sábado, 2 de maio de 2026

UM NOME À PROCURA DE UM APELIDO

 
As pessoas normais, aquelas que eu assim considero por terem nomes que dispensam complemento, ou mesmo as que possuem nomes compostos, não conseguem imaginar o desconforto de quem tem apenas o prenome José. Pior ainda se o sobrenome remete a uma expressão vulgar, chula.
 
A propósito, a palavra “chula” já tem uma sonoridade meio sacana, permitindo várias associações que a boa educação não recomenda, não é mesmo?
 
Maaas, voltando ao meu nome, infelizmente eu fui registrado como José Botelho Pinto, um constrangimento que me acompanhou a vida toda, porque José remete imediatamente a “”, que algumas pessoas sem compostura complementam com “Mané”, “Ruela”, “Ninguém”, “Cai n’água” e todo tipo de associação depreciativa que conseguem inventar.
 
Por outro lado, “Botelho Pinto” dispensaria comentários, mas sou obrigado a mencionar a existência de “sinônimos” que um colega filhadaputa resolveu criar ainda no final da adolescência – e que, por economia e um mínimo de decência, darei apenas um exemplo: "Coloquelho Pau". No final, já cansado de me chamar de todo tipo de vulgaridades e ofensas que conseguiu imaginar, acabou me chamando apenas de “Censurado”.
 
Ainda mais jovem, tentei algumas vezes criar pseudônimos “de gente”, apresentando-me para as menininhas que desejava impressionar como se meu nome de batismo fosse “Ricardo” ou “Ronaldo”, mas não fui bem-sucedido nas minhas investidas, pois não “peguei” ninguém. Creio que eu era tão inexperiente e desinteressante que nem Covid eu pegaria, se a mamoninha assassina já tivesse surgido.
 
Ao criar este blog insosso, acabei dando vida a um avatar que é conhecido por Jotabê. Mas estou cansado desse apelido e de suas variantes Jotabezinho e até Jotabeijinho. Por isso tenho pensado em criar um novo e charmoso apelido, apesar da crescente falta de criatividade.
 
Por isso, fiquei super entusiasmado ao saber de uma curiosa pesquisa realizada com ultrassom em hospitais de Madri: a medição de vários pênis flácidos e eretos, depois agrupados em três perfis. Impressionaram-me as conclusões desse estudo – não pelos aspectos científicos, mas pela utilidade prática que podem ter no meu caso. E, confesso, fiquei feliz pela oportunidade de criar um “nickname” que permita substituir o vulgar e obsceno Botelho Pinto.
 
Segundo o estudo realizado, há três tipos de pênis, assim designados:
- “Grower” ou pênis “de sangue”: embora de aparência humilde quando flácidos, podem aumentar até 56% do tamanho original;
- “Shower” ou pênis “de carne”: são aqueles que já parecem grandes em situação de flacidez, mas, na hora do “vamos ver” crescem só até 31%;
- E os mezzo a mezzo que representam a maioria, nem tanto ao céu nem tanto ao mar.
 
Encharcado de tanta cultura inútil, talvez seja uma boa adotar “Grower” como apelido, porque, acho que fica muito elegante e menos chamativo ser chamado de “Botelho Grower” – mesmo que nesta fase da minha vida os resultados alcançados não sejam tão espetaculosos...

 

 

UM NOME À PROCURA DE UM APELIDO

  As pessoas normais, aquelas que eu assim considero por terem nomes que dispensam complemento, ou mesmo as que possuem nomes compostos, não...