quinta-feira, 7 de julho de 2022

GEMININIÑAS 07

 
Um dia os menininhos e menininhas crescem e de tantos “não” que escutam e com tantas regras e normas de boa educação que precisam aprender, acabam perdendo a espontaneidade e a graça dos primeiros anos, quando até um flato pode ser motivo de risos.
 
Pensando bem, criancinhas pequenas nunca soltam flatos, soltam puns. Creio que flato só mesmo a rainha da Inglaterra é que solta. O resto da humanidade apenas peida (inclusive o príncipe Charles). E esta é mais uma historinha das gemininiñas, tão leve como o ar, como gás, como gases. Eu disse “gases”? Pois é...
 
 
A Cacá agora cismou de colocar a culpa no pai por coisas “erradas” que ela faz, como soltar "pum". Ela solta e se alguém pergunta "quem soltou pum?" Ela já responde na lata:
- PAPAI!
 
E aí começa um coro da Bia e da Cacá
- Papai! Papai! Papai!
 
 
Um dia o pai estava lavando vasilhas e deu um peido barulhento. A Bia perguntou quem tinha feito aquele barulho e o pai respondeu:
- Foi o papai que soltou um pum.
 
Ela achou graça e começou a bater palmas, exclamando:
- Papai! Papai!
 
 
Outro dia, o pai estava trabalhando até mais tarde e as menininhas estavam sentadas com a mãe no sofá, vendo TV. Aí a Cacá solta um barulhento. E a mãe pergunta.
- Quem soltou pum?
- Veio lá de longe, onde o Papai trabalha. Foi o Papai!

quarta-feira, 6 de julho de 2022

SÍNDROME DO IMPOSTOR

 
Às vezes você (“você” no sentido genérico, pois “ninguém” está apontando o dedo para você – no sentido não genérico), repetindo, às vezes você lê notícias que fazem seu peito estufar de orgulho (isso também pode acontecer quando você – no sentido não genérico - está disputando com alguém para saber quem prende a respiração por mais tempo).
 
Não sei se isso acontece com vocês (no sentido não genérico), mas comigo acontece (este texto está parecendo uma corrida obstáculos ou floresta ou de parênteses!). Por exemplo, fico super orgulhoso quando leio a notícia de que o Brasil é o país mais ansioso do mundo. E não é qualquer zé ruela que está dizendo (deixo claro que esse “zé” não sou eu), são organizações de respeito e elevada consideração.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), “o Brasil é o país mais ansioso do mundo, com 9,3% da população ansiosa, aproximadamente 19,4 milhões de pessoas”.
 
Ao ler essa notícia minha primeira reação foi dizer “Opas, nós somos fodas mesmos!” (acho que alguns plurais poderiam ser mais singulares, mas deixa pra lá). Já pensaram nisso, caras leitoras e caros leitores? Pelo menos em noticias negativas o Brasil manda bem (talvez fosse melhor dizer manda mal).
 
Apesar de feliz com essa notícia, devo dizer que ela apenas confirma um sentimento que tenho talvez desde quando ainda estava no útero. Eu tenho tanta ansiedade que nem sei por que não nasci prematuro! Eu esguicho ansiedade. E o motivo dessa ansiedade pode ser a síndrome do impostor.
 
Como é, nunca ouviu falar nisso? Nem eu, mas que ela existe, existe. É como no caso das bruxas - “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay” (essa frase está mal encaixada no texto, mas eu estava louco para usá-la). No caso dessa síndrome eu até acredito e me alegro de saber de sua existência. E o motivo é que ela enriquece meu currículo psiquiátrico ou psicológico.
 
Já disse uma vez e vou repetir (deve ser a síndrome do impostor se manifestando): eu sou meio que uma apostila ambulante de distúrbios psicológicos leves. Embora não seja profissional da área, já identifiquei neurose não curada (não tinha mais grana para pagar o psicanalista), transtorno obsessivo compulsivo leve, depressão moderada, antipatia pelo PT e pelo Bolsonaro (opa, isso não é distúrbio mental, é só bom senso!), um pouco de transtorno bipolar (o antigo maníaco-depressivo), uma pitada de síndrome do pânico (acho que não tenho mais), algumas fobias, medo generalizado e 103 kg de ansiedade (se vacilar, até espinhela caída e 
dupla personalidade eu devo ter).
 
Então, enriquecer meu currículo é uma coisa que me faz bem, mesmo que eu não precise mais dele para nada. Mas estou falando mais que papagaio de puta e até agora não expliquei o que é a tal “síndrome do impostor”. Só posso dizer que é a minha cara. Deixando a enrolação de lado, descobri o seguinte:
 
“Síndrome do impostor é a sensação de que a qualquer momento alguém vai descobrir que você é uma fraude” e identifica “o medo de ser ‘descoberto’ ou ‘desmascarado’. É justamente essa sensação de que, mesmo que você seja muito bem preparado e tenha uma carreira de sucesso, a qualquer momento alguém vai descobrir que, na verdade, você é uma fraude e que não merecia estar onde está. E esse sentimento é supercomum”.
 
Que posso dizer depois disso? O que é um sujeito que se acha engraçado, um sujeito que acredita escrever bem, tão bem que resolve criar cinco blogs só para passar a limpo a tranqueira que já produziu? Talvez melhor fosse passar a borracha – ou a régua em tudo (este comentário ficou muito escolar!). Um cara desses (eu, no caso) só pode ser um impostor, mesmo que até agora não identificado, só pressentido.
 
Aliás, essa também é a opinião da minha segunda personalidade. E como nós estamos momentaneamente de acordo, é melhor terminar logo este texto. E eu falo “nós” sem ter pedido a opinião dos leitores e leitoras desta bagaça. Fui, ou melhor, fomos.
 

terça-feira, 5 de julho de 2022

AMANHÃ VAI SER OUTRO DIA!

 
Com todos os sentimentos – vergonha, esperança, ingenuidade, alegria, insensatez, vaidade – devidamente liquidificados, os novos blogs serão oficialmente lançados a partir de amanhã, dia 06/07. Como todo final de obra, sempre haverá alguma coisa para consertar, algum esquecimento para corrigir. Como alguns dos blogs foram ressuscitados com postagens antigas não deletadas, até que isso se resolva haverá alguma confusão.

O que importa é saber que oficialmente o "sinal de largada" será dado amanhã. Assim, pela ordem cronológica dos posts selecionados no Blogson Crusoe, o primeiro blog a ter um texto publicado deveria ser o “Spamta Bolinho”. Deveria! Na prática, graças a um parto prematuro, quem saiu na frente foi o “Blogson Gourmet”, já “operacional” desde o dia 26 de junho.
 
A seguir, para encerrar definitivamente este assunto, a lista dos nomes definitivos dos blogs e seu lema, tema ou sabor, como queiram. Ganesh bless you all!





BORA LÁ!

 
Quatro posts dedicados a uma mesma excentricidade ou é falta de assunto ou porque essa excentricidade tem significado para mim. Na prática, digamos que as duas opções estão corretas. Estou falando da já citada reativação de cinco blogs que havia criado e abandonado, agora com a “nobre” missão de republicar todos, ou melhor, quase todos os 2.447 posts que existem hoje no blog da solidão ampliada, o velho Blogson Crusoe. O único e imprevisto efeito colateral dessa ideia é me sentir cada vez mais ridículo quanto mais eu penso nisso. Já estou sentindo até vergonha. Sério! Mas não vou mudar de ideia.
 
Como já disse antes, nem tudo será republicado e o que for será direcionado apenas a um dos cinco novos blogs. É maluquice? É claro que é, mas criará a possibilidade (para quem se interessar, lógico) de ler os posts desconhecidos que foram publicados quando o blog era um ilustríssimo nada na blogosfera (continua sendo, para ser franco) e não tinha sequer um amigo virtual (que o blogger chama de “seguidor”, palavra que eu odeio. Prefiro amigo virtual).

Cada republicação trará no final a data em que foi originalmente postada. Com base apenas na quantidade atual, minha estimativa é que eu gaste uns cinco anos para republicar os que forem selecionados. Isso representa "revolver", analisar e corrigir  mais de 1800 posts (5 anos x 365 dias)!
 
Outra vantagem ainda não dita é que estou de olho na possibilidade de transformar os posts selecionados em livros virtuais ou até mesmo impressos.  Eu sei que isso é muita presunção da minha parte, fruto de uma gigantesca vaidade intelectual (“eu me amo, não posso mais viver sem mim!”). Não sei quando nem se isso acontecerá algum dia, mas os posts divididos por “sabor” e republicados nos blogs setoriais já são um primeiro passo.
 
Falando sério e sem nenhum traço de humildade, eu quero ser lembrado, quero provocar um sorriso de aprovação em pelo menos uma pessoa. E os escritores reais, aqueles que têm a manha de encantar os leitores, sempre acabam tendo algum tipo de antologia de sua obra publicada. Um exemplo disso são as compilações das HQs do Angeli dedicadas apenas a um de seus hilários personagens. Ou as coletâneas de crônicas escolhidas escritas pelo meu ídolo máximo Rubem Braga.
 
Uma estatística feita nos Estados Unidos identificou que uma pessoa vive em média mais doze anos depois de se aposentar. Eu me aposentei em 2009. Façam a conta: 2009 + 12 = 2021. E estamos em 2022! Daí que estatisticamente falando já estou no lucro, mas não posso vacilar. Fico feliz em pensar que meus filhos e netinhas ou pessoas especiais poderão se divertir (claro, se tiverem saco para isso) ao ler o que eu escrevi, “quando eu me tornar saudade” (obrigado, Nelson Cavaquinho).
 
Os links dos novos blogs serão anexados na “minha lista de blogs” do Blogson Crusoe, com a vantagem de exibir a mais recente republicação (assim espero). Talvez simplifique ou torne mais informal o nome de alguns. Blogson Crusoe Gourmet (que já existe e cujo nome foi escolhido só de gozação) vai ser chamado apenas de “Blogson Gourmet”, mais curto e simples.

Spamta Bolinho" é o título sugerido por meu filho para substituir o comprido "Esse menino é um spamto!". Que mais? Bom, tirando a vergonha que estou sentindo agora por toda essa infantilidade e presunção, acho que mais nada, pois estou com muito trabalho a fazer pelos próximos cinco anos. Bora lá!

segunda-feira, 4 de julho de 2022

BLOGSONGRAMA

Tenho quase certeza de que meu organizadíssimo (e sumido) amigo virtual Scant aprovará o esquema apresentado abaixo, que mostra quais seções ou marcadores alimentarão os novos blogs. Não é um diagrama qualquer ou organograma - e muito menos um orgasmograma. É apenas um legítimo Blogsongrama.



 

 

 

domingo, 3 de julho de 2022

"SIGAM-ME OS BONS!"

 
Quais são suas principais fontes de prazer? Esta pergunta, se dirigida aos 12,7 leitores do Blogson talvez merecesse esta resposta: “Não é da sua conta!”. Mas quem acessa o blog e especialmente os doze amigos e amigas virtuais desta bagaça são pessoas educadas, cultas e de fino trato. Por isso, jamais cometeriam essa grossa grosseria com um ancião fofoqueiro.
 
A resposta é mais simples e definida por uma de minhas netas de quatro anos: “Cada um tem seu jeitinho”. Mas, na prática, seria uma resposta a uma pergunta apenas retórica, pois provavelmente jamais conhecerei qualquer uma das pessoas que acessam o blog e escorregam nesse tipo de goma que estou escrevendo.
 
Então, para responder a tão grave indagação, listarei algumas de minhas preferências. Sem juízo de valor, sem classificação e provavelmente esquecendo algumas ou muitas, poderia dizer que minhas principais fontes de prazer são fazer sexo (ainda, ainda!!!!); comer (parece pleonasmo, mas não é); conviver com minha mulher, filhos e filhas do coração e curtir as tchutchuquices das netinhas; bons livros; filmes do Mel Brooks; HQs do Angeli e do Pato Donald desenhadas pelo Carl Barks; praia; dormir; ver televisão a cabo e... mexer no Blogson Crusoe (isso deve ser algum tipo de perversão!).
 
Algumas pessoas produzem arte a partir da reciclagem de lixo. Por isso, nada de errado se eu fizer um caminho parecido, produzindo mais lixo com a reciclagem de lixo. Por que estou dando tantas voltas assim? Não, ainda não estou perdido e sem saber como voltar para casa. A história é a seguinte:
 
Quem leu o post “Roda Neural” pode ter sacado qual seria minha próxima jogada. Como não tenho a expertise do meu amigo virtual Ozymandias no xadrez, meu negócio é jogar palavras ao vento (mesmo que isso seja apenas um clichê). E a “próxima jogada” é a decisão de reativar todos os blogs que já criei e transformá-los em blogs especializados, dedicados apenas a um estilo de publicação que foi postada no Blogson Crusoe. Calma, eu sou normal!
 
Serão blogs parasitas (ou simbiontes), dedicados apenas (como diria o bolsonarista Emílio Zurita) a (re)publicar o “melhor do peor” que saiu no velho Blogson. Qual a vantagem disso? Enumerando:
- uma forma segura para um idoso ocupar o tempo que passa (enquanto a morte não chega);
- permitir que textos mais antigos possam ser conhecidos pelos amigos e amigas virtuais sem precisar mergulhar fundo nos arquivos do Blogson. 

Como argumento em favor dessa ideia, cito o blog “A Marreta do Azarão” - mais antigo, com mais publicações, mais bem escrito e mais sarcástico que tudo o que eu já produzi. Mesmo sabendo que eu teria ótimas surpresas se me aventurasse em seus primeiros posts, não faço isso pois não tenho saco para esse tipo de garimpagem.
 
Foi dessa constatação que surgiu a ideia de oferecer a quem acessa ou já acessou o Blogson a oportunidade de conhecer os textos iniciais – pois serão publicados na mesma ordem em que foram postados originalmente, só que agora separados por sabor” (ou estilo). Quer ler poesias ou os raros contos e crônicas que escrevi? Terá um blog dedicado só a isso; quer conhecer as historinhas e os “dezénhos” que criei? Idem. E por aí vai.
 
Além do Blogson Crusoe original (o fornecedor do material reciclado), imaginei cinco blogs especializados (apenas revitalizarei os blogs que já havia criado e abandonado). Outra informação pertinente: o velho Blogson será o único a publicar posts inéditos. Além disso, textos de baixa qualidade (piores do que os já normalmente ruins), com data de validade vencida ou de outros autores não serão aproveitados nem republicados. Qual interesse eu tenho em uma piada antiga feita com o Michel Temer ou com o Joaquim Barbosa? Nenhum.
 
Eu sei que me divertirei muito fazendo essas republicações (apenas uma por dia, na ordem em que foram sendo postadas), pois me ajudarão a passar o tempo e talvez combater a depressão. Só fico triste de não poder copiar para os novos blogs a lista de doze amigas e amigos virtuais que o Blogson Crusoe conquistou ao longo do tempo. Se conseguisse fazer isso eu me sentiria como o Chapolim Colorado ao dizer “Sigam-me os bons!”. Mas aí já é querer demais, não é mesmo?
 
Nos próximos dois posts será mostrada a origem das postagens dos novos blogs (meu organizadíssimo amigo virtual Scant até ficará com inveja do planejamento!) e a forma imaginada para isso se concretizar (ainda não me decidi). E depois disso, só ladeira abaixo, sem freio.

sábado, 2 de julho de 2022

RODA NEURAL

 
Acho que perdi a capacidade de sonhar acordado, pois não tenho mais nenhum sonho que realmente queira realizar. Em compensação, as noites e madrugadas têm sido pródigas em pesadelos. O mais recente deles nem sei se posso classificar como sonho, delírio ou pesadelo, pois aconteceu no final da madrugada, quando já estava no limite entre o sono e a vigília.
 
Sonhei (ou pensei) que estava levando um “lero fiado” com meus neurônios remanescentes, contando para eles sobre as agruras da velhice, sobre a vida, sobre a vontade de mijar às quatro da matina, tal como tal como se estivesse numa roda de amigos em um botequim ou como se fosse um índio velho de filme americano ensinando aos meninos da tribo sentados à sua volta os segredos e mistérios da existência.
 
Os neurônios ouviam em silêncio as lamúrias e os esporros tardiamente dados a desafetos antigos. Foi quando eu falei do desejo de ser lido, ouvido, aplaudido (ou vaiado), de ser lembrado.
 
Eles já sabiam de tudo isso, não pelo fato de serem os responsáveis por processar toda essa goma, mas por já ter ouvido a mesma lenga-lenga uma centena de vezes (velho é muito repetitivo!).
 
Um deles, metido a engraçadinho, perguntou por que eu não criava um blog. Os demais (não muitos, para dizer a verdade) riram ou protestaram, dizendo que eu já tinha um.
 
A partir desse ponto fui praticamente ignorado e posto de lado na roda, pois esse neurônio ainda em boas condições físicas e mentais monopolizou a conversa e argumentou:
 
- Ninguém escreve, pinta ou compõe nada apenas para si próprio. O que todos querem é ser lidos, ouvidos ou vistos. Essa é uma característica de ser o mano.
 
Outro neurônio, metido a entender de gramática e outras coisas relacionadas ao bom uso da língua, reclamou:
 
- Não é “ser o mano”, idiota, é “Ser Humano”!
 
O neurônio espertinho esperou baixar um pouco o nível de adrenalina e corrigiu:
 
- O que eu quis dizer é que todo mundo quer ser visto como “o cara”, todo mundo quer “ser o mano”, sacou?
 
Aquele trocadilho idiota provocou um breve e constrangedor silêncio (a maioria já estava mesmo cochilando), quando alguém perguntou como fazer isso, como atingir essa visibilidade sem sair dando lupas para qualquer incauto que se aproximasse. O neurônio esperto (smart) respondeu com argumentos que fizeram cair o queixo, ou melhor, as sinapses de todos:
 
- Sisters and brothers (ele era um pouco pedante), a grande ideia para aumentar a nossa visibilidade é a segmentação de mercado. 
- Como assim? – disseram em uníssono os neurônios ainda não adormecidos.
- O macete é criar blogs especializados, tantos quantos nosso boss desejar.
- E o que aconteceria com o blog original?
- Ora, ele continuará a ser alimentado com material inédito no blog e funcionará como a casa paterna onde filhos entram e pegam emprestado ou tomam posse de alguma coisa que seja de seu interesse, mesmo que não morem mais ali. Por isso, proponho a criação de blogs filhotes, cada um dedicado a um estilo ou assunto já existente no blog original.
- Isso é pura besteira!
- Besteira nada! Andei pesquisando e descobri que alguns amigos virtuais do Blogson possuem mais de um blog ou utilizam várias plataformas diferentes para um mesmo blog. Obviamente, a principal motivação deve ser atingir todo tipo de público, tornar-se mais visíveis, mais lidos, menos censurados, etc. E eles estão certíssimos!
 
A conversa estava nesse pé quando um neurônio com apenas duas sinapses resolveu ser espirituoso:
 
-Mas o boss tá sem ideia, não tem mais inspiração, está quase expirando!
 
Isso causou algum reboliço e uma resposta irada do “smart”:
 
- Pra começo de conversa, jogos de palavras vulgares nunca foram bem aceitos neste ambiente. E, pelo jeito, você não captou a estratégia proposta. Sabemos das limitações cada vez maiores do boss e não esperamos novas ideias que tenham um mínimo de criatividade. A jogada é fazer antologias do que já foi publicado.
- Dê exemplos.
- Seria criado um blog exclusivamente para os "dezénhos" já produzidos, outro dedicado às literatices do boss, englobando seus poemas, contos e crônicas; um blog com uma pegada de humor, reunindo os "diálogos de spamtar" e textos "sem noção". E mais um para as viagens mentais do boss, englobando os textos "papo cabeça" e "falando sério". Fazer isso é trabalho para uns dois anos pelo menos. E dará uma trabalheira tão infernal para o boss que quem acabará sendo beneficiado seremos nós.

Os neurônios aplaudiram a ideia e um mais puxa-saco completou:

- Cada blog atendendo a um público específico e tudo a custo zero, gastando apenas uma revisão ou descarte do que for abaixo da critica (da nossa própria crítica, claro)
 
Nesse ponto resolvi encerrar a reunião. Tomei novamente a palavra, prometendo pensar seriamente nessas propostas. E acordei, pois a bexiga reclamava atenção e alívio urgente. Mas fiquei com aquelas ideias na cabeça.