As pessoas normais,
aquelas que eu assim considero por terem nomes que dispensam complemento, ou
mesmo as que possuem nomes compostos, não conseguem imaginar o desconforto de
quem tem apenas o prenome José. Pior ainda se o sobrenome remete a uma expressão
vulgar, chula.
A propósito, a palavra “chula” já tem uma
sonoridade meio sacana, permitindo várias associações que a boa educação não
recomenda, não é mesmo?
Maaas, voltando ao meu
nome, infelizmente eu fui registrado como José Botelho Pinto, um
constrangimento que me acompanhou a vida toda, porque José remete imediatamente a “Zé”,
que algumas pessoas sem compostura complementam com “Mané”, “Ruela”, “Ninguém”, “Cai n’água” e todo tipo de associação
depreciativa que conseguem inventar.
Por outro lado, “Botelho Pinto” dispensaria comentários, mas sou obrigado a mencionar
a existência de “sinônimos” que um colega filhadaputa resolveu criar ainda no
final da adolescência – e que, por economia e um mínimo de decência, darei
apenas um exemplo: "Coloquelho
Pau". No final, já cansado de me chamar de todo tipo de vulgaridades e
ofensas que conseguiu imaginar, acabou me chamando apenas de “Censurado”.
Ainda mais jovem, tentei algumas vezes criar
pseudônimos “de gente”, apresentando-me para as menininhas que desejava
impressionar como se meu nome de batismo fosse “Ricardo” ou “Ronaldo”,
mas não fui bem-sucedido nas minhas investidas, pois não “peguei” ninguém. Creio
que eu era tão inexperiente e desinteressante que nem Covid eu pegaria, se a
mamoninha assassina já tivesse surgido.
Ao criar este blog insosso, acabei dando vida
a um avatar que é conhecido por Jotabê. Mas estou cansado desse apelido e de
suas variantes Jotabezinho e até Jotabeijinho. Por isso tenho pensado em criar
um novo e charmoso apelido, apesar da crescente falta de criatividade.
Por isso, fiquei super entusiasmado ao saber
de uma curiosa pesquisa realizada com ultrassom em hospitais de Madri: a
medição de vários pênis flácidos e eretos, depois agrupados em três perfis.
Impressionaram-me as conclusões desse estudo – não pelos aspectos científicos,
mas pela utilidade prática que podem ter no meu caso. E, confesso, fiquei feliz
pela oportunidade de criar um “nickname”
que permita substituir o vulgar e obsceno Botelho
Pinto.
Segundo o estudo realizado, há três tipos de
pênis, assim designados:
- “Grower” ou pênis
“de sangue”: embora de aparência
humilde quando flácidos, podem aumentar até 56% do tamanho original;
- “Shower” ou pênis
“de carne”: são aqueles que já
parecem grandes em situação de flacidez, mas, na hora do “vamos ver” crescem só até 31%;
- E os mezzo
a mezzo que representam a maioria, nem tanto ao céu nem tanto ao mar.
Encharcado de tanta cultura inútil, talvez seja
uma boa adotar “Grower” como apelido,
porque, acho que fica muito elegante e menos chamativo ser chamado de “Botelho Grower” – mesmo que nesta fase
da minha vida os resultados alcançados não sejam tão espetaculosos...
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