terça-feira, 21 de abril de 2026

CONTO DE FADAS

 
Como todo mundo deve se lembrar, os contos de fadas lidos na infância são cheios de reis, princesas, magos e feitiços, não é mesmo?
 
Mas, quando alguém, inspirado nessas leituras, resolve escrever um conto de fadas com conteúdo adulto, acaba produzindo um conto de fodas.
 
(Jotabê, com seus trocadilhinhos de azedar o fígado)

segunda-feira, 20 de abril de 2026

DESMISTIFICANDO MITOS

Foram difíceis momentos
O tempo todo em conflito
Tentando entender sentimentos
Desmistificar o mito
De que se ama só uma vez
 Que bobagem”, pensei comigo
Não é isso que o coração me diz
Não é só atração, desejo, paixão
É mais, muito mais que isso
Abandonei o medo e aflição
Tentando, sonhando acalmar
Um coração assustado, aflito
E definitivamente proclamar
O amor que tenho sentido
Um amor antigo, bonito
Que julgava desaparecido.

Se gostou, ainda tem o auxílio luxuoso da SunoAI, que musicou o poema. Escutaí

https://suno.com/song/63cc8925-d02b-4c77-861b-e05d2760471f


sábado, 18 de abril de 2026

PROPAROXÍTONO

Hoje me ocorreu estar vivendo um relacionamento proparoxítono, pois há nele algo de místico, de mágico, de cósmico – tantas são as coincidências que aconteceram ao longo dos anos e que serviram para nos reaproximar. Ela diz que eu sou seu “número”; isso me diverte e torna lúdico o momento atual e, por isso mesmo, único. Mais proparoxítono, impossível!


sexta-feira, 17 de abril de 2026

MIL PERDÕES - GAL COSTA

 
Recentemente fiquei todo feliz porque alguém disse que “eu conheço a alma feminina”. Para um hetero cisgênero, isso é um baita elogio. Mas não chego nem aos pés do Chico Buarque nesse quesito (em outros também), pois o cara não só conhece a alma feminina, como se inspira nesse conhecimento para compor músicas lindíssimas.
 
E uma das mais bonitas é “Mil perdões”, na voz da Gal Costa. Não estou mentindo quando digo conseguir perceber o momento em que ela ironicamente exibe seu sorriso do "gato de Alice" ao cantar o verso: “Te perdoo por te trair”.
 
Em tempos de tantos feminicídios e de violência cometida por homens contra suas companheiras, só o primeiro verso dessa música já soa quase como um alerta do que não deveria caber em uma relação. Olha que maravilha:
 
Te perdoo por fazeres mil perguntas que em vidas que andam juntas ninguém faz
Te perdoo por pedires perdão, por me amares demais, te perdoo
Te perdoo por ligares pra todos os lugares de onde eu vim
Te perdoo por ergueres a mão, por bateres em mim, te perdoo
Quando anseio pelo instante de sair e rodar exuberante e me perder de ti
Te perdoo por quereres me ver aprendendo a mentir, te perdoo
Por contares minhas horas nas minhas demoras por aí
Te perdoo, te perdoo porque choras quando eu choro de rir
Te perdoo por te trair



 
 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

PÃO DE QUEIJO OU FEIJOADA

 
Talvez muitos não saibam, mas o genial Vinicius de Moraes escreveu um poema delicioso, ensinando sua receita de feijoada para a culinarista Helena Sangirardi. Tempos depois o Chico Buarque também apresentou sua versão musical de uma boa feijoada, na música "Feijoada Completa".
 
Como até mesmo os pinguins de Madagascar ou os pigmeus bandar já sabem, Jotabê é totalmente desprovido de caráter - que resolveu trocar por uma dose dupla de falta de senso e um copo de leite com toddy (gelado, por favor!).
 
Por isso, resolveu aventurar-se no ramo da picaretagem explícita e da gigolagem descarada, ao pedir à Suno AI que musicasse uma receita de como fazer pãozim de queijo.
 
Alguém com um pouco mais de bom senso poderá se preocupar com a saúde mental jotabélica e perguntar por que pedir a uma inocente IA para musicar uma receita culinária, ainda mais de pão de queijo!
 
"Vingança", é a resposta. Movido pela fome e irritado por sempre pedir à IA um ritmo para musicar seus poemas e receber outro totalmente diferente, Jotabê resolveu unir o inútil ao desagradável. E por que pão de queijo? Porque eu sou mineiro, uai!
 
Para que este post não seja imediatamente considerado intragável e impalatável, resolvi publicar a receita do Vinicius e a musiquinha da Suno. Quer mais o quê?
 
FEIJOADA À MINHA MODA
Amiga Helena Sangirardi
Conforme um dia eu prometi
Onde, confesso que esqueci
E embora — perdoe — tão tarde
 
(Melhor do que nunca!) este poeta
Segundo manda a boa ética
Envia-lhe a receita (poética)
De sua feijoada completa.
 
Em atenção ao adiantado
Da hora em que abrimos o olho
O feijão deve, já catado
Nos esperar, feliz, de molho.
 
E a cozinheira, por respeito
À nossa mestria na arte
Já deve ter tacado peito
E preparado e posto à parte
 
Os elementos componentes
De um saboroso refogado
Tais: cebolas, tomates, dentes
De alho — e o que mais for azado
 
Tudo picado desde cedo
De feição a sempre evitar
Qualquer contato mais... vulgar
Às nossas nobres mãos de aedo
 
Enquanto nós, a dar uns toques
No que não nos seja a contento
Vigiaremos o cozimento
Tomando o nosso uísque on the rocks.
 
Uma vez cozido o feijão
(Umas quatro horas, fogo médio)
Nós, bocejando o nosso tédio
Nos chegaremos ao fogão
 
E em elegante curvatura:
Um pé adiante e o braço às costas
Provaremos a rica negrura
Por onde devem boiar postas
 
De carne-seca suculenta
Gordos paios, nédio toucinho
(Nunca orelhas de bacorinho
Que a tornam em excesso opulenta!)
 
E — atenção! — segredo modesto
Mas meu, no tocante à feijoada:
Uma língua fresca pelada
Posta a cozer com todo o resto.
 
Feito o quê, retire-se caroço
Bastante, que bem amassado
Junta-se ao belo refogado
De modo a ter-se um molho grosso
 
Que vai de volta ao caldeirão
No qual o poeta, em bom agouro
Deve esparzir folhas de louro
Com um gesto clássico e pagão.
 
Inútil dizer que, entrementes
Em chama à parte desta liça
Devem fritar, todas contentes
Lindas rodelas de linguiça
 
Enquanto ao lado, em fogo brando
Desmilinguindo-se de gozo
Deve também se estar fritando
O torresminho delicioso
 
Em cuja gordura, de resto
(Melhor gordura nunca houve!)
Deve depois frigir a couve
Picada, em fogo alegre e presto.
 
Uma farofa? — tem seus dias...
Porém que seja na manteiga!
A laranja gelada, em fatias
(Seleta ou da Bahia) — e chega.
 
Só na última cozedura
Para levar à mesa, deixa-se
Cair um pouco da gordura
Da linguiça na iguaria — e mexa-se.
 
Que prazer mais um corpo pede
Após comido um tal feijão?
— Evidentemente uma rede
E um gato para passar a mão...
 
Dever cumprido. Nunca é vã
A palavra de um poeta... — jamais!
Abraça-a, em Brillat-Savarin
O seu Vinicius de Moraes.
 

PÃO DE QUEIJO À MODA SUNO

terça-feira, 14 de abril de 2026

NOITES CARIOCAS - ÉPOCA DE OURO E ARMANDINHO

 
Não sou especialista em música, apenas gosto de ouvir. Também não me preocupo com a qualidade do som, pois não tenho aparelhagem sofisticada. Mas tenho preconceitos definidos. Por exemplo, não gosto de funk nem de música “sertaneja”. Se forçar um pouco a barra, digo que também não curto pagode nem as músicas do grupo ABBA. E de gospel brasileiro, prefiro nem falar.
 
Meu negócio é MPB, bossa nova, choro, samba raiz, rock, blues e jazz, Também gosto bastante de reggae e forró. Mas o estilo que é sempre uma delícia de ouvir é choro – ou chorinho para os íntimos. Que maravilha quando alguém de talento estratosférico resolve gravar um choro daqueles bem ”Jacob do Bandolim”! Por que estou falando isso? Porque me deu vontade de ouvir de novo um CD que o conjunto Época de Ouro gravou com a participação luxuosíssima do Armandinho Macedo, um virtuose do bandolim e da guitarra baiana.
 
Só para ilustrar um pouco, o Época de Ouro é o grupo que acompanhava o gênio Jacob do Bandolim. Esse grupo teve entre seus integrantes o Dino 7 cordas, provavelmente o melhor “sete cordas” que o Brasil já teve, e o Cesar Faria, pai do Paulinho da Viola.
 
Como cantou o Belchior, “deixando a profundidade de lado”, o bom é ouvir a gravação de “Noites Cariocas”, o melhor choro já composto (minha opinião), interpretado por esse time de feras. Escutaí e baba (especialmente no trecho em que o Dino resolveu mostrar o que sabia fazer):



segunda-feira, 13 de abril de 2026

TEM LIVRO NOVO NO PEDAÇO

 
Noite passada acordei de madrugada com uma puta azia e com a canela da perna direita coçando e ardendo. Depois de tomar antiácido e passar um creme na perna, fiquei umas duas horas acordado, esperando passar a azia e o desconforto da perna. Mas ela e a azia foram poderosos estímulos para a nova maluquice jotabélica: resolvi juntar em um só volume os dois e-books de “deZénhos” (os desenhos do Zé) já publicados. “Passatempo” da madrugada...
 
Depois de ter o conteúdo revisto e analisado pela Amazon, o link de acesso foi finalmente liberado. Se esperararem até o dia 14/04 poderão fazer o download sem gastar nada. Então, lembrando: download free de 14 a 18/04 (cinco dias). Depois disso o acesso a essa “obra-tia” (porque “obra-prima” já está batido) custará R$6,00, caríssimo. Mas podem conhecer partes do livro a partir de agora.

O link é este:

E a capa é esta, utilizando um cartoon que está no e-book. Foi feita com figuras geométricas do Word e traz a sutileza da inversão do tamanho das sombras. Perdoem-me pela imodéstia, mas acho que foi uma ótima idéia (eu me amo!)



CONTO DE FADAS

  Como todo mundo deve se lembrar, os contos de fadas lidos na infância são cheios de reis, princesas, magos e feitiços, não é mesmo?   Mas,...