domingo, 15 de fevereiro de 2026

ALMA GÊMEA - AUTOR DESCONHECIDO

 
Encontrei este texto no Facebook, de autor desconhecido. Por ser um romântico incurável – mesmo que agora solitário – resolvi publicá-lo no Blogson em pleno Carnaval. E o motivo é simples: conheci minha alma gêmea, a mulher da minha vida no Carnaval.
 
Ontem, 14 de fevereiro, o mundo se encheu de flores, jantares à luz de velas e promessas de amor eterno. O Dia de São Valentim renova, ano após ano, uma pergunta antiga e sedutora: existe mesmo alguém que foi feito sob medida para nós? Em algum lugar, caminha a nossa metade perfeita?
A ideia atravessa séculos. Na Grécia antiga, Platão imaginou que já fomos seres completos, divididos ao meio pelos deuses, condenados a buscar a parte perdida. Na Idade Média, as histórias de Camelot transformaram o amor em devoção absoluta, como o de Lancelot por Guinevere. Mais tarde, William Shakespeare eternizou os “amantes marcados pelas estrelas”, sugerindo que o próprio universo escreve — e às vezes sabota — as histórias de amor.
Hoje, trocamos cartas perfumadas por aplicativos. A promessa, porém, continua a mesma: encontrar “a pessoa certa”. Mas a ciência tem lançado um olhar mais cauteloso sobre essa crença.
O psicólogo social Viren Swami, da Anglia Ruskin University, afirma que a noção moderna de escolher um único parceiro para toda a vida se fortaleceu quando as transformações sociais deixaram os indivíduos mais isolados. Procurar uma “alma gêmea” tornou-se também uma forma de buscar pertencimento e segurança em um mundo fragmentado.
O problema, segundo pesquisadores, não está no romantismo, mas na expectativa de que o amor verdadeiro seja fácil. O professor Jason Carroll, da Brigham Young University, diferencia “alma gêmea” de “pessoa certa”. A primeira seria encontrada pronta, como destino. A segunda é construída ao longo do tempo, com ajustes, pedidos de desculpas e crescimento mútuo.
Estudos conduzidos por C. Raymond Knee indicam que pessoas que acreditam que relacionamentos “simplesmente deveriam funcionar” tendem a desistir com mais facilidade diante de conflitos. Já aquelas que enxergam o amor como processo mostram maior comprometimento. Em outras palavras, o que sustenta um casal não é a ausência de problemas, mas a disposição para enfrentá-los juntos.
Há ainda a questão da química. Nem toda conexão intensa é sinal de compatibilidade. A coach Vicki Pavitt alerta que aquilo que parece destino pode ser apenas familiaridade com padrões emocionais antigos. Relações instáveis, que alternam proximidade e distância, geram ansiedade — e a ansiedade pode ser confundida com paixão. O cérebro interpreta intensidade como profundidade, mesmo quando há sofrimento.
A biologia também sugere que a atração não é fixa. Fatores hormonais e contextuais influenciam quem percebemos como atraente ao longo da vida. Se a química muda, torna-se difícil sustentar a ideia de que existe apenas uma combinação possível.
E, curiosamente, até a matemática entra nessa discussão. O economista Greg Leo, da Universidade Vanderbilt, desenvolveu modelos que mostram que cada pessoa pode ter várias combinações altamente compatíveis — não apenas uma. O amor, nesse sentido, parece menos destino e mais probabilidade.
Mas talvez a resposta mais bonita venha do cotidiano. Pesquisas lideradas por Jacqui Gabb, da The Open University, indicam que relacionamentos duradouros se sustentam em pequenos gestos: uma xícara de chá levada à cama, o carro aquecido numa manhã fria, um sorriso cúmplice no meio da rotina. Não são os grandes fogos de artifício que mantêm o vínculo, mas as pequenas chamas constantes.
Talvez o verdadeiro equívoco esteja em imaginar que a alma gêmea nos completa como peça que faltava. A ciência sugere algo menos mágico — e, paradoxalmente, mais profundo. Não se trata de encontrar alguém perfeito, mas de escolher, repetidas vezes, a mesma pessoa imperfeita e construir algo singular.
No fim, o amor que parece “destinado” costuma ser aquele que foi cultivado. Não nasce pronto. Cresce. Talvez a alma gêmea não seja encontrada. Talvez seja feita.

 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

MAMÃOZINHO COM AÇÚCAR

Quem avisa amigo é (e tem gente que acredita nisso!). Começa hoje (13/02) e vai até 17/02/2026 o download gratuito do novo e-book jotabélico.

Um livro que vai te encantar e surpreender mais que a visão de mala de dinheiro jogada pela janela do 30º andar por picareta investigado pela Polícia Federal. Olha a lindeza da capa. 

Este post será excluído quando a sopinha do download gratuito acabar (preciso apagar as marcas da falta de vergonha na cara).




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

RELIGARE - REFLEXÕES SOBRE RELIGIOSIDADE, CRENÇA E FÉ

 
(Continuação do post anterior)

Os sentimentos de perplexidade, decepção e raiva surgiram imediatamente ao ver a palavra “BLOQUEADO” à direita da imagem da capa original. Perguntei ao Fabiano Caldeira, meu consultor para assuntos relacionados aos e-books da Amazon e ele disse nunca ter visto nada daquilo.
 
E não havia como modificar nada. Talvez a solução fosse reiniciar o processo, ou melhor, “fazer de conta” que se tratava de outro livro – que, muito provavelmente, também seria bloqueado.
 
Muito irritado com a situação, comecei freneticamente a fazer alterações. Excluí três ou quatro textos, dois deles com longas transcrições de livros que li (e talvez esteja aí o motivo da recusa – direitos autorais não respeitados).
 
Mudei o texto de divulgação, utilizei apenas uma “palavra-chave” em lugar das sete da versão anterior, escolhi nova capa – bem melhor que a original e, só de raiva, estabeleci o preço de R$5,00 para a nova versão. Originalmente custaria apenas R$1,99. O novo livro foi aprovado e posto à venda. Aleluia!
 
Se alguém se interessar em saber como seria uma "bíblia jotabélica" (não herética!) ou outras viagens na maionese surgidas e "perpetradas" nos últimos dez anos, o período de download gratuito vai de 13/02/2026 a 17/02/2026, em pleno período carnavalesco. Mas, por coerência com a temática do novo e-book, é melhor que seja lido durante a quaresma. Olha o link aí.




A capa antiga (da versão não aprovada) era assim. Ao lado dela, o aviso da Amazon.










quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

TUIUIÚ

 


O tuiuiú é considerado a ave-símbolo do Pantanal Matogrossense. Mesmo não sendo exatamente um passarinho – pois pode chegar a mais de 1,5 metros de altura, fiquei pensando que os ambientalistas poderiam propor a criação do “Dia do Tuiuiú”. Nesse caso, poderiam cantar esta musiquinha: “Happy Bird Day, Tuiu iú!” 

Acho ficaria bom.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

CONVERSANDO SOBRE RELIGIÃO, RELIGIOSIDADE, CRENÇA E FÉ

 
A morte da minha mulher teve para mim o efeito de um ciclone, de um tsunami ou, no mínimo, de um capotamento de carro, pois minha vida foi revirada como se fosse uma roupa dentro de uma lavadora. Tudo mudou, nada ficou como antes.
 
Tenho tentado manter a casa minimamente organizada e limpa, mas às vezes a vontade é de ficar deitado em nossa cama – em minha cama, agora tão grande e tão vazia.
 
Conversando com um de nossos filhos, o mais irrequieto, sempre querendo que eu me desfaça de metade dos objetos que minha mulher acumulou ao longo de cinco décadas, comentei que nossa casa é, na verdade, da Eliany, deles, dos nossos filhos, e que eu sou apenas o síndico. Ele riu e disse que é então o zelador, sempre querendo arrumar isso e aquilo.
 
Essas mudanças aconteceram também no campo religioso. Eu já me sentia praticamente ateu quando a doença de minha mulher teve uma progressão acentuada, fazendo-me lembrar desta frase do Millôr Fernandes: “O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde”.
 
A partir daí, comecei a repensar as crenças que tive, a fé que fui perdendo e a esperar por um milagre que revertesse o quadro triste que começava a se desenhar com nitidez. Infelizmente, o milagre não aconteceu, trocado que foi por um vazio imenso e por uma saudade abissal.
 
Foi nesse cenário que surgiu a vontade de reler todas as postagens indexadas no marcador “Religare” do Blogson Crusoe. Sinceramente falando, gostei bastante de quase tudo o que li – apesar de perceber com clareza a curva descendente da minha fé desde o primeiro texto que falava de religião e religiosidade, de crença e de fé, escrito quando eu ainda nem sabia o significado da palavra “blog”.
 
Pensar em um novo e-book com esses textos foi uma reação quase imediata, estimulado pelas lembranças da minha Amada. Mas aconteceu o inesperado: o livro a quem dediquei tanto carinho foi recusado pela Amazon! 

Depois de seguir todos os passos para sua publicação, recebi um e-mail com este texto: Com base em nossa análise, não aceitaremos seu envio para publicação porque os livros podem resultar em uma experiência decepcionante para o cliente.

O que aconteceu depois fica para a próxima postagem.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

DOIS MESES

 
Hoje se completam dois meses do dia em que te toquei pela última vez. Eu estava em choque, sem pressentir a saudade que sentiria depois, na nossa casa vazia, cheia de lembranças, enfeites, retratos e roupas que você usava para ficar ainda mais linda.
 
É difícil imaginar a dor de saber que nunca mais celebraremos nosso aniversário de casamento, o Dia das Mães, que nunca mais comemoraremos o Dia Internacional da Mulher nem o seu aniversário. O Dia dos Namorados era uma data tão importante quanto o Natal. Como rir e cantar músicas antigas nas festas de família? Você não está mais aqui!
 
Fui criticado por um de nossos filhos por beijar seus lábios frios no caixão. Meu desejo era poder te abraçar pela última vez, só mais uma vez. Mas não pude. Precisei sair de casa para resolver questões ligadas ao seu sepultamento e, quando voltei, você já tinha sido levada embora. Para sempre.

Um de meus filhos me enviou a letra de uma música que está compondo, falando justamente dessas certezas definitivas, como nunca mais poder ser abraçado por você. Não consegui ler até o final, pois minha garganta começou a queimar e meus olhos a lacrimejar.
 
Quando, meu Amor, conseguirei conviver com a sua perda sem chorar? Queria tanto acreditar que nós nos reencontraremos um dia e que, nesse dia, eu possa te abraçar, te beijar e repetir milhares de vezes que eu te amo, que sempre te amei e que sempre te amarei! Será isso possível?

 

ALMA GÊMEA - AUTOR DESCONHECIDO

  Encontrei este texto no Facebook, de autor desconhecido. Por ser um romântico incurável – mesmo que agora solitário – resolvi publicá-lo n...