terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

GRACINHA!

 
Sou um entusiasta da Inteligência Artificial, mas tenho medo daqueles que podem manipulá-la de forma mal-intencionada. Tenho visto no YouTube e no Facebook vídeos de pessoas e até de animais produzidos com um nível de realismo tão impressionante, tão convincente, que a reação imediata é acreditar que são reais.
 
Alguns ainda são fáceis de identificar como falsos – por exemplo, quando mostram em um mesmo banco ou sofá uma pessoa famosa em idades muito diferentes, as já falecidas retratadas com asas de anjo. Mas nem todos os vídeos ou imagens estáticas são assim. Muitos são praticamente indistinguíveis da realidade.
 
Por isso, pensando nas próximas eleições, não duvido que vídeos e imagens falsas possam ser usados para tentar confundir eleitores mais desavisados ou ingênuos. E é aí que mora o perigo: a má fé de braços dados com a desinformação.
 
Por curiosidade e até por diversão, pedi ao ChatGPT para criar um desenho hiper-realista a partir de duas imagens que busquei na internet: os pré-candidatos a presidente da república nas eleições de 2026 – Lula e o "Zero Um" da famiglia Bolsonaro. Duas figuras políticas antagônicas se abraçando, duas ideologias conflitantes.
 
Na vida real, seriam capazes de trocar abraços tão carinhosos como o que apareceu na imagem gerada? Creio que isso nunca acontecerá. Mas o ChatGPT fez isso acontecer. Se eu tivesse a manha para mexer com IA, talvez até produzisse um vídeo com os dois brincando em um bloco de carnaval. Isso me leva ao que disse no início deste texto: o problema começa quando essas simulações são usadas fora de contexto, com intenção de manipular ou enganar para auferir benefícios e vantagens de qualquer natureza.
 
Por isso, nas próximas eleições, recisaremos de uma postura super crítica para distinguir a informação falsa da verdadeira. E talvez apenas poucos tenham paciência e discernimento para analisar o que as redes sociais provavelmente divulgarão.
 
A título de curiosidade, as imagens que escolhi para o ChatGPT "brincar":


Olha que gracinha a imagem gerada pela IA:

Mas ainda estamos em pleno Carnaval ("quanto riso, oh, quanta alegria!") e achei que poderia ficar assim também:

Agora só falta pegar o título de eleitor e esperar outubro chegar.



 

 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

ESSA ERA MINHA FANTASIA

 
Não é novidade para ninguém que algumas pessoas despem as fantasias que usaram para viver e trabalhar no resto do ano. Há aquelas que, ao contrário, vestem fantasias só para se divertir no carnaval. E há aquelas que assumem sua própria fantasia, por mais irreal que possa ser.

Este ano, assumi a minha. Resolvi levar minha Amada para perto da agitação, para junto das pessoas que se movem, se encontram e se divertem nessa época. 
 
Para isso, mandei confeccionar uma blusa com seu rosto lindo estampado no tecido. E hoje resolvi inaugurá-la. Caminhei (com alguma dificuldade) até a esquina onde muita gente se aglomera, arranjei um banco e sentei.
 
Havia uma fanfarra tocando, muita gente andando para lá e para cá, mas não vi ninguém que conhecesse, com quem pudesse conversar. Mesmo assim, mantive-me no meu posto. Depois, quando a fanfarra resolveu descer a rua em direção à praça principal do bairro, todos se foram e eu fiquei sozinho sentado em meu banco, uma bela metáfora da solidão em que vivo atualmente.

Para registrar esse momento, pedi a um ambulante para tirar minha foto. E é ela que aparece a seguir.



domingo, 15 de fevereiro de 2026

ALMA GÊMEA - AUTOR DESCONHECIDO

 
Encontrei este texto no Facebook, de autor desconhecido. Por ser um romântico incurável – mesmo que agora solitário – resolvi publicá-lo no Blogson em pleno Carnaval. E o motivo é simples: conheci minha alma gêmea, a mulher da minha vida no Carnaval.
 
Ontem, 14 de fevereiro, o mundo se encheu de flores, jantares à luz de velas e promessas de amor eterno. O Dia de São Valentim renova, ano após ano, uma pergunta antiga e sedutora: existe mesmo alguém que foi feito sob medida para nós? Em algum lugar, caminha a nossa metade perfeita?
A ideia atravessa séculos. Na Grécia antiga, Platão imaginou que já fomos seres completos, divididos ao meio pelos deuses, condenados a buscar a parte perdida. Na Idade Média, as histórias de Camelot transformaram o amor em devoção absoluta, como o de Lancelot por Guinevere. Mais tarde, William Shakespeare eternizou os “amantes marcados pelas estrelas”, sugerindo que o próprio universo escreve — e às vezes sabota — as histórias de amor.
Hoje, trocamos cartas perfumadas por aplicativos. A promessa, porém, continua a mesma: encontrar “a pessoa certa”. Mas a ciência tem lançado um olhar mais cauteloso sobre essa crença.
O psicólogo social Viren Swami, da Anglia Ruskin University, afirma que a noção moderna de escolher um único parceiro para toda a vida se fortaleceu quando as transformações sociais deixaram os indivíduos mais isolados. Procurar uma “alma gêmea” tornou-se também uma forma de buscar pertencimento e segurança em um mundo fragmentado.
O problema, segundo pesquisadores, não está no romantismo, mas na expectativa de que o amor verdadeiro seja fácil. O professor Jason Carroll, da Brigham Young University, diferencia “alma gêmea” de “pessoa certa”. A primeira seria encontrada pronta, como destino. A segunda é construída ao longo do tempo, com ajustes, pedidos de desculpas e crescimento mútuo.
Estudos conduzidos por C. Raymond Knee indicam que pessoas que acreditam que relacionamentos “simplesmente deveriam funcionar” tendem a desistir com mais facilidade diante de conflitos. Já aquelas que enxergam o amor como processo mostram maior comprometimento. Em outras palavras, o que sustenta um casal não é a ausência de problemas, mas a disposição para enfrentá-los juntos.
Há ainda a questão da química. Nem toda conexão intensa é sinal de compatibilidade. A coach Vicki Pavitt alerta que aquilo que parece destino pode ser apenas familiaridade com padrões emocionais antigos. Relações instáveis, que alternam proximidade e distância, geram ansiedade — e a ansiedade pode ser confundida com paixão. O cérebro interpreta intensidade como profundidade, mesmo quando há sofrimento.
A biologia também sugere que a atração não é fixa. Fatores hormonais e contextuais influenciam quem percebemos como atraente ao longo da vida. Se a química muda, torna-se difícil sustentar a ideia de que existe apenas uma combinação possível.
E, curiosamente, até a matemática entra nessa discussão. O economista Greg Leo, da Universidade Vanderbilt, desenvolveu modelos que mostram que cada pessoa pode ter várias combinações altamente compatíveis — não apenas uma. O amor, nesse sentido, parece menos destino e mais probabilidade.
Mas talvez a resposta mais bonita venha do cotidiano. Pesquisas lideradas por Jacqui Gabb, da The Open University, indicam que relacionamentos duradouros se sustentam em pequenos gestos: uma xícara de chá levada à cama, o carro aquecido numa manhã fria, um sorriso cúmplice no meio da rotina. Não são os grandes fogos de artifício que mantêm o vínculo, mas as pequenas chamas constantes.
Talvez o verdadeiro equívoco esteja em imaginar que a alma gêmea nos completa como peça que faltava. A ciência sugere algo menos mágico — e, paradoxalmente, mais profundo. Não se trata de encontrar alguém perfeito, mas de escolher, repetidas vezes, a mesma pessoa imperfeita e construir algo singular.
No fim, o amor que parece “destinado” costuma ser aquele que foi cultivado. Não nasce pronto. Cresce. Talvez a alma gêmea não seja encontrada. Talvez seja feita.

 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

MAMÃOZINHO COM AÇÚCAR

Quem avisa amigo é (e tem gente que acredita nisso!). Começa hoje (13/02) e vai até 17/02/2026 o download gratuito do novo e-book jotabélico.

Um livro que vai te encantar e surpreender mais que a visão de mala de dinheiro jogada pela janela do 30º andar por picareta investigado pela Polícia Federal. Olha a lindeza da capa. 

Este post será excluído quando a sopinha do download gratuito acabar (preciso apagar as marcas da falta de vergonha na cara).




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

RELIGARE - REFLEXÕES SOBRE RELIGIOSIDADE, CRENÇA E FÉ

 
(Continuação do post anterior)

Os sentimentos de perplexidade, decepção e raiva surgiram imediatamente ao ver a palavra “BLOQUEADO” à direita da imagem da capa original. Perguntei ao Fabiano Caldeira, meu consultor para assuntos relacionados aos e-books da Amazon e ele disse nunca ter visto nada daquilo.
 
E não havia como modificar nada. Talvez a solução fosse reiniciar o processo, ou melhor, “fazer de conta” que se tratava de outro livro – que, muito provavelmente, também seria bloqueado.
 
Muito irritado com a situação, comecei freneticamente a fazer alterações. Excluí três ou quatro textos, dois deles com longas transcrições de livros que li (e talvez esteja aí o motivo da recusa – direitos autorais não respeitados).
 
Mudei o texto de divulgação, utilizei apenas uma “palavra-chave” em lugar das sete da versão anterior, escolhi nova capa – bem melhor que a original e, só de raiva, estabeleci o preço de R$5,00 para a nova versão. Originalmente custaria apenas R$1,99. O novo livro foi aprovado e posto à venda. Aleluia!
 
Se alguém se interessar em saber como seria uma "bíblia jotabélica" (não herética!) ou outras viagens na maionese surgidas e "perpetradas" nos últimos dez anos, o período de download gratuito vai de 13/02/2026 a 17/02/2026, em pleno período carnavalesco. Mas, por coerência com a temática do novo e-book, é melhor que seja lido durante a quaresma. Olha o link aí.




A capa antiga (da versão não aprovada) era assim. Ao lado dela, o aviso da Amazon.










quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

TUIUIÚ

 


O tuiuiú é considerado a ave-símbolo do Pantanal Matogrossense. Mesmo não sendo exatamente um passarinho – pois pode chegar a mais de 1,5 metros de altura, fiquei pensando que os ambientalistas poderiam propor a criação do “Dia do Tuiuiú”. Nesse caso, poderiam cantar esta musiquinha: “Happy Bird Day, Tuiu iú!” 

Acho ficaria bom.

GRACINHA!

  Sou um entusiasta da Inteligência Artificial, mas tenho medo daqueles que podem manipulá-la de forma mal-intencionada. Tenho visto no YouT...