domingo, 12 de abril de 2026

LIVRO NOVO NO PEDAÇO

 
Noite passada acordei de madrugada com uma puta azia e com a canela da perna direita coçando e ardendo. Depois de tomar antiácido e passar um creme na perna, fiquei umas duas horas acordado, esperando passar a azia e o desconforto da perna. Mas ela e a azia foram poderosos estímulos para a nova maluquice jotabélica: resolvi juntar em um só volume os dois e-books de “deZénhos” (os desenhos do Zé) já publicados. “Passatempo” da madrugada...
 
Depois de ter o conteúdo revisto e analisado pela Amazon, o link de acesso foi finalmente liberado. Se esperararem até o dia 14/04 poderão fazer o download sem gastar nada. Então, lembrando: download free de 14 a 18/04 (cinco dias). Depois disso o acesso a essa “obra-tia” (porque “obra-prima” já está batido) custará R$6,00, caríssimo. Mas podem conhecer partes do livro a partir de agora. O link é este:

https://www.amazon.com.br/dp/B0GWY1GZ8K

POR TODA ETERNIDADE - AUTOR DESCONHECIDO

 
Encontrei este texto na internet, tão comovente que não me importei de atropelar o Horácio. Os poetas que sentendam.

Porto Alegre, 1983 - O Hotel Majestic colocou Mário Quintana no olho da rua.
A miséria havia chegado absoluta ao universo do poeta.
Mário não se casou e não tinha filhos.
Estava só, falido, desesperançoso e sem ter para onde ir.
O porteiro do hotel, jogou na calçada um agasalho de Mário, que tinha ficado no quarto, e disse com frieza: - Toma, velho!
Derrotado, recitou ao porteiro: - A poesia não se entrega a quem a define.
Mário estava só.
Absolutamente só.
Onde estavam os passarinhos?
A sarjeta aguardava o ancião. Alguém como Mário Quintana jogado à própria sorte!
Paulo Roberto Falcão, que jogava na Roma, à época, estava de férias em sua cidade natal e soube do acontecido.
Imediatamente se dirigiu ao hotel e observou aquela cena absurda. Triste, Mário chorava.
O craque estacionou seu carro, caminhou até o poeta e indagou: - Sr. Quintana, o que está acontecendo?
Mário ergueu os olhos e enxugou as lágrimas - daquelas que insistem em povoar os olhos dos poetas - e, reconhecendo o craque, lhe disse: - Quisera não fossem lágrimas, quisera eu não fosse um poeta, quisera ouvisse os conselhos de minha mãe e fosse engenheiro, médico, professor. Ninguém vive de comer poesia.
Mário explicou a Falcão que todo seu dinheiro acabara, que tudo o que possuía não era suficiente para pagar sequer uma diária do hotel.
Seus bens se resumiam apenas às malas depositadas na calçada.
De súbito, Falcão colocou a bagagem em seu carro, no mais completo silêncio.
E, em silencio, abriu a porta para Mario e o convidou a sentar-se no banco do carona.
Manobrou e estacionou na garagem de um outro hotel, o pomposo Royal.
Desceu as malas.
Chamou o gerente e lhe disse: - O Sr. Quintana agora é meu hóspede!
Por quanto tempo, Sr. Falcão? - indagou o funcionário.
O jogador observou o olhar tímido e surpreso do poeta e, enquanto o abraçava, comovido, respondeu: - POR TODA ETERNIDADE.
O Hotel Royal pertencia ao jogador!
O poeta faleceu em 1994.

CONHECE O HORÁCIO?

Conhece o Horácio? Se alguém me fizesse esta pergunta eu me lembraria de imediato do Tiranossaurinho Rex vegano, uma sacada genial dos estúdios Maurício de Souza. Também me lembraria do boulanger Horácio, simpático padeiro que prepara pães artesanais na "Padoca do Biju" (ótimos pães, diga-se). Mas não é desses dois que quero falar. Na verdade, foi o padeiro que citou o homônimo famoso quando eu errei seu nome (sou bom nisso). E aí veio com aquele papo de Wikipédia:
 
"Foi um dos maiores poetas líricos e satíricos da Roma Antiga, influente na literatura ocidental, famoso por suas Odes e pela expressão "carpe diem". Também ficou conhecido por seus poemas reflexivos sobre o amor, amizade e filosofia, muitas vezes adotando uma postura equilibrada e moderada".
 
Muito bem, muito bom. Por causa do pão da Padoca, descobri que o romano mandava bem nas frases e aforismos. Que formam o material que as gentis leitoras e os garbosos leitores lerão a partir de agora:
 

A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas.

A cólera é uma loucura momentânea.

A duração breve da nossa vida proíbe-nos de alimentar uma esperança longa.

A força bruta, quando não é governada pela razão, desmorona sob o seu próprio peso.

A pálida morte bate com pé igual nos casebres dos pobres e nos palácios dos ricos.

A riqueza pode servir ou governar o seu possuidor.

A vida nunca deu nada aos mortais sem grandes fadigas.

Ainda que a expulses com um forcado, a natureza voltará a aparecer.

Aqueles que cruzam depressa o mar, mudam seus ares, mas não suas mentes.

As palavras... Muitas que hoje desapareceram irão renascer, muitas, agora cheias de prestígio, cairão, se assim o quiser o uso.

Carpe diem, quam minimum credula postero – aproveite o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã.

Considera bem a medida da tua força e aquilo que excede a tua aptidão.

Desconfiai daquele que detrai no amigo ausente, e o não defende quando o deprimem.

Despreza os prazeres: é prejudicial o prazer comprado ao preço da dor.

⁠É doce deixar a mente relaxar de vez em quando.

É feliz e senhor de si mesmo quem ao fim do dia pode dizer: eu vivi

Em todos os teus atos, lê e pergunta aos doutos, procurando assim conduzir serenamente a tua vida; que não sejas atormentado pela cobiça sempre insaciável, nem pelo temor e pela esperança de bens de pouca utilidade.

Ganha dinheiro primeiro, a virtude vem depois.

Há uma medida nas coisas; existem enfim limites precisos, além dos quais e antes dos quais o bem não pode subsistir.

Musa, dize-me o que é o homem.

Na realidade, ninguém nasce sem vícios: o melhor é quem cai nos mais leves.

Não é pobre aquele que se contenta com o que possui.

Não existe felicidade perfeita.

Não há ninguém sem defeitos: o melhor é o que menos tem.

Não sou obrigado a jurar sobre as palavras de nenhum mestre.

Não terás razão em chamar feliz àquele que muito possui.

Ninguém é feliz sob todos os aspectos.

O avarento vive sempre na pobreza.

O destino tem a mesma lei para todos: tira à sorte entre o humilde e o grande; a sua urna é vasta e contém todos os nomes.

O dinheiro não possui a faculdade de mudar a natureza íntima.

O dinheiro ordena ou obedece a quem o acumulou.

O dinheiro será sempre ou escravo ou patrão.

O fracasso descobre o gênio; o sucesso esconde-o.

O invejoso emagrece com a gordura dos outros.

O pinheiro mais alto é aquele que o vento agita mais vezes.

O que impede de dizer a verdade rindo?

Os nossos pais, piores do que os seus, geraram-nos ainda mais celerados do que eles; nós, por nossa vez, geraremos filhos ainda mais perversos do que nós.

Os pintores e os poetas sempre gozaram da mesma forma do poder de ousarem o que quisessem.

Os poetas têm de ser pessoas médias, nem deuses, nem vendedores de livros.

Podes atirar longe a natureza com o forcado: ela sempre retornará.

Quando a casa do vizinho está pegando fogo, a minha casa está em perigo.

Quem ama a áurea moderação, seguramente não sente falta da desolação do vil abrigo, nem do esplendor frugal do palácio invejado.

Quem começou, tem metade da obra executada.

Quem tem confiança em si próprio comanda os outros.

Raramente podemos descobrir um homem que diga que viveu feliz e que quando termina o seu tempo deixa a vida como um conviva satisfeito.

Seja qual for o conselho que vai dar, seja breve.

Todos nós somos levados ao mesmo lugar; na urna agita-se a sorte de cada um: mais cedo ou mais tarde, a sorte terá de ser lançada, e nos fará entrar no barquinho em direção ao exílio eterno.

Uma vez lançada, a palavra voa irrevogável.

Vós que escreveis, escolhei um assunto correspondente às vossas forças.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

"ZERO, NOTA ZERO!"


Você já tentou ler algum livro e se assustou com a aridez do texto ou com o vocabulário muito sofisticado ou erudito? Já tive algumas experiências com isso, mas a culpa geralmente não era minha. E os livros não eram literatura mesmo, eram mais um amontoado de dados analisados e comentados pelo autor. Mas há livros que são para mim como o caviar do Zeca Pagodinho: nunca vi, nunca li, só ouço falar. E o motivo é simples: como nunca compro livros (sou mão de vaca), só leio os que ganho. Para ser sincero, gostaria muito de ganhar e ler o “Grande Sertão: Veredas”, do Guimarães Rosa, e o mais badalado de todos, que é o “Ulysses”, de James Joyce.
 
Agora, pense comigo (“sigam-me os bons”): se um Zé Mané anônimo resolvesse exibir seu vocabulário super erudito e pernóstico em um documento a ser divulgado na empresa onde trabalhei, qual seria a reação previsível? No meu caso, se fosse seu chefe, antes de devolver os hieróglifos para o autor traduzir, teria que me segurar para não mandar o cara à puta que pariu. Porque ninguém precisa escrever em linguagem periférica, das quebradas, para ser entendido. Basta escrever com clareza em linguagem coloquial ou levemente formal, e tudo bem.
 
Mas vamos imaginar que a nota de uma redação faça parte da classificação geral de um vestibular. E foi isso que aconteceu no vestibular para o curso de Direito de uma faculdade paulista. Essa redação tirou nota zero pelo simples motivo de ser apenas um emaranhado, um cipoal de palavras eruditas que ninguém de bom senso tem saco para tentar entender. O autor disputava uma vaga no curso de Direito e foi desclassificado. Que se pode dizer a um jovem de 18 anos que parece ter saído de dentro de um dicionário do Aurélio e que provavelmente não tem amigos nem namorada? 
 
- “Filho, vá viver a sua vida com alegria e descontração, pratique algum esporte, areje sua mente, arranje uma namorada – ou namorado. Você será um péssimo advogado se insistir nessa linguagem empoeirada e cheia de teias de aranha com que escreve”.
 
Antes de mostrar um trecho do texto original, pedi ao ChatGPT para fazer uma síntese em língua de gente do que o coitado queria dizer (porque ninguém tem saco para ler a íntegra da redação nota zero). E a IA me entregou isto:
 
O texto fala de uma tentativa meio orgulhosa de recuperar a “vida interior”, mesmo passando por tempestades emocionais e um sofrimento bem escondido.
A autora Djaimilia de Almeida, no livro A Visão das Plantas, mistura narrativa e reflexão histórica pra discutir ideias sobre o mundo de hoje.
Nessa linha, o linguista Ferdinand de Saussure entra com a ideia de que o sentido das coisas depende da relação entre palavra e significado.
Só que, como tudo muda o tempo todo, essas “verdades fixas” acabam ficando meio frágeis e discutíveis.
No fundo, o texto sugere que a identidade se fragmenta e que o perdão ganha vários sentidos, muitas vezes marcado por limites, pressões sociais e até violência simbólica.
 
Que achou desta reflexão? Boa? Tudo a ver? Como diriam os astronautas da Estação Espacial, I don’t care! Mas a coisa fica boa mesmo quando se lê um trecho do texto original da  repetindo  redação nota zero:
 
Perpassa em altivez, pela procela, a grandiloquência condoreira, em cuja máxima aforismática revela a tétrica languidez do sofrer recôndito. Djaimilia de Almeida concebe, em A Visão das Plantas, valer-se a epísteme lírico-narrativa de concepções hermenêutico-historiográficas, as quais decorrem da dialética antagônica e maquiavélica ao postularem a teleologia hodierna. Sob essa perspectiva, Ferdinand de Saussure preconiza a relação simbiótica entre significado e significante a partir da coesão engendrada pelo domínio tradicional concomitante ao coercitivo. Entretanto, à medida em que impera a dinamicidade, fragilizam-se axiomas em difusas postulações. Nesse ínterim, ressoa o sofrer recôndito na fragmentação identitária ao se concernir ao perdão - significado - múltiplos significantes: o condicionamento e a limitação, seja em razão da violência simbólica ou da tecnocracia.
 
Fiquei tão incomodado com essa notícia, que deu vontade de dizer a esse jovem (com todo carinho):
- Sabe o que você faz com sua "grandiloquência condoreira”? Sabe, né? Tenho certeza de que consegue imaginar o que eu sugeri! 

quinta-feira, 9 de abril de 2026

O TEMPO NÃO NEGOCIA

 
Outro dia uma pessoa muito querida manifestou sentir saudade do tempo em que era jovem. Tentei consolar dizendo platitudes e os clichês de praxe, mas entendo e compartilho um pouco desses sentimentos. Por não ter nada de interessante para fazer e por não estar com vontade de fazer o que não é interessante, comecei a escrever frases soltas cheias dos clichês mais surrados. Já estava até parecendo um poema de pé quebrado – que eu não sabia como terminar.
 
Foi aí, confesso, que pedi ao ChatGPT para dar uma arrumação no que já estava escrito e arranjar um final para o texto. Depois de algumas brigas e rejeições ao que essa IA sugeriu, acabou ficando como pode ser lido abaixo. Uma parceria entre uma inteligência artificial e uma inteligência natural (eu me amo!) em cima de um texto rascunhado por mim (eu me amo muito!). A novidade é que, depois de muito tempo, pedi à SunoAI para criar uma canção com essa letra. E ficou até um pouco simpática, graças a alguns tons menores utizados (tons menores trazem um pouco de nostalgia à melodia). Se quiser, escutaí:

 
Não queira voltar ao passado
Guarde com carinho, afeição
Aquele abraço apertado
Aquele selinho roubado
Pois eles não mais voltarão
 
Lembre-se e tenha saudade
Dos lugares que visitou
Das ruas onde caminhou
Mas mesmo que doa pensar
O tempo não retornará
 
Lugares, ruas, paisagens
Ainda podem lá estar
E você poderá retornar
Mas mesmo que o peito doa,
E a memória insista em chamar 
Os sonhos que ali viveu, entenda:

Não é você que ali está
A saudade não é erro
É prova de que aconteceu
Mas não se deixe enganar
 
Não é você que está ali de novo
Porque você já não é mais o mesmo
E é aí que dói, porque voltar
A um lugar não é voltar no tempo
E tudo bem, porque o tempo não volta 
Ele não desacelera, não pára, não negocia

Então sinta, lembre, pense
Que viver não é olhar pra trás
É caminhar pra frente
É somente aguentar o agora 
Mesmo se não é suficiente

 

terça-feira, 7 de abril de 2026

"THAT’S THE WAY IT GOES"

 
Uma das coisas que eu mais curto na fotografia, mais que a captura do instante fugaz e sem volta, é permitir enxergar a passagem do tempo. Olhaí.

Jotabê com 28 anos (quase um Jotabebê!) e cara de mau, e um JB com 68 anos, sem barba, sem bigode e cara de “eu fui você ontem”. Como cantou o George Harrison, “That’s the way it goes”.



segunda-feira, 6 de abril de 2026

FORCA

 

Os radicais de qualquer matiz, de qualquer natureza, parecem pessoas normais – mas não são. Podem ser afáveis, simpáticos e de convívio agradável, mas basta um pequeno estímulo para que suas crenças, suas convicções mais profundas sejam exibidas da forma mais assustadora e até deplorável, totalmente fora do que se poderia chamar de “senso comum” ou apenas “bom senso”.
 
Um exemplo claro desse radicalismo foi exibido recentemente. Ostentando na lapela do terno um pin ou broche com o laço corrediço característico simbolizando uma forca, o ministro de segurança nacional de Israel – de extrema direita e com péssimos antecedentes criminais – levou uma garrafa de champanhe ao parlamento israelense, para comemorar a aprovação da pena de morte por enforcamento para palestinos que tiverem cometido atos terroristas. Ainda bem que alguns parlamentares de bom senso o impediram de abrir a garrafa.
 
Esse gesto do ministro, condenável por si só, apenas acentua a existência de uma mentalidade que acha normal celebrar a aprovação de uma lei duríssima – e injusta, por ser parcial, por se aplicar apenas a uma etnia específica.
 
E aí sou obrigado a transcrever um comentário encontrado na internet: Israel faz história ao ser o segundo Estado Nacional do mundo moderno a criar uma legislação que prevê pena de morte específica para uma etnia: palestinos. O primeiro país foi a Alemanha nazista, cuja legislação de Nuremberg legalizou o holocausto. A legislação, aprovada pela bancada sionista, introduz no ordenamento o direito sagrado de executar palestinos em defesa do Estado de Israel, cujo processo será devidamente conduzido pelo sistema criminal sionista, tudo conforme as escrituras sagradas, claro!”
 
Por ser um comentário extremamente forte e contundente, fui à internet para saber mais sobre essa face crudelíssima surgida em um dos períodos mas sombrios da história mundial recente. E descobri que os nazistas começaram exatamente criando distinções legais entre pessoas. Não eram leis de extermínio ainda, mas abriram caminho para o que veio depois.
 
Essas leis foram criadas em 1935, com as seguintes características: definiram legalmente quem era judeu, retiraram dos judeus o direito à cidadania e proibiram relações e casamentos entre judeus e não judeus.
 
Ou seja, institucionalizaram o racismo do Estado, normalizaram a exclusão social e criaram o ambiente legal e cultural que permitiu a barbárie que veio depois, o genocídio. Essas leis são reconhecidas como um passo fundamental que preparou o caminho para o Holocausto
 
E tudo começou com uma diferença na lei. O resto veio na sequência. Não estou dizendo que é a mesma coisa, mas fingir que não existe semelhança nenhuma é comodamente fechar os olhos para a verdade.
 
Jamais defenderei quaisquer atos terroristas, merecedores que são da punição mais severa. Talvez você, leitor/leitora, aplauda a criação dessa lei, mas até mesmo a maioria dos israelenses rejeita uma lei tão abjeta e condenável – por parcial – como esta. E é por isso que eu disse no começo: os radicais parecem pessoas normais. Mas, quando certas ideias aparecem com naturalidade – como propor, aprovar, aceitar e até comemorar que uma lei trate pessoas de forma diferente – seja em Israel ou qualquer outra parte do mundo, fica difícil dizer que as pessoas que agem assim são normais no sentido mais básico da palavra. Definitivamente não são.

 

LIVRO NOVO NO PEDAÇO

  Noite passada acordei de madrugada com uma puta azia e com a canela da perna direita coçando e ardendo. Depois de tomar antiácido e passar...