quarta-feira, 2 de setembro de 2026

(IN)UTILIDADE PÚBLICA.

 Recentemente (estou com a sensação de já ter falado sobre isso!),  na padaria perto da minha casa, vi uns quadrinhos lindos, bacanérrimos, com várias imagens do fundador da "boulangerie" (porque eles são muito frescos). Perguntei ao neto do patriarca como tinha obtido um resultado tão excepcional.
A resposta foi ter criado, com a ajuda de uma IA, um prompt detalhado para ser utilizado naquelas e em outras futuras imagens. 
Pedido e recebido o tal prompt, resolvi aplicá-lo. A imagem resultante ficou bem boa (para mim, pelo menos). E é essa receita que compartilho agora com os milhões de leitores do velho Blogson: 
 
PROMPT:
Utilize a foto anexada apenas como referência da pessoa. Crie uma ilustração em estilo line art refinado, mantendo fielmente as características do rosto, expressão e pose.
Estilo desejado:
* Fundo sólido na cor creme (off-white quente, semelhante a papel de algodão).
* Todo o desenho feito exclusivamente com traços verde oliva escuro (#556B2F como referência).
* Sem preenchimentos coloridos.
* Linhas finas, elegantes e orgânicas, com pequenas hachuras apenas para sugerir volume e sombras.
* Aparência de ilustração artesanal, sofisticada e atemporal.
* Alto nível de detalhamento no rosto, olhos e sorriso, preservando a personalidade da pessoa.
* Roupas e acessórios desenhados com simplificação artística, mantendo seus principais detalhes.
* Fundo totalmente limpo, sem objetos, paisagem ou elementos decorativos.
* Centralizar a pessoa na composição.
* Proporção vertical (2:3).
* Qualidade extremamente alta, adequada para impressão em quadros grandes (60×90 cm ou maior).
Objetivo estético:
O resultado deve lembrar uma mistura entre ilustração botânica clássica, gravura fina e desenho editorial contemporâneo, minimalista, elegante e acolhedor. A arte deve parecer feita por um ilustrador profissional, e não um simples filtro aplicado sobre a fotografia.

E para finalizar, olhaí o Jotabê sem nenhuma vergonha na cara:






JOGADOR E DADO

 

Nunca me preocupei em saber

Se a Vida era ou não uma loteria

(era, mas não era, entenda quem quiser)

E eu, jogador e dado, nela me joguei

Sem entender que não há, nunca houve

Prêmio de consolação que console

O jogar-se sem pensar que essa maldita loteria

Nunca pagará, não pagaria o prêmio

Que a insensatez fez acreditar

Que mereceria

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

LOTERIA

 

Tenho andado com uma mega sanha de ganhar na loteria. Se esse milagre acontecer, meu desejo é comprar uma casa à beira de uma praia semideserta e mudar para lá.

Usarei uma blusa específica para me proteger dos raios solares e um chapéu ridículo para não deixar que se queime meu couro cabeludo ou meu pescoço.

Morarei nesse paraíso até morrer. Andarei no limite entre a areia e a água do mar, onde as ondas se espraiam. Ou ficarei sentado à sombra, apenas contemplando o vai e vem infinito das ondas.

Quieto, em silêncio.

E farei muitas viagens, mas só para dentro de mim mesmo.

REAL

 


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

BOLHA!

 
Sempre tive alguma dificuldade de pertencer a grupos, talvez por possuir um temperamento um tanto antissocial, que me faz ficar de saco cheio com as bobagens ditas por alguns.
 
Hoje, mesmo sem muito interesse, acabei sendo incluído em três grupos do whatsapp. O que eles têm em comum é a absurda necessidade dos membros de postar mensagens irrelevantes e chatas, geralmente coloridas e copiadas de outros grupos a que também pertencem.
 
Até aí, tudo bem – snoopys dizendo bom dia, orações, animações feitas por IA, vídeos de crianças bonitinhas – que não são parentes de ninguém – fazendo ou dizendo coisas engraçadinhas, etc.
 
Mas o que pega mesmo são as mensagens de cunho ideológico. Ainda mais nesta época pré-eleitoral. Meu Deus, a sensação é de estar em um comício!
 
Foi aí que pensei que os grupos sociais – e não duvido que todos sejam assim – seriam mais bem definidos se fossem chamados de bolhas sociais.
 
Já, já estou furando essas bolhas e pulando fora de todos!

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

BABY, IT’S COLD OUTSIDE

 
Morreu a cantora Dolly Parton. Praticamente nada sei dela, à exceção de ser, digamos, muito “volumosa” e ter gravado com Rod Stewart (um conquistador na vida real)  a música Baby, It’s Cold Outside. A música é uma delícia de ouvir e a letra é pura sedução e recusa – uma recusa não tão firme assim. E esta é minha homenagem a essa cantora, morta aos 80 anos.
Ouça a música e leia a tradução feita pelo ChatGPT


 
[Dolly — relutante] Eu realmente não posso ficar
[Rod — sedutor] Querida, está frio lá fora
 
[Dolly] Tenho que ir embora
[Rod] Querida, está frio lá fora
 
[Dolly] Esta noite foi...
[Rod] Eu estava torcendo para que você aparecesse
 
[Dolly] Tão agradável
[Rod] Vou segurar suas mãos, estão geladas como gelo
 
[Dolly] Minha mãe vai começar a se preocupar
[Rod] Linda, por que tanta pressa?
 
[Dolly] E meu pai vai ficar andando de um lado para outro
[Rod] Escute só o fogo crepitando na lareira
 
[Dolly] Agora, de verdade, é melhor eu ir depressa
[Rod] Meu bem, por que tanta pressa?
 
[Dolly] Bem, talvez só mais meio drinque
[Rod] Coloque um disco para tocar enquanto eu sirvo
 
[Dolly] Todos os vizinhos podem pensar...
[Rod] Mas, querida, lá fora está horrível
 
[Dolly] Diga, o que tem nesta bebida?
[Rod] Não há táxis disponíveis lá fora
 
[Dolly] Ah, quem me dera saber como
[Rod] Seus olhos estão brilhando como estrelas agora
 
[Dolly] Romper este encantamento
[Rod] Vou pegar seu chapéu; seu cabelo está lindo
 
[Dolly] Eu deveria dizer não, não, não, senhor
[Rod] Importa-se se eu chegar um pouquinho mais perto?
 
[Dolly] Pelo menos vou dizer que tentei
[Rod] De que adianta ferir meu orgulho?
 
[Dolly] Eu realmente não posso ficar
[Rod] Querida, não resista
[Dolly] Ah, mas está frio lá fora
 
 [Dolly] Eu simplesmente tenho que ir
[Rod] Querida, está frio lá fora
 
[Dolly] A resposta é não
[Rod] Mas, querida, lá fora está frio
 
[Dolly] Ah, esta recepção foi...
[Rod] Que sorte você ter aparecido
 
[Dolly] Tão agradável e aconchegante
[Rod] Olhe pela janela para aquela tempestade
 
[Dolly] Minha irmã vai desconfiar
[Rod] Deus, seus lábios parecem deliciosos
 
[Dolly] Meu irmão estará lá na porta
[Rod] Ondas numa praia tropical
 
[Dolly] Ah, minha tia solteirona tem uma mente perversa
[Rod] Ah, querida, você é deliciosa
 
[Dolly] Bem, talvez só mais um beijinho
[Rod] Nunca vi uma nevasca assim antes
 
[Dolly] Ah, tenho que ir para casa
[Rod] Você vai congelar lá fora
 
[Dolly] Diga, me empresta um pente?
[Rod] A neve está chegando aos seus joelhos lá fora
 
[Dolly] Você foi realmente maravilhoso
[Rod] Eu fico arrepiado quando você toca minha mão
 
[Dolly] Mas você não percebe?
[Rod] Como você pode fazer isso comigo?
 
[Dolly] Amanhã certamente vão falar de nós
[Rod] Transformando isso na minha eterna tristeza
 
[Dolly] Bem, pelo menos haverá muita coisa para insinuar
[Rod] Se você pegasse uma pneumonia e morresse
 
[Dolly] Mas eu realmente não posso ficar
[Rod] Esqueça essa história de ir embora
 
[Ambos] Querida, está frio lá fora
 
 
 
[Dolly] Ei, eu tenho que sair daqui.
[Rod] Vamos, querida.
 
[Dolly] Vamos, o quê?
[Rod] Me dê só mais cinco minutos.
 
[Dolly] Você sabe mesmo como cansar uma mulher até ela ceder, não é?
[Dolly] Está bem, está bem, está bem, está bem...

terça-feira, 25 de agosto de 2026

SAMBA!

 
Tenho andado meio sumido da blogosfera pelo simples motivo de não ter nada a dizer. Nenhum caso para contar, nenhuma história, nenhuma bobagem que me pareça digna de ser publicada. E o mais estranho é não sentir aquele antigo desejo paranoico de postar qualquer coisa quase todos os dias.
 
Só para se ter uma ideia: desde a criação do blog, há doze anos – ou 4.460 dias –, foram feitas 3.600 postagens. Trocando em miúdos, um novo post a cada 1,3 dia.
 
Desnecessário dizer que essa chama quase se apagou. Para soprar as cinzas que escondiam o braseiro, resolvi pedir à Suno que musicasse um poema bola-murcha que rascunhei alguns dias atrás. Depois de quatro tentativas, descobri que a simplicidade dos versos combinava com o samba.
 
E é este o resultado que compartilho agora com vocês. Se gostarem, ótimo. Se não gostarem, liguem para o 0800 foda-se.




(IN)UTILIDADE PÚBLICA.

 Recentemente (estou com a sensação de já ter falado sobre isso!),  na padaria perto da minha casa, vi uns quadrinhos lindos, bacanérrimos, ...