o espírito do momento e comemorar o 8º aniversário do blog (e o meu 72º). Chegou a hora de apagar o velhinho...

Preciso deixar meu pedido de desculpas ao Drummond pela mutilação de seus versos.  Utilizar "José" no contexto deste post não ficaria bom. Pensei nas hipóteses "Zezim", "Izé" e "Jotabê", mas ficaria um desastre e um verdadeiro estupro nos versos originais. Para minimizar a ofensa, resolvi apenas suprimir o José original. Perdão, Drummond!
 

sexta-feira, 29 de abril de 2022

R.I.P.

O material publicado recentemente aqui no blog está tão sem inspiração e qualidade que estou até pensando em criar mais uma seção ou marcador para reunir essa tralha. Creio que a explicação da queda de qualidade (as quedas são muito comuns em idosos!) é que a minha idade está cada vez mais avançada; estou envelhecendo tão rapidamente que daqui a pouco vou acabar sendo multado por excesso de velocidade, ou melhor, velhicidade.
 
Só um paradoxo me confunde: ossos quebrados em idosos muitas vezes precisam  de parafusos para unir as partes fraturadas. No meu caso, como a queda por enquanto é só de qualidade (e vamos parar por aqui!), esse problema talvez possa ocorrer por eu estar ficando com um parafuso a menos.
 
Depois desta piada idiota, só mesmo criando o novo marcador. Pensei primeiro em "Cesto de Lixo", mas, pela minha idade provecta ("provecta" parece nome de remédio anti-pulgas para cachorro) acho que ficará melhor assim: R.I.P.
 
O leitor ou leitora pode entender como quiser, mas o significado real da sigla sempre será "Refugo Impublicável Publicado”.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

BANHEIRO QUÍMICO

Já contei esta história aqui antes. Mesmo assim, vou contá-la de novo, só para criar um cenário ou pano de fundo ao que quero dizer. A história é a seguinte: um conto de Monteiro Lobato que li há milhares de anos mostra Deus e o arcanjo Gabriel olhando “lá para baixo”, observando a vida existente naquele planetinha colorido. Gabriel vai perguntando e Deus explicando, etc. Em determinado momento o arcanjo tem sua atenção voltada para uma fila de “formigas” estranhas, barulhentas, animaizinhos que se destacavam das demais espécies e pergunta o que é aquilo. E Deus responde:

- Aqueles são os seres humanos em sua caminhada pela vida. Eles creem ter sido criados à minha imagem e semelhança.
- E por que emitem tão grande variedade de sons?
- Pois é... Cada grupo criou sua própria língua, diferente das demais.
- Ah, mas eles conseguem entender o que os outros dizem?
- Claro que não! Esse é um dos motivos de viverem se estranhando.
- Que horrível!
- Mas um dia um homem tentou resolver esse problema de forma definitiva.
- Acabou com todas as línguas!
- Não, criou mais uma.
 
Como não tenho memória fotográfica, com exceção das duas últimas frases os diálogos foram obviamente criados por mim. Mas o sentido da história é esse mesmo. E a língua criada é o esperanto.
 
Montado o cenário, vamos ao que (não) interessa. Quando não estou pensando em alguma idiotice para publicar no Blogson, gasto meu tempo em tentar organizar o blog, mudar sua estrutura, revisar posts, etc. Creio agir assim por ter o desejo de que ele seja lido e acessado mesmo quando eu tiver parado de fazer novas postagens ou quando eu "tiver sido desligado". O nome disso é vaidade (“eu me amo, não posso mais viver sem mim!”).
 
Nas muitas idas e vindas já acontecidas por conta desse desejo de perpetuidade, o que sempre restou depois de mais uma “organização” foi o surgimento de um novo marcador (ou "seção", como gosto de chamar). Essa a razão de ter contado a história do esperanto. A mais recente ideia de jerico nesse sentido foi pensar na criação de novo marcador para abrigar os posts de péssima qualidade já produzidos, independente da temática. Seria uma espécie de “banheiro químico” do blog. Os posts muito ruins seriam movidos definitivamente para a nova seção (o risco seria de mover todo o blog!).
 
Antes que alguém acredite que essa seria mais uma das grandes asneiras que marcam a vida do blog da solidão ampliada, preciso lembrar que essa mudança funcionaria como um neutralizador da ansiedade que volta e meia esguicha de alguns textos produzidos em momentos mais depressivos, pois tratar-se-ia de avaliar os mais de dois mil posts já produzidos.
 
Mas aí a ficha caiu e eu percebi que isso seria de uma burrice capaz de tornar-me apto a assumir a presidência do país. E o motivo é simples: de nada adiantaria dragar o fundo do blog, pois os posts remanejados continuariam desconhecidos da maioria dos onze amigos virtuais (que o blogger teima em chamar de seguidores. Parêntese: não sendo exemplo de vida para ninguém, considero extremamente pedante chamar alguém de “seguidor”. Parêntese fechado).
 
E foi justamente pensando nesses amigos virtuais que cheguei à solução salomônica para organizar e modernizar o velho Blogson. Não será criada nenhuma nova seção ou marcador (aleluia!), mas os posts que eu entender que valem a pena ser trazidos para a superfície do blog serão progressivamente movidos para os dias atuais, com o cuidado de indicar a data original de sua publicação. Assim, o lixo do blog e os posts com data de validade vencida continuarão mantidos nas profundezas do Blogson.

E mesmo que eu ainda tenha em estoque seis posts novinhos em folha, essa movimentação do “melhor do peor” aliviará a pressão para criar novos textos. Ao tomar esta decisão, acabo de me tornar gigolô de mim mesmo!

FUCK!

  Minhas netas de sete e oito anos são educadas pelas mães para não dizerem palavrões, pois são palavras vulgares, “palavras grandes”. E ela...