Desde quando fiquei sabendo que o exame de
DNA poderia trazer informações sobre a minha ancestralidade, eu tive vontade de
fazer. Mas o dia a dia tem a mania de ser avaro com frescuras desse tipo,
melhor gastar o dinheiro com coisas úteis – e assim a vida vai passando,
sabotando, enterrando pequenos prazeres.
Mas uma mudança radical em minha vida fez com
que eu tentasse priorizar a minha felicidade, o meu bem-estar. Comecei a fazer
aulas de dança de salão, resolvi fazer pilates e aprender a dançar forró.
Além disso, decidi ter aulas de teclado,
melhorar minha performance no violão, aprender inglês, começar a aplicar a
caneta emagrecedora e viajar para a Suiça.
Com exceção da viagem e das aulas, o resto já
está em andamento. E toda essa sanha para combater a mais absurda solidão que
já senti fez também surgir o desejo de saber de onde eu vim. Comprei também esse
exame! E o resultado saiu ontem.
Só fiquei decepcionando com uma coisa: eu
sempre quis ter um pezinho na África, mas não tenho. Olha que interessante o
resultado:
Jose, seu DNA indica que 93% da sua ancestralidade é
proveniente da Europa.
Europa –
93%, assim distribuídos:
Ibéria – 50%
Itália – 13%
Europa
Ocidental – 6% (Alemanha, França e Países Baixos e Ilhas Britânicas)
País
Basco – 5%
Bálcãs – 5% (Bulgária
e Macedônia do Norte, Grécia, Romênia e Moldávia, Sérvia e Montenegro, Croácia
e Bósnia-Herzegovina)
Judeus
Sefaradim – 5%
Judeus
Ashkenazim – 4%
Sardenha
< 3%
Leste
Europeu < 3%
Lapônia
e Volga-Ural < 2%
Oriente
Médio e Magrebe – 5%
Américas
< 3%
Na próxima encadernação, quero nascer italiano. Afinal, já tenho 13% de sangue romano correndo em minhas veias!
Meno, JBrancaleone, meno!
P.S. O ìncrível Exército de Brancaleone é um dos filmes mais grotescos e engraçados que já vi