terça-feira, 15 de setembro de 2026

BARUCH

 
Pois é, que cara chato sou eu! Pesquisei na internet e descobri que o texto do post anterior não foi escrito por Spinoza, mesmo que inspirado em suas ideias.
 
O texto lido no vídeo tem o nome de “Deus segundo Spinoza” e foi (aparentemente) escrito pelo mexicano Francisco Javier Ángel Real, conhecido pelo pseudônimo de Anand Dilvar, e pode ser encontrado em seu livro Conversaciones con mi Guía.
 
Que posso dizer? Mais uma fake news tão comum na internet – a atribuição proposital ou equivocada da autoria de texto para alguém que nunca o escreveu. Mas, vamos ao que interessa: afinal, quem foi Baruch Spinoza?
 
Segundo a IA Gemini, Spinoza foi um filósofo holandês de origem judaica portuguesa, um dos pensadores mais radicais e influentes do século XVII. É considerado um dos grandes representantes do racionalismo, ao lado de Descartes e Leibniz.
 
Nascido em Amsterdã, numa família de judeus portugueses que haviam fugido da perseguição religiosa na Península Ibérica, recebeu educação judaica tradicional. Mas muito jovem começou a questionar ideias fundamentais de sua religião.
 
Aos 23 anos, em 1656, foi submetido ao herem, a excomunhão pela comunidade judaica de Amsterdã. O decreto foi excepcionalmente severo. Spinoza não voltou atrás. Depois disso, viveu modestamente, trabalhando como polidor de lentes, enquanto desenvolvia sua filosofia. Morreu aos 44 anos, provavelmente de uma doença pulmonar, em 1677.
 
Sua ideia mais famosa: Deus = Natureza
Sua fórmula mais conhecida é:
Deus sive Natura — Deus, ou seja, a Natureza.

Mas isso costuma ser mal compreendido. Spinoza não estava dizendo simplesmente que “Deus está em todas as coisas”. Para ele, existe uma única realidade fundamental, infinita e necessária, que ele chama de Deus ou Natureza. Tudo o que existe é uma expressão dessa realidade.

Portanto, não há:
Deus → cria o universo → observa o universo de fora.
Há:
Deus/Natureza → tudo o que existe.
Nós mesmos somos parte dessa realidade. E isso muda completamente a ideia de Deus
O Deus de Spinoza:
não é uma pessoa;
não possui desejos ou emoções humanas;
não decide quem será premiado ou castigado;
não responde a orações;
não realiza milagres;
não criou o mundo em determinado momento;
não possui um “plano” para cada indivíduo.
Tudo acontece segundo a necessidade da própria Natureza.
 
Daí vem outra ideia fundamental: não existe livre-arbítrio no sentido convencional. Nós sentimos que somos livres porque temos consciência de nossas escolhas, mas geralmente desconhecemos as causas que nos levaram a escolher.
 
Aí fiz esta pergunta à IA: Então Spinoza era ateu?

Se por ateu entendermos alguém que nega a existência de qualquer Deus, Spinoza não era ateu. Mas ele negava tão radicalmente o Deus pessoal do judaísmo e do cristianismo que seus contemporâneos frequentemente o chamavam de ateu. Por isso, uma descrição mais adequada seria panteísta – embora até essa palavra seja insuficiente para capturar toda a sua filosofia.
 
Ele acreditava que quanto mais compreendemos as causas que determinam nossa existência, menos somos escravos de paixões como medo, ódio, inveja e ressentimento. A razão nos permite compreender nosso lugar na Natureza. E dessa compreensão nasce aquilo que ele chamou de amor intelectual de Deus (amor Dei intellectualis): uma espécie de alegria serena que resulta de compreender que somos parte de uma realidade infinitamente maior do que nós.
 
Por isso, Spinoza é muito mais interessante do que o sujeito do famoso texto de internet atribuído a ele. O Spinoza verdadeiro não oferece autoajuda. Ele oferece uma maneira radicalmente diferente de compreender Deus, a Natureza, o homem, a liberdade e a felicidade.
 
O Herem
O episódio mais dramático da vida de Baruch Spinoza aconteceu em 27 de julho de 1656. Ele tinha apenas 23 anos quando a comunidade judaica portuguesa de Amsterdã lhe impôs o herem, a excomunhão.
 
O decreto foi excepcionalmente severo. Spinoza foi amaldiçoado e expulso da comunidade, e seus membros receberam ordens para não manter qualquer comunicação com ele, oralmente ou por escrito, não lhe prestar qualquer favor, não permanecer sob o mesmo teto que ele, não se aproximar dele a menos de quatro côvados e sequer ler livros que ele tivesse escrito ou ditado.
 
O texto do decreto dizia, entre outras coisas:
“Maldito seja de dia e maldito seja de noite; maldito seja quando se deita e maldito seja quando se levanta; maldito seja ao sair e maldito seja ao entrar (...)”
É impressionante: um rapaz de 23 anos, que ainda nem havia publicado sua filosofia, era considerado tão perigoso que sua própria comunidade decidiu bani-lo completamente. O que havia de tão explosivo em Spinoza?
 
O herem não apresenta uma lista precisa das ideias que provocaram a condenação. O decreto fala em “opiniões e obras más” e em “horrendas heresias”, mas não especifica quais eram elas. Spinoza ainda não havia publicado sua obra filosófica, embora suas ideias já fossem conhecidas por algumas pessoas da comunidade.
 
Sabemos, porém, que ele questionava fundamentos do judaísmo tradicional. Para Spinoza, não existia um Deus situado fora da natureza, que tivesse criado o mundo e interviesse nele conforme sua vontade. Deus e Natureza eram uma única realidade: Deus sive Natura. Esse Deus não possuía uma vontade semelhante à humana, não realizava milagres, não distribuía recompensas e castigos e não estabelecia planos para os indivíduos.
 
Havia também uma questão particularmente explosiva: a Bíblia. Spinoza questionava a ideia de que a Torá tivesse sido simplesmente escrita por Moisés como revelação divina. Os textos bíblicos deveriam ser estudados historicamente, levando em conta seus autores, épocas e circunstâncias.
Para uma comunidade religiosa do século XVII, isso não era pouca coisa.
 
O contexto do herem
A comunidade judaica portuguesa de Amsterdã era formada em grande parte por descendentes de judeus que haviam fugido da perseguição e da Inquisição na Espanha e em Portugal. A Holanda oferecia um refúgio relativamente seguro, permitindo-lhes praticar sua religião. Essa segurança, porém, era preciosa.
 
As ideias de Spinoza não atingiam apenas o judaísmo. Ao negar o Deus pessoal, os milagres e a revelação divina, elas também entravam em choque com crenças fundamentais do cristianismo. A comunidade podia temer que a presença de um jovem considerado blasfemo ou ateu provocasse problemas com as autoridades e ameaçasse os direitos e a proteção de que desfrutava.

Mas essa provavelmente não foi a única razão. Havia também uma questão interna: preservar a autoridade religiosa e a coesão de uma comunidade ainda relativamente recente. O herem, portanto, pode ser entendido como uma combinação de razões religiosas, comunitárias e políticas.
 
Spinoza não tentou se retratar. Depois do herem, Spinoza deixou Amsterdã. Viveu em Rijnsburg, Voorburg e finalmente em Haia, trabalhando como polidor de lentes para sobreviver enquanto desenvolvia sua filosofia. E talvez esteja aí o aspecto mais extraordinário de sua história.
 
Spinoza não foi expulso por ter publicado um grande tratado contra a religião. Foi expulso aos 23 anos, antes mesmo de publicar sua filosofia, porque suas ideias já pareciam ameaçar a arquitetura intelectual sobre a qual sua comunidade estava construída.
 
Ele não simplesmente disse: “Deus não existe”. Disse algo muito mais desconcertante: o Deus que vocês imaginam não pode existir dessa maneira. E, ao retirar de Deus a personalidade, a vontade, os milagres, os mandamentos, a recompensa e o castigo, colocou no lugar uma ideia imensa: a própria realidade.

Talvez por isso. ao ser perguntado se acreditava em Deus, Einstein teria respondido:
 
- "Acredito no Deus de Spinoza que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa em premiar ou castigar os homens".
 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

SPINOZA

 
Alguém me enviou um vídeo bacanérrimo, onde uma linda mulher reproduz um texto atribuído ao filósofo Baruch Spinoza. Ótimo texto, ideal para ser publicado no Blogson. Lêaí:
 

O DEUS DE SPINOZA

Estas palavras são de Baruch Spinoza, filósofo holandês que viveu em pleno sèc. XVII.

Este texto foi chamado de "Deus segundo Spinoza" ou "Deus Falando com você".

 

"Para de ficar rezando e batendo no peito.

O que eu quero que faças é que saias pelo mundo, desfrutes de tua vida.

Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Para de ir a estes templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nas praias. Aí é onde eu vivo e expresso o meu amor por ti.

Para de me culpar pela tua vida miserável; eu nunca te disse que eras um pecador.

Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.

Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar dos teus amigos, nos olhos de teu filhinho... não me encontrarás em nenhum livro...

Para de tanto ter medo de mim.

Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem me incomodo, nem te castigo.

Eu sou puro amor.

Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar.

Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te castigar por seres como és, se sou Eu quem te fez?

Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos os meus filhos que não se comportam bem pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita o teu próximo e não faças aos

outros o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes

atenção à tua vida; que teu estado de alerta seja o teu guia. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Para de crer em mim... crer é supor, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho de mar.

Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, da tua saúde, das tuas relações, do mundo. Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.

Não me procures fora! Não me acharás.

Procura-me dentro... aí é que estou, dentro de ti."

domingo, 13 de setembro de 2026

O MAL E O SOFRIMENTO – LEANDRO GOMES DE BARROS

Recentemente eu vi um vídeo de uma entrevista com Ariano Suassuna. Nessa entrevista ele afirmou que acreditava em Deus e que considerava a crença uma necessidade existencial.
 
E declarou: "Ou existe Deus, ou a vida não tem sentido nenhum. Bastaria a morte para tirar qualquer sentido da existência".
 
Bacana, né? Mas declamou o poema de um cordelista nordestino, que – segundo ele – formula o problema filosófico mais grave da humanidade. Olha que beleza:


Se eu conversasse com Deus
Iria lhe perguntar:
Por que é que sofremos tanto
Quando viemos pra cá?
Que dívida é essa
Que a gente tem que morrer pra pagar?
 
Perguntaria também
Como é que ele é feito
Que não dorme, que não come
E assim vive satisfeito.
Por que foi que ele não fez
A gente do mesmo jeito?
 
Por que existem uns felizes
E outros que sofrem tanto?
Nascemos do mesmo jeito,
Moramos no mesmo canto.
Quem foi temperar o choro
E acabou salgando o pranto?

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A RAPOSA E AS UVAS – ESOPO

Entenda quem quiser...
 

Uma raposa faminta viu, penduradas numa videira, algumas belas uvas maduras. Desejando comê-las, aproximou-se e começou a saltar para alcançá-las. Saltou muitas vezes, mas não conseguiu apanhar nenhuma.

Por fim, afastou-se, dizendo:

— Não importa. Estão verdes mesmo. 

Moral: É fácil desprezar aquilo que não se consegue alcançar.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

O VELHO, O DESEJO E A PIZZA

 
Recentemente, em um velório, contaram-me uma historinha que bem poderia servir de inspiração para o "anjo pornográfico" Nelson Rodrigues. A cena é esta: algum tempo depois de ter perdido a esposa com quem viveu centenas de anos, o homem idoso sentiu necessidade de ter contato novamente com um corpo feminino. "Sacudidão" como ele se auto-avaliava, fez o movimento nelsonrodriguiano em seu tabuleiro: declarou para a cunhada – uma senhora quase tão idosa quanto ele, obesa mórbida e já atropelada pelo tempo implacável – seu desejo de que ela fosse morar com ele.  Não saberia dizer se ela riu na sua cara, mas riu ao contar para alguém a tentativa de sedução de que fora "vítima".
 
Ao saber dessa história, pensei que a atração física pela cunhada vinha de longe, silenciosa, gulosa, talvez do tempo em que ela era uma jovem mais atraente que a idosa maltratada pelo Tempo em que se transformou. E me lembrei do título de um livro publicado por um dos membros mais ilustres do "Clube da Esquina": "Os sonhos não envelhecem”
 
Sem paciência para escrever o que me pareceu uma boa história para o Blogson, municiei o ChatGPT com essas informações, acrescidas de meus delírios pessoais. E saiu esta crônica, escrita a quatro "mãos", pois eu tentei torná-la ainda mais doentia. E falta um detalhe: todos já morreram.
 
 
A CUNHADA
 
Ela adorava pizza. Era a única coisa de que ele tinha certeza. O resto era conjectura.
 
Havia anos ele alimentava por ela um desejo que, de tão antigo, já adquirira a dignidade de uma doença crônica. Ela sabia. Ele sabia que ela sabia. E, entre os dois, existia aquele silêncio que é muito mais eloquente do que qualquer confissão.
 
Um dia, ele telefonou: 
- Quer vir comer uma pizza?
 
Ela aceitou. Ele desligou e ficou alguns segundos olhando para o telefone. Depois, comprou a melhor pizza que encontrou. Comprou também cerveja. Três latões, quantidade razoável para uma noite inocente.
 
Quando ela chegou, trouxe consigo aquela intimidade que sempre tivera com ele. Conversaram, riram, comeram. A segunda cerveja desapareceu rapidamente. A terceira foi aberta quase como quem assina um tratado.
 
Em determinado momento, ele disse: 
- Se você quiser, pode dormir aqui. Está tarde.
- E você?
- Eu durmo em outro quarto.
 
Ela riu. 
- Com a porta trancada?
- A sua, naturalmente.
- Você continua impossível.
 
Ele sorriu.
- Nunca prometi melhorar!
 
Mais tarde, ela entrou no quarto. Ele entrou no outro. Fechou a porta. Deitou-se e ficou olhando para o teto. Do outro lado do corredor, nenhuma porta se abriu. Nenhum passo, nenhuma voz, nada.
 
Passaram-se dez minutos. Vinte. Meia hora. Então ele ouviu um barulho – a geladeira. Levantou-se, foi até a cozinha e encontrou a cunhada diante dela, procurando água.
- Não consegue dormir?
- Não.
 
Ele também abre a geladeira. Ficam os dois em silêncio, iluminados pela luz branca do aparelho. Ela pergunta:
- Você ainda pensa naquela bobagem?
- É claro! Como diz a música, "os sonhos não envelhecem"!
 
Ela fecha a geladeira.
- Eu já te disse que isso nunca vai acontecer.
- Pois é...
 
Ela caminhou de volta para o quarto. Na porta, virou-se:
- Boa noite.
- Boa noite!
 
Ela fechou a porta. Ele voltou para a cama, com a resignação dos homens que passam a vida inteira confundindo esperança com estratégia:
- Água mole em pedra dura...
 
Depois de alguns minutos, acrescentou:
- Esta pedra, pelo visto, é granito!
E com um sorriso irônico no rosto, completou:
- Mas um dia eu consigo furar essa pedra!

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

DE ONDE EU VIM?

 

Desde quando fiquei sabendo que o exame de DNA poderia trazer informações sobre a minha ancestralidade, eu tive vontade de fazer. Mas o dia a dia tem a mania de ser avaro com frescuras desse tipo, melhor gastar o dinheiro com coisas úteis – e assim a vida vai passando, sabotando, enterrando pequenos prazeres. 

Mas uma mudança radical em minha vida fez com que eu tentasse priorizar a minha felicidade, o meu bem-estar. Comecei a fazer aulas de dança de salão, resolvi fazer  pilates e aprender a dançar forró.

Além disso, decidi ter aulas de teclado, melhorar minha performance no violão, aprender inglês, começar a aplicar a caneta emagrecedora e viajar para a Suiça. 

Com exceção da viagem e das aulas, o resto já está em andamento. E toda essa sanha para combater a mais absurda solidão que já senti fez também surgir o desejo de saber de onde eu vim. Comprei também esse exame! E o resultado saiu ontem. 

Só fiquei decepcionando com uma coisa: eu sempre quis ter um pezinho na África, mas não tenho. Olha que interessante o resultado: 

Jose, seu DNA indica que 93% da sua ancestralidade é proveniente da Europa.

Europa – 93%, assim distribuídos:
Ibéria – 50%
Itália – 13%
Europa Ocidental – 6% (Alemanha, França e Países Baixos e Ilhas Britânicas)
País Basco – 5%
Bálcãs – 5% (Bulgária e Macedônia do Norte, Grécia, Romênia e Moldávia, Sérvia e Montenegro, Croácia e Bósnia-Herzegovina)
Judeus Sefaradim – 5%
Judeus Ashkenazim – 4%
Sardenha < 3%
Leste Europeu < 3%
Lapônia e Volga-Ural < 2%

Oriente Médio e Magrebe – 5%
 
Américas < 3%

Na próxima encadernação, quero nascer italiano. Afinal, já tenho 13% de sangue romano correndo em minhas veias! 

Meno, JBrancaleone, meno!

P.S. O ìncrível Exército de Brancaleone é um dos filmes mais grotescos e engraçados que já vi

sábado, 5 de setembro de 2026

BANGUELA

 
Não quero mudar o passado,
Desejo só inconsequente.
Quero mudar o presente.
Presente que foi herdado
De um passado que devia ser
Para sempre, sempre olvidado.
 
Diz um velho ditado que
A cavalo dado não se olham os dentes.
Não sei avaliar essa frase
Só sei que a desprezo e descarto,
Pois cansei de cavalo magro, doente
E, pra piorar, desdentado.
 
Quero um novo presente,
com fita vermelha amarrado,
com metal dourado enfeitado,
que tenha meu tamanho certinho
e que eu possa ser nele enterrado.

BARUCH

  Pois é, que cara chato sou eu! Pesquisei na internet e descobri que o texto do post anterior não foi escrito por Spinoza, mesmo que inspir...