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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
domingo, 25 de janeiro de 2026
"PELA ESTRADA AFORA EU VOU"...
Depois de ficar sabendo que o deputado Nikolas Ferreira resolveu fazer uma caminhada até Brasília em defesa da liberdade (do Bolsonaro) e da justiça (o que ele entende por isso), uma espécie de “coluna Prestes” da Direita, fiquei pensando o que move alguém a fazer uma idiotice dessas. Depois, com mais calma, entendi que idiotas somos nós que damos atenção a essa jogada de marketing. Como sou confessadamente um ignorantão em matéria de política e, para ser sincero, já estar de saco dessas birrinhas envolvendo bolsonaristas e lulistas, pedi ao ChatGPT, meu consultor para assuntos aleatórios, uma análise histórica da situação.
Se quiser, posso:
enxugar ainda mais para um artigo acadêmico,
encurtar para artigo de jornal impresso,
O debate político brasileiro vive hoje menos de projetos e mais de identidades. A disputa deixou de ser apenas sobre políticas públicas e passou a operar como confronto moral, no qual o adversário é tratado não como opositor legítimo, mas como ameaça existencial. Nesse ambiente, a história, a cultura e até o Judiciário entram em cena como armas simbólicas, usadas para reforçar posições já cristalizadas.
A memória histórica continua presente no debate público, mas raramente aparece como instrumento de reflexão. Ela é acionada de forma seletiva, conforme a conveniência política do momento. Episódios do passado funcionam como atalhos morais: servem para acusar, rotular e deslegitimar, não para explicar. O resultado é um empobrecimento do debate e o aprofundamento da polarização.
Esse mecanismo se expressa com força no campo cultural. Filmes e obras que abordam temas sensíveis da história recente provocam reações políticas imediatas. Reconhecimentos internacionais são interpretados, por setores da direita, como ataques ideológicos ao país ou tentativas de impor uma leitura única da história. Para outros, representam gestos legítimos de memória e crítica. A cultura, assim, deixa de ser espaço de reflexão e passa a integrar o conflito político cotidiano.
A mesma lógica organiza o antipetismo, eixo central da direita brasileira contemporânea. O ódio ao presidente Lula vai além de avaliações sobre economia ou políticas sociais. Lula se tornou um símbolo: do PT, do sindicalismo, do protagonismo do Estado e da ascensão dos mais pobres. Para diferentes grupos da direita — liberais, conservadores morais, evangélicos e bolsonaristas — rejeitá-lo funciona como identidade política compartilhada.
Esse antipetismo dispensa programa e substitui propostas por rejeição. A corrupção, embora real nos governos petistas, é lembrada de forma seletiva, enquanto práticas semelhantes em campos aliados são relativizadas. Ao mesmo tempo, Lula governa de forma pragmática, sem rupturas institucionais, o que frustra narrativas alarmistas e intensifica o ressentimento. O conflito, portanto, não é apenas sobre desempenho, mas sobre o que Lula representa.
Mesmo com um governo institucionalmente estável, economicamente moderado e socialmente previsível, a hostilidade persiste. O governo Lula III recompõe relações entre os Poderes, reduz conflitos institucionais e retoma políticas sociais, mas não dissolve a polarização porque ela se alimenta de identidades, não de resultados.
É nesse cenário que lideranças como o deputado federal Nikolas Ferreira ganham projeção. O parlamentar mais votado da última eleição, evangélico e identificado com a direita, mobiliza apoio por meio de discursos morais e simbólicos. A proposta de uma caminhada de Minas Gerais até Brasília, apresentada como defesa da “justiça” e da “liberdade”, inclusive em favor de envolvidos em atos golpistas, ilustra como disputas políticas e jurídicas são deslocadas para um terreno moral absoluto, onde o adversário passa a ser visto como inimigo.
O risco desse processo é a normalização da lógica de confronto permanente. Quando a política se transforma em guerra moral, o espaço para negociação, compromisso e pluralismo se estreita. Tudo vira prova de caráter, e qualquer divergência é tratada como ameaça.
Talvez o principal desafio do Brasil hoje não seja escolher entre direita ou esquerda, mas entre radicalização e institucionalidade. Enquanto o debate público continuar organizado em torno do ódio, da deslegitimação e da moralização absoluta, o país seguirá preso a um conflito que se retroalimenta — e que impede a construção de projetos políticos capazes de dialogar com a complexidade do presente.
sábado, 29 de novembro de 2025
sexta-feira, 8 de agosto de 2025
SÓ UMA RAPIDINHA!
O Millôr Fernandes criou um diálogo maravilhoso entre Deus e o Arcanjo Gabriel. Lembrei-me dele ao saber da ocupação da mesa da Câmara pelos deputados bolsonaristas. Não consegui achá-lo, mas é mais ou menos assim:
Gabriel se espanta que no Brasil não
aconteçam terremotos, furacões e outros desastres naturais, enquanto outros
países sempre padecem com essas tragédias. E Deus retruca com paciência:
- Espere só para ver a gentinha que Eu vou botar lá!
- Espere só para ver a gentinha que Eu vou botar lá!
Uma coisa eu imagino: apesar de (muito) bem
alimentados para passar a noite lá, ninguém deve ter pedido pizza, pois a pirracinha dos deputados ainda não tinha acabado! E, como
se sabe, no Congresso tudo termina em pizza.
Eu achei lindinhos os deputados com fita adesiva tapando a boquinha. Deve ter algum simbolismo nisso, porque a maioria é muito tapada. E, pensando bem, seria uma boa se continuassem a usar o esparadrapo na boca. O país agradeceria.
Não sei se esta imagem é verdadeira ou se foi criada por IA ou por algum espertinho. Mesmo assim, dá uma boa reflexão. Olhaí.
sábado, 17 de maio de 2025
DUELA A QUIEN DUELA
E O LULA, HEIM?
Nunca entrei em bola dividida, nem separei briga de filho na saída da escola. Jamais me meti em desavenças de irmão ou deixei de apontar os defeitos dos meus pais. Acho um horror quando uma mãe tenta suavizar a fama de criminoso do filho dizendo que “ele é um filho muito bom”. Em resumo: protecionismo, corporativismo e todo tipo de conivência por laços ideológicos, afetivos ou de sangue são comportamentos que abomino, condeno ou desprezo. Assim deveriam pensar e agir os homens públicos (sonha, Jotabê!).
Mas aí vem o Frei Chico, irmãozinho do presidente, e tem seu nome
envolvido numa maracutaia gigantesca às custas dos aposentados. Ele é inocente?
Não sei. Mas, se eu fosse o Lula — que já manchou sua reputação com as tretas
dele próprio e de seus cupinchas nos episódios do Mensalão e no Petrolão –
botaria a boca no trombone, chamaria o irmão de filho da puta (com ou sem
razão) e estimularia a criação da CPI do INSS, duela a quien duela,
como disse o condenado Collor. Porque é como no caso da mulher de César: não
basta ser honesto – é preciso também parecer. E, usando uma linguagem mais
direta, como se fala em qualquer zona do baixo meretrício: se o cu não é meu,
pau nele!
Faria muito bem à biografia do Lula se ele desistisse dessa ideia
ridícula de querer ser presidente pela quarta vez e passasse a régua em tudo –
e em todos que consideram o bem público uma entidade abstrata e discutível,
algo que existiria apenas para o enriquecimento de alguns. Será que ele ainda
não entendeu isso?
E O BOLSONARO, HEIM?
No bairro onde moro havia um casal de namorados sui generis, para dizer o mínimo. Já idosos, aposentados e sempre chapados de bebida – ela mais que ele –, frequentavam a missa com regularidade. Sentavam-se nos últimos bancos e, sempre bêbados, conversavam em voz alta – ela mais que ele.
Nunca entrei em bola dividida, nem separei briga de filho na saída da escola. Jamais me meti em desavenças de irmão ou deixei de apontar os defeitos dos meus pais. Acho um horror quando uma mãe tenta suavizar a fama de criminoso do filho dizendo que “ele é um filho muito bom”. Em resumo: protecionismo, corporativismo e todo tipo de conivência por laços ideológicos, afetivos ou de sangue são comportamentos que abomino, condeno ou desprezo. Assim deveriam pensar e agir os homens públicos (sonha, Jotabê!).
No bairro onde moro havia um casal de namorados sui generis, para dizer o mínimo. Já idosos, aposentados e sempre chapados de bebida – ela mais que ele –, frequentavam a missa com regularidade. Sentavam-se nos últimos bancos e, sempre bêbados, conversavam em voz alta – ela mais que ele.
Um dia, durante uma missa lotada, o Padre Cornélio, excelente vigário, anunciou que estava voltando
para a Holanda, seu país natal, por ter atingido a idade em que os padres se aposentam. Ao ouvir aquilo, a mulher começou a cantarolar, à meia voz: “Adiós
muchacho, compañero de mi vida...” Estava sentado perto do casal e tive de
fazer força para não cair na gargalhada.
Hoje, vi no portal da Isto É a seguinte manchete: “Vou
morrer, não vai demorar, diz Bolsonaro sobre possível prisão.”
Não resisti: comecei a cantar mentalmente, – “Adiós muchacho...”
Em outras palavras: mesmo sendo esse desabafo uma tentativa óbvia de
chantagem emocional do Bozo, não resisto a dizer – já vai tarde!
E O TRUMP, HEIM?
Li esta manchete no portal G1: "Governo Trump avalia fazer reality show com imigrantes competindo entre si por cidadania americana".
Que se pode dizer de um presidente assim? Doente!!!
Li esta manchete no portal G1: "Governo Trump avalia fazer reality show com imigrantes competindo entre si por cidadania americana".
Que se pode dizer de um presidente assim? Doente!!!
quarta-feira, 14 de maio de 2025
MALHANDO EM FERRO FRIO
Acho que estou muito velho, pois não tenho mais paciência para malhar em ferro frio, dar murro em ponta de faca ou marrada em cabeça de carneiro. Usando uma expressão antiga, sempre fico de bode quando vejo o ódio e o rancor serem guardados em geladeira, só para que não se acabem. Mas o sentimento que mais me incomoda é a crença radical de alguns, ou melhor, a crença de alguns radicais de que é impossível, inadequado, condenável que pessoas não radicais sejam obrigadas a fazer escolhas de Sofia, plebiscitárias, momentos em que o bom senso manda escolher a opção que se entende menos pior – mesmo que não se concorde com nenhuma delas. Tentando clarear o raciocínio, são aqueles momentos quando ou você come buchada de bode ou passa fome, quando bebe cerveja ou morre de sede, quando é vacinado com vacina chinesa ou morre de covid. Espero ter sido claro até agora.
Os defensores do impeachment argumentam que Dilma cometeu crimes de responsabilidade ao realizar as chamadas "pedaladas fiscais" e editar decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional. Essas ações teriam violado normas orçamentárias e fiscais, justificando o processo de impedimento. O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou ações que questionavam o rito do impeachment, indicando que o processo seguiu os trâmites legais estabelecidos.
Críticos do processo afirmam que não houve comprovação de dolo ou má-fé por parte de Dilma, requisitos essenciais para caracterizar crime de responsabilidade. Além disso, apontam que práticas semelhantes foram adotadas por governos anteriores sem consequências legais. O Instituto dos Advogados do Brasil (IAB) considerou o impeachment inconstitucional, argumentando que os atos atribuídos à presidente não configuravam crimes de responsabilidade conforme definido na legislação.
Embora o processo de impeachment tenha seguido os procedimentos legais previstos, sua legitimidade continua sendo objeto de debate. A controvérsia reside na interpretação sobre se as ações de Dilma Rousseff configuraram efetivamente crimes de responsabilidade ou se o processo foi motivado por fatores políticos. Assim, a questão permanece aberta à análise e interpretação de juristas, políticos e da sociedade em geral.
Curiosa conclusão! Mas, e que se pode dizer sobre a “descondenação” do atual presidente? Não vou bancar o gato mestre nem tentar exibir um conhecimento que não tenho. Por isso, novamente pedi ao ChatGPT para destrinchar esse assunto. E saiu isto:
Em setembro de 2023, o ministro Dias Toffoli, do STF, anulou todas as provas obtidas por meio do acordo de leniência da Odebrecht, utilizadas pela Operação Lava Jato. Toffoli considerou que essas provas foram obtidas de maneira ilegal, descrevendo os métodos empregados como "heterodoxos e ilegais”. Ele também afirmou que a prisão de Lula foi "um dos maiores erros judiciários da história do país”.
Anteriormente, em abril de 2021, o plenário do STF confirmou a decisão do ministro Edson Fachin que declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar os casos relacionados a Lula, anulando as condenações anteriores. Além disso, o STF reconheceu a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro nos julgamentos do ex-presidente.
Portanto, a anulação das provas contra Lula foi baseada em decisões do STF que identificaram irregularidades processuais e violações de garantias fundamentais, questionando a legalidade das provas obtidas e a imparcialidade dos julgamentos anteriores.
No caso do Lula, a anulação se baseou em princípios fundamentais, como o do juiz imparcial e da competência do foro. Tecnicamente, são fundamentos sólidos, pois se um juiz é parcial, todo o processo é contaminado. Porém, para a maioria das pessoas, que viu denúncias, delações, reportagens e condenações se acumularem durante anos, o argumento da parcialidade pareceu uma "brecha" para livrá-lo de consequências, independentemente de sua culpa ou inocência.
Juridicamente, os processos encontram amparo técnico.
No caso da Dilma, a impressão é a de que não houve crime grave que justificasse a interrupção de um mandato presidencial. Foi mais uma manobra político-parlamentar embalada sob a aparência de legalidade. Assim, a filigrana jurídica serviu para condená-la, mesmo sem uma prova moralmente robusta de crime.
As filigranas jurídicas salvaram Lula, mesmo que houvesse culpa material.
Filigranas Jurídicas e o Senso de Justiça
A história recente do Brasil expôs uma contradição desconfortável entre a aplicação da lei e o senso comum de justiça. No caso de Luiz Inácio Lula da Silva, a anulação de suas condenações se apoiou em fundamentos jurídicos sólidos, como o direito a um juiz imparcial e a competência adequada do foro. No entanto, permanece a sensação de que, embora erros processuais tenham ocorrido, crimes materiais graves ficaram sem a devida punição.
Já no caso de Dilma Rousseff, o impeachment seguiu o ritual previsto em lei, mas a acusação que o sustentou — manobras fiscais conhecidas como "pedaladas" — parece desproporcional à gravidade de destituir uma presidente eleita. Para muitos, tratou-se de uma perseguição política disfarçada de correção jurídica.
Assim, em um cenário paradoxal, as filigranas jurídicas serviram para "descondenar" quem parecia culpado e para "condenar" quem não cometera crime grave. A consequência é o enfraquecimento da confiança popular na Justiça e nas instituições, visto que o direito, longe de pacificar, acabou aprofundando a sensação de injustiça.
quarta-feira, 30 de abril de 2025
HOMO HOMINI LUPUS EST
Este país é mesmo uma tristeza! Já não bastava o Carlos Lupi ter deixado o cargo de ministro do Trabalho da Dilma Roussef cercado de acusações de corrupção? Tinham de dar para ele o cargo de ministro da Previdência Social no governo Lula?
domingo, 2 de março de 2025
DE NOVO, NÃO!
Que merda! Eu estava relativamente calmo no
meu canto, lamentando a perda de popularidade do Lula – provável combustível
para fazer burradas tentando se reeleger –, quando li uma matéria no portal
da BBC que me revirou o estômago. Extraí dois comentários feitos por cientistas
políticos para publicar aqui no blog:
- Segundo o cientista político da Tendências Consultoria, Rafael Cortez, ao escolher a Gleisi Hoffman para articulação política, Lula passa a mensagem de que “final do mandato será mais petista e menos de frente ampla”.
domingo, 6 de outubro de 2024
PROPAGANDA ELEITORAL
Hoje, dia de eleições municipais pelo país afora, eu tenho mais um motivo para alegrar-me por morar em Belo Horizonte – não corro o risco de que um bando de idiotas eleja como novo prefeito um sujeito que divulga laudo médico falso só para prejudicar seu concorrente.
Repetindo o que já disse antes, O que se pode dizer daqueles para quem "os fins justificam os meios"? Que não têm princípios, lógico.
quinta-feira, 18 de julho de 2024
O POST DA IGNORÃÇA
Este post, reflexo de minha ignorância política (porque alguns radicais consideram a moderação uma total ignorância), é a síntese dos dois publicados anteriormente, que optei por excluir. Um pela vulgaridade do título e o outro por me nivelar com um radical que optou por permanecer no anonimato para me fazer críticas que considerei ofensivas e levianas.
No primeiro texto eu transcrevi declarações de três idiotas que encontrei na internet. A primeira é uma ameaça feita pelo ditador venezuelano Nicolas Maduro na hipótese de perder a próxima eleição. A segunda é uma prova de ignorância e falta de cultura básica exibida por um pastor evangélico ao atribuir o autismo à ação do demônio. E a terceira foi dita pelo Lula em uma reunião com seus ministros, momento em que fez uma piada de péssimo gosto sobre a violência contra mulheres. Reiterando, mesmo que de péssimo gosto, era apenas uma piada sem a gravidade das duas anteriores.
Mas bastou isso para que alguém, aproveitando o anonimato, resolvesse me importunar e me julgar de forma equivocada. A seguir, as três declarações que me incomodaram, meu comentário sobre elas e o texto apócrifo.
No caso do Lula é piada, né? Se fosse o outro, seria machismo, misoginia, fascismo, nazismo. Êêê duplo padrão de julgamento sem um pingo de decoro na face.
A reação desproporcional ao meu post é um reflexo dessa intolerância. O desejo de impor uma narrativa única e controlar o discurso alheio revela uma visão estreita e dogmática. No entanto, continuarei defendendo a moderação, o diálogo e a capacidade de criticar qualquer um, independente de sua posição política. Só assim poderemos construir uma sociedade mais justa e equilibrada, onde a diversidade de pensamento seja valorizada e respeitada.
terça-feira, 26 de março de 2024
DEU NO NEW YORK TIMES
DEU NO NEW YORK TIMES
sexta-feira, 22 de março de 2024
MINHA SINA É ME DECEPCIONAR
Em uma de suas últimas entrevistas, Millôr
Fernandes soltou uma de suas frases definitivas: “Ninguém que ambiciona o poder deixa de ser um filho da puta! Pode ser
um pouco mais ou um pouco menos. Mas o homem de bem, no sentido genérico e
universal da palavra “bem”, não ambiciona o poder”.
Talvez por isso minha sina seja me
decepcionar com os políticos em quem votei e homens públicos que admirei. Sem
perder tempo com motivos e comentários, farei apenas uma lista de algumas
dessas decepções:
José Serra, Joaquim Barbosa, Aécio Neves,
Antonio Palocci, Sérgio Moro, Deltan Dallagnol, Jair Bolsonaro e, naturalmente,
Luiz Inácio Lula:
Esse aí deixei para o final, só por causa dos
móveis “sumidos” do Palácio do Planalto. No início do ano passado, Seu Lula e
dona Janja criaram um barraco porque 261 móveis do Palácio da Alvorada estavam
sumidos. Claro, só podia ser culpa do Bozo. Sem apresentar provas, o Lula
chegou a afirmar que os ex-ocupantes do Alvorada haviam “levado tudo”. Depois
de novo levantamento, descobriu-se que não faltava nenhum.
Essa notícia foi divulgada no dia 20 de março
de 2024. Seria prova de civilidade se o Lula se desculpasse por qualquer
acusação feita sobre isso por ele ou dona Janja ao Bozo no “calor da emoção”.
Mas ele ficou caladinho. O problema é que esse levantamento terminou em
setembro de 2023!!!!
Reconhecer que errou é sinal de grandeza de
espírito. E ele teve tempo para isso. Cadê a transparência, Lula, onde está a
humildade de reconhecer que se precipitou? Como bem ensinou J. Cristo, "todo aquele que se exaltar será
humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado" (Lc 14:11).
E eu, que votei nele, não poderia ficar mais
decepcionado. Se ele se finge de morto por causa de alguns móveis usados, como
poderei confiar nele em assuntos mais importantes?
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024
JURA DIZER A VERDADE, SOMENTE A VERDADE, NADA MAIS QUE A VERDADE?
Antes que você
comece a ler o texto a seguir, preciso deixar claro que não tenho nada contra a
Direita nem contra a Esquerda. Eu só não suporto o radicalismo e tenho medo da Extrema
Direita e da Extrema Esquerda. Eu me considero de centro (sou o que os idiotas chamam de "isentão"). Ah, e também sinto náusea com o fundamentalismo
religioso. Tamos entendidos? Então, bora lá.
Na reportagem publicada pelo site BBC News Brasil sobre a manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em apoio a ele mesmo, há a transcrição de trechos de notícias publicadas pela imprensa internacional. Por falta absoluta do que fazer, entrei nos sites dos órgãos mencionados na reportagem para ver o que realmente estavam dizendo sobre a muvuca bolsonarista. A seguir, trechos encontrados nos diversos veículos mencionados e trechos traduzidos pela BBC para língua de gente (português):
Me enrolei todo nesta introdução, mas o que está pegando é a quantidade real de idiotas que compareceu para manifestar seu apoio ao ex-capitão. Olha só:
- Correio Brasiliense, “o advogado e ex-secretário de Comunicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Fabio Wajngarten, disse que são esperadas mais de 700 mil pessoas no ato convocado na Avenida Paulista, marcada para ocorrer no próximo domingo”.
- Poder 360: “Ato de Bolsonaro teve de 300 mil a 350 mil pessoas Imagens aéreas da concentração e mapa da av. Paulista permitem cálculo aproximado da concentração; secretaria de Segurança Pública de São Paulo fala em 750 mil pessoas...”
- Le Monde: Six blocks of Paulista Avenue were filled with Bolsonaro supporters, many of them saying that he is being persecuted by Brazil's Supreme Court and that President Luiz Inácio Lula da Silva unfairly won his narrow victory in the 2022 election. Independent observers from a research group at the University of Sao Paulo estimated 185,000 people joined in. Brazil's military police put the crowd size even bigger.
O jornal disse que havia um grande número
de manifestantes no ato, mas destacou o comedimento de muitos dos
presentes.
"A multidão estava lá, é claro. Mas estamos longe do entusiasmo das mobilizações anteriores. Sob um lindo sol, os rostos permaneceram fechados, e as palavras eram controladas. O medo de serem presos por convocarem um golpe é real entre esses bolsonaristas que agora seguram seus ataques contra os odiados juízes do Supremo Tribunal Federal."
- Le Figaro: Des dizaines de milliers de personnes se sont rassemblées ce dimanche 25 février à São Paulo en soutien à l'ancien président d'extrême droite Jair Bolsonaro, de quoi tester sa popularité en plein scandale sur des soupçons de «tentative de coup d'État». Vêtus de vert et de jaune, les couleurs du Brésil, les manifestants affluent vers l'avenue Paulista, artère emblématique de la plus grande métropole d'Amérique Latine. L'ancien président a pris la parole lors de ce rassemblement où les organisateurs attendaient 500.000 personnes.
- El País: El expresidente de Brasil reúne en São Paulo a unos 185.000 seguidores en su primer acto político desde que en 2022 perdió contra Lula y sus fieles asaltaron el Congreso.
"Cerca de 185 mil fiéis, segundo uma contagem
de acadêmicos, apoiaram-no juntamente com quatro governadores aliados e dezenas
de parlamentares. Três dias depois de permanecer em silêncio ao ser questionado
pela polícia sobre a suposta trama golpista, Bolsonaro queria uma foto de
multidão para rebater o que considera uma perseguição judicial."
O jornal destacou a fala de Bolsonaro de que não havia "tanques nas ruas" e que, portanto, não houve tentativa de golpe. Segundo o jornal, Bolsonaro "ignorou que no século 21 os golpes são perpetrados distorcendo as leis".
O El País disse que o ex-presidente está "cada vez mais encurralado pela justiça".
- Daily Mail: Thousands of Brazilians pour into the streets of Sao Paulo after ex-President Bolsonaro called for show of support amid claims he plotted a coup to stay in power after election defeat
O Daily Mail enumerou as acusações contra
Bolsonaro, mas concluiu: "Mesmo assim, Bolsonaro ainda é considerado o
líder da oposição e é adorado por seus fervorosos apoiadores".
"O protesto de domingo à tarde é visto como um teste decisivo ao seu apoio antes das eleições municipais de outubro, nas quais se espera que a sua influência desempenhe um papel fundamental na nação ainda polarizada."
- The Independent: Former Brazilian president Jair Bolsonaro has denied inciting a coup after losing the presidential election in October 2022.
The far-right leader told hundreds of thousands of
supporters at a rally on Sunday that the allegations against him were a
"lie" as he flexed his political muscle to hit out against the
ruling government.
O Independent destacou que Bolsonaro ainda tem muitos apoiadores no Brasil, apesar das investigações policiais contra ele.
"O evento mostrou que a mensagem de Bolsonaro ainda ressoa entre muitos brasileiros, alguns dos quais evidentemente são a favor de qualquer tentativa de golpe que o coloque no poder.
- The Guardian: Tens of thousands of supporters of former Brazilian president Jair Bolsonaro have rallied in the country’s biggest city, in a show of strength against legal challenges that could put him in jail. Six blocks of São Paulo’s Paulista Avenue filled with Bolsonaro supporters, many of whom said that he was being persecuted by Brazil’s supreme court and that President Luiz Inácio Lula da Silva unfairly won his narrow victory in the 2022 election.
O Guardian destacou na sua manchete: "Dezenas
de milhares de pessoas participam de manifestação em apoio ao ex-presidente do
Brasil".
- Isto É: A manifestação na Paulista é bancada pelo pastor evangélico Silas Malafaia, que estimou na sexta-feira (23) desembolsar entre R$ 90 mil e R$ 100 mil para arcar com toda a estrutura do evento, como fornecimento de água, instalação de grades e transmissão pela internet – há seguranças privados, mas a Polícia Militar também atua no local. Malafaia alugou dois trios elétricos que estão dispostos em “L”: um maior, onde está Bolsonaro e os aliados mais importantes, de onde são feitos os discursos e um segundo veículo, sem estrutura de som, para abrigar os demais convidados, fotógrafos e cinegrafistas.
- Record News: Pouco antes das 17h30, os manifestantes começaram a evacuar a área da avenida Paulista após final de ato pró-Bolsonaro, realizado neste domingo (25). O ex-presidente – que passou a noite no Palácio dos Bandeirantes e chegou acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao evento –, discursou para cerca de 700 mil apoiadores, segundo informações dos organizadores, e disse ser ‘vítima de perseguição’.
- Carta Capital: A manifestação encabeçada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo 25, reuniu 185 mil pessoas em seu pico, às 15h. A estimativa de público partiu do Monitor do Debate Político, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, coordenado por Pablo Ortellado e Márcio Moretto.
Às 17h, a contagem do grupo registrou 45 mil
pessoas. Os especialistas chegaram a esses números por meio de fotos aéreas e
com o auxílio de um software.
A equipe tirou 43 fotos entre 15h e 17h, onze das quais foram selecionadas de forma a cobrir a extensão do ato, sem sobreposição. Na sequência, cada foto foi repartida em oito pedaços – em cada parte, o Monitor aplicou um método chamado Point to Point Network, para identificar cabeças e estimar a quantidade de pessoas.
Na contagem de público, o erro percentual absoluto médio é de 12% para mais ou para menos nas imagens aéreas com mais de 500 indivíduos.
- Portal G1: Os apoiadores começaram a chegar pela manhã e os discursos tiveram início por volta das 14h30. Bolsonaro chegou por volta das 15h, acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse horário, segundo um levantamento de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) reunia cerca de 185 mil pessoas – o ápice da manifestação.
- Secretaria de Segurança Pública: o ato na Avenida Paulista reuniu 600 mil pessoas. Considerando também os presentes nas ruas adjacentes, o público chegou a 750 mil, de acordo com a pasta do governo estadual, chefiado por Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Então, ficamos assim: a quantidade de manifestantes presentes no ato “me ajudem a tirar o cu da reta” foi de
750 mil segundo o governo estadual de São Paulo
700 mil segundo o portal Record News
600 mil segundo a Secretaria de Segurança Pública
300 mil a 350 mil segundo o Poder360
185 mil segundo o Le Monde, El País, G1 e Carta Capital
A favor da veracidade do número informado pela Carta Capital está o detalhamento do método utilizado pela USP. Outra coisa “bunitinha” foi a grana desembolsada pelo pastor Silas Mala. Veio de onde? Das doações dos fiéis ou do próprio bolso? (creio que isso é redundância)
Isso me leva à seguinte constatação: em política a “Verdade” é “fluida” e tem a precisão de acordo com os interesses de quem a veicula e de quem nela quer acreditar.
Deixei para finalizar este longo
post uma imagem curiosa, que faz lembrar uma saudação antiga, de tempos
muito sombrios. Mas, claro, é só uma coincidência. Fui.
Na reportagem publicada pelo site BBC News Brasil sobre a manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em apoio a ele mesmo, há a transcrição de trechos de notícias publicadas pela imprensa internacional. Por falta absoluta do que fazer, entrei nos sites dos órgãos mencionados na reportagem para ver o que realmente estavam dizendo sobre a muvuca bolsonarista. A seguir, trechos encontrados nos diversos veículos mencionados e trechos traduzidos pela BBC para língua de gente (português):
Me enrolei todo nesta introdução, mas o que está pegando é a quantidade real de idiotas que compareceu para manifestar seu apoio ao ex-capitão. Olha só:
- Correio Brasiliense, “o advogado e ex-secretário de Comunicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Fabio Wajngarten, disse que são esperadas mais de 700 mil pessoas no ato convocado na Avenida Paulista, marcada para ocorrer no próximo domingo”.
- Poder 360: “Ato de Bolsonaro teve de 300 mil a 350 mil pessoas Imagens aéreas da concentração e mapa da av. Paulista permitem cálculo aproximado da concentração; secretaria de Segurança Pública de São Paulo fala em 750 mil pessoas...”
- Le Monde: Six blocks of Paulista Avenue were filled with Bolsonaro supporters, many of them saying that he is being persecuted by Brazil's Supreme Court and that President Luiz Inácio Lula da Silva unfairly won his narrow victory in the 2022 election. Independent observers from a research group at the University of Sao Paulo estimated 185,000 people joined in. Brazil's military police put the crowd size even bigger.
"A multidão estava lá, é claro. Mas estamos longe do entusiasmo das mobilizações anteriores. Sob um lindo sol, os rostos permaneceram fechados, e as palavras eram controladas. O medo de serem presos por convocarem um golpe é real entre esses bolsonaristas que agora seguram seus ataques contra os odiados juízes do Supremo Tribunal Federal."
- Le Figaro: Des dizaines de milliers de personnes se sont rassemblées ce dimanche 25 février à São Paulo en soutien à l'ancien président d'extrême droite Jair Bolsonaro, de quoi tester sa popularité en plein scandale sur des soupçons de «tentative de coup d'État». Vêtus de vert et de jaune, les couleurs du Brésil, les manifestants affluent vers l'avenue Paulista, artère emblématique de la plus grande métropole d'Amérique Latine. L'ancien président a pris la parole lors de ce rassemblement où les organisateurs attendaient 500.000 personnes.
- El País: El expresidente de Brasil reúne en São Paulo a unos 185.000 seguidores en su primer acto político desde que en 2022 perdió contra Lula y sus fieles asaltaron el Congreso.
O jornal destacou a fala de Bolsonaro de que não havia "tanques nas ruas" e que, portanto, não houve tentativa de golpe. Segundo o jornal, Bolsonaro "ignorou que no século 21 os golpes são perpetrados distorcendo as leis".
O El País disse que o ex-presidente está "cada vez mais encurralado pela justiça".
- Daily Mail: Thousands of Brazilians pour into the streets of Sao Paulo after ex-President Bolsonaro called for show of support amid claims he plotted a coup to stay in power after election defeat
"O protesto de domingo à tarde é visto como um teste decisivo ao seu apoio antes das eleições municipais de outubro, nas quais se espera que a sua influência desempenhe um papel fundamental na nação ainda polarizada."
- The Independent: Former Brazilian president Jair Bolsonaro has denied inciting a coup after losing the presidential election in October 2022.
O Independent destacou que Bolsonaro ainda tem muitos apoiadores no Brasil, apesar das investigações policiais contra ele.
"O evento mostrou que a mensagem de Bolsonaro ainda ressoa entre muitos brasileiros, alguns dos quais evidentemente são a favor de qualquer tentativa de golpe que o coloque no poder.
- The Guardian: Tens of thousands of supporters of former Brazilian president Jair Bolsonaro have rallied in the country’s biggest city, in a show of strength against legal challenges that could put him in jail. Six blocks of São Paulo’s Paulista Avenue filled with Bolsonaro supporters, many of whom said that he was being persecuted by Brazil’s supreme court and that President Luiz Inácio Lula da Silva unfairly won his narrow victory in the 2022 election.
- Isto É: A manifestação na Paulista é bancada pelo pastor evangélico Silas Malafaia, que estimou na sexta-feira (23) desembolsar entre R$ 90 mil e R$ 100 mil para arcar com toda a estrutura do evento, como fornecimento de água, instalação de grades e transmissão pela internet – há seguranças privados, mas a Polícia Militar também atua no local. Malafaia alugou dois trios elétricos que estão dispostos em “L”: um maior, onde está Bolsonaro e os aliados mais importantes, de onde são feitos os discursos e um segundo veículo, sem estrutura de som, para abrigar os demais convidados, fotógrafos e cinegrafistas.
- Record News: Pouco antes das 17h30, os manifestantes começaram a evacuar a área da avenida Paulista após final de ato pró-Bolsonaro, realizado neste domingo (25). O ex-presidente – que passou a noite no Palácio dos Bandeirantes e chegou acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao evento –, discursou para cerca de 700 mil apoiadores, segundo informações dos organizadores, e disse ser ‘vítima de perseguição’.
- Carta Capital: A manifestação encabeçada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo 25, reuniu 185 mil pessoas em seu pico, às 15h. A estimativa de público partiu do Monitor do Debate Político, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, coordenado por Pablo Ortellado e Márcio Moretto.
A equipe tirou 43 fotos entre 15h e 17h, onze das quais foram selecionadas de forma a cobrir a extensão do ato, sem sobreposição. Na sequência, cada foto foi repartida em oito pedaços – em cada parte, o Monitor aplicou um método chamado Point to Point Network, para identificar cabeças e estimar a quantidade de pessoas.
Na contagem de público, o erro percentual absoluto médio é de 12% para mais ou para menos nas imagens aéreas com mais de 500 indivíduos.
- Portal G1: Os apoiadores começaram a chegar pela manhã e os discursos tiveram início por volta das 14h30. Bolsonaro chegou por volta das 15h, acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse horário, segundo um levantamento de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) reunia cerca de 185 mil pessoas – o ápice da manifestação.
- Secretaria de Segurança Pública: o ato na Avenida Paulista reuniu 600 mil pessoas. Considerando também os presentes nas ruas adjacentes, o público chegou a 750 mil, de acordo com a pasta do governo estadual, chefiado por Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Então, ficamos assim: a quantidade de manifestantes presentes no ato “me ajudem a tirar o cu da reta” foi de
750 mil segundo o governo estadual de São Paulo
700 mil segundo o portal Record News
600 mil segundo a Secretaria de Segurança Pública
300 mil a 350 mil segundo o Poder360
185 mil segundo o Le Monde, El País, G1 e Carta Capital
A favor da veracidade do número informado pela Carta Capital está o detalhamento do método utilizado pela USP. Outra coisa “bunitinha” foi a grana desembolsada pelo pastor Silas Mala. Veio de onde? Das doações dos fiéis ou do próprio bolso? (creio que isso é redundância)
Isso me leva à seguinte constatação: em política a “Verdade” é “fluida” e tem a precisão de acordo com os interesses de quem a veicula e de quem nela quer acreditar.
domingo, 8 de janeiro de 2023
NÃO QUERIA ESTAR VIVENDO NEM ESCREVENDO ISSO!
Mas a invasão de Brasília por uma escória de extrema direita, terroristas que entraram e barbarizaram os prédios do Palácio do Planalto, STF e Congresso Nacional me obrigam a fazer uma última condenação à barbárie descontrolada, mal contida e mal reprimida, praticada por gente que é tudo, menos avôzinhos aposentados e avozinhas fofinhas, doces e dóceis. Não são! São, volto a repetir, uma escória que não se importa em viver sob ditaduras e regimes autoritários - desde que sejam de direita, de extrema direita. Esse vandalismo só prova que democracia é um artigo de que nunca ouviram falar ou que nunca lhes interessou. Cem ônibus cheios de gado bolsonarista não surgiram do nada. Quem contratou, quem fretou? Foram planejados e financiados por uma minoria endinheirada e ainda mais radical. E me ocorre uma pergunta: o que é pior, "ladrões" que roubam dinheiro público ou "ladrões" que tentam roubar a democracia e a liberdade de todo um país? Já vi várias e lamentáveis manifestações nas redes sociais apoiando esse atentado à democracia, à Constituição Federal e ao povo brasileiro. Sabe o que são esses apoiadores? Babacas, idiotas irrecuperáveis, gente de quem eu quero distância - física ou virtual. Entrei novamente no facebook só para excluir definitivamente a "amizade" com quem publicou alguma coisa em favor dessa escória de baderneiros e terroristas. Antes só que mal acompanhado, concordam? Mas chega, pois meu fígado não aguenta mais, já estou muito nauseado com toda essa baderna e não quero falar mais nada. E estou tão puto que já dou o spoiler definitivo: amanhã sairá o último post deste blog. E agora os textos que eu tão ingenuamente quis apenas reproduzir.
Quando a senadora Simone Tebet (minha candidata preferencial à presidência) declarou seu apoio no segundo turno ao ainda candidato Lula, teria comentado que estaria “pagando um alto preço político” por isso. Eu não pagarei nada – até por não ter nenhuma grana para pagar o que quer que seja –, mas terei de suportar quatro anos com petistas falando abobrinhas nos meios de comunicação. Pelo menos isso ou até mesmo injeção na testa é melhor que suportar mais quatro anos de (des)governo do chorão.
Por isso, ao ler um artigo no portal UOL em forma de carta destinada ao Lula e publicado no dia de sua posse, vi que tudo o que eu gostaria de dizer ao novo presidente estava dito na carta do colunista Jamil Chade. A consequência imediata foi um copycola para o velho Blogson. Olhaí.
Sobrevivemos ao momento mais ameaçador de nossa jovem democracia e vencemos sem disparar um só tiro. Um homem pequeno, repugnante, violento, cruel, ignorante e irresponsável fugiu, deixando órfãos milhares de seguidores que foram fraudados por uma estratégia que usou a mentira como instrumento de poder.
Agora, temos a obrigação de reinventar o futuro, em nome daqueles que padeceram sob um governo negacionista e de tantos outros que, em suas lágrimas, viram sonhos serem esmagados. Temos a obrigação de reinventar a nossa democracia, quem somos no mundo e nossa identidade nacional múltipla, diversa e inclusiva.
A realidade, presidente, é que a partir de agora os olhos do mundo estão focados no senhor.
Aos brasileiros, sua presidência tem pela frente a tarefa hercúlea de ter de restabelecer a confiança nas instituições, de pacificar famílias, de dar sentido à função pública, de resgatar a dignidade de milhões de famintos.
Ao mundo, sua gestão terá de provar que a Amazônia não fica na periferia do Brasil. Mas sim no centro do poder, das prioridades e do projeto de nação. Dela depende, em muitos aspectos, a sobrevivência não apenas de uma democracia. Mas de nossa existência no planeta.
Ao mundo, que carece de liderança, sua presidência terá de provar que somos um parceiro confiável, que combatemos a corrupção e o crime, que somos parte das soluções para as crises do planeta. E não parte dos problemas.
Sua posse será marcada por um número inédito de delegações estrangeiras. Mas não tenha a ilusão de que isso é uma chancela pessoal apenas ao senhor. Sua vitória - e agora sua posse - eram passos fundamentais para que as democracias ocidentais pudessem dar uma resposta ao movimento de extrema direita, que ganha terreno, invade famílias, cultos, escolas, torcidas de futebol e todos os aspectos da sociedade.
Por tudo isso, considero que o senhor assume o mandato mais importante da história da democracia brasileira. Talvez essa seja a última chance que temos de desmontar um movimento bárbaro que fincou raízes profundas e armadas no Brasil.
Um eventual fracasso de sua gestão dará força e uma narrativa de legitimidade a grupos que não acreditam na democracia como pacto social.
Bolsonaro fugiu. Mas o bolsonarismo se instalou em nosso país. Ganhou assentos importantes no Senado e nos estados. E, com a ajuda da flexibilização de certas leis, abriram nas consciências armas um espaço real para o ódio.
Não há consenso sobre seu nome, as urnas mostraram isso. Muitos brasileiros não teriam votado no senhor se não fosse por uma necessidade urgente de impedir a implosão de nossa democracia. Isso sem contar com a outra metade do país que não votou pelo senhor.
Portanto, não haverá período de trégua, um silêncio de 100 dias ou uma suposta lua de mel. Como imprensa, estamos aqui para fiscalizar, cobrar e questionar. Mas também para reconhecer que decisões tomadas por sua equipe merecem ser aplaudidas: uma Funai verdadeiramente indígena, a volta da participação de mulheres em postos ministeriais, a busca por uma diversidade, uma liderança real em temas de direitos humanos, cientistas renomados responsáveis pela Saúde, ambientalistas nos cargos adequados, vozes do movimento negro no esforço de democratização.
Somos hoje uma nação violentada, uma república profanada e temos o ódio normalizado como instrumento político. O mandato de quatro anos do governo de Jair Bolsonaro termina com uma característica típica dos mandatários medíocres: a covardia.
Desejar o inferno para esse imoral não resolverá nossos problemas. Temos de desejar Justiça. Para que quem mate morra de medo. Para determinar, como bem colocou o argentino Julio Strassera, que o sadismo não é uma orientação política. É perversão moral.
A tarefa de retirar o país de um fosso, da depressão e do esgotamento é enorme. Muitos acreditam que o senhor não tem direito de errar. A cobrança é exagerada? Talvez. Mas o que está em jogo definirá nossa geração. No Brasil e no mundo.
Jamil
sexta-feira, 6 de janeiro de 2023
NÃO TENHO MAIS SACO PARA ISSO!
PARE O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!
Já percebi que estou ficando cada vez mais fragilizado emocionalmente. Séries ou filmes na TV, por exemplo, se tiverem drama e sofrimento mental eu me recuso a assistir. Se eu já estou achando o mundo, a Vida, uma merda, para que mais sofrimento (mesmo que fictício)? Outra coisa que me apavora e preocupa é que tipo de mundo minhas netinhas viverão quando estiverem com 20 anos.
Mesmo que não espere a compreensão dos radicais (e não estou nem aí), um dos motivos para me recusar eternamente a votar no chorão foi a percepção de que sua reeleição representava uma ameaça ao futuro climático do planeta, justamente pelo desmatamento desenfreado da Amazônia. Para mim, o roubo do futuro é muito pior que um eventual roubo no presente (se é que me entendem).
NOTÍCIAS POPULARES
Deu no noticiário de vários jornais: Marido imobiliza esposa para vizinho estuprá-la na virada do ano em SP. Filho da mulher chamou a polícia e os dois foram presos.
Esta notícia é tão absurda, tão indicadora da volta da barbárie, que só posso tentar fazer uma piada para impedir a náusea: O marido e o vizinho provavelmente pra lá de bêbados, devem ter cantado assim: “Vira, vira vira, virou!”
NÃO ADIANTA BUFAR!
Existem palavras com uma capacidade tão grande de provocar alucinações e confusão mental em pessoas emocionalmente mais frágeis, que se fossem medicamentos seriam classificados como “tarja preta” e teriam sua receita retida nas farmácias. Comunismo e democracia, por exemplo, são duas dessas.
Pessoas de má fé utilizam as palavras comunismo e comunista para semear o medo entre a população mais conservadora. Já democracia tem o efeito inverso. Regimes e líderes autoritários, ditatoriais adoram declarar-se democratas e a favor da democracia. E aí a vontade é dizer "me engana que eu gosto!"
Esta conversa fiada serve como introdução a uma piada que outro dia alguém me contou. Uma ótima piada, talvez a melhor do ano passado. Alguém teria dito ou escrito que “os comunistas não são patriotas, pois o comunismo é internacional”.
Eu já comecei a rir do uso das palavras “comunista” e “comunismo”, que funcionam como rótulos perfeitos para quaisquer tipos de “males” e "ameaças" à sociedade e às crenças ou valores de muita gente, especialmente se forem mais idosos ou com uma situação financeira tranquila. Votou no Lula? Comunista. É a favor do aborto? Comunista. É a favor da “ideologia de gênero” (o que quer que isso signifique)? Comunista. E por aí vai.
Mas, voltando à frase, fiquei encantado com a “inteligência” ou má fé de quem a formulou. Por isso, bateu a vontade de identificar "comunistas" ocultos dentre as pessoas de bem. Afinal, todo cuidado é pouco!
E fiquei pensando que se o Cristianismo tem seguidores em todas as partes do mundo (mais internacional, impossível!), então todos os cristãos são comunistas. Foda!
Comunistas também são os principais controladores das montadoras de automóveis, das empresas de exploração e refino de petróleo e de todas as multinacionais.
Outro exemplo: sempre ouço dizer (e concordo) que o Capital não tem pátria (nem ideologia). Nesse caso, seguindo o raciocínio da piada e ainda que isso soe estranho, os bilionários capitalistas são comunistas – mesmo que o Warren Buffett bufe contrariado.
Piadinha mais sem graça, sô!
DITADOS POPULARES
Existem duas máximas (ou ditados) em linguagem chula que dizem quase a mesma coisa:
"Pimenta no cu dos outros é refresco" e "Se o cu não é meu, pau nele". Lembrei-me disso pela notícia que acabei de ler:
Gasto de milhões com lubrificante sexual causa polêmica na Argentina
Programa 'Haceme tuyo' (faça-me seu, em tradução livre do espanhol) gastou 500 milhões de pesos argentinos (R$ 15 milhões) na compra do produto.
Aqui no Brasil, em abril de 2022, quando o imbroxável estava em pleno gozo de seu mandato presidencial, saiu a notícia de que o Exército fez um gasto de R$ 3,5 milhões na compra de próteses penianas.
Isso só prova uma coisa: independente do fato de um governo ser de direita ou de esquerda, qualquer despesa pouco convencional ou supérflua será sempre enfiada no cu da população.
Já percebi que estou ficando cada vez mais fragilizado emocionalmente. Séries ou filmes na TV, por exemplo, se tiverem drama e sofrimento mental eu me recuso a assistir. Se eu já estou achando o mundo, a Vida, uma merda, para que mais sofrimento (mesmo que fictício)? Outra coisa que me apavora e preocupa é que tipo de mundo minhas netinhas viverão quando estiverem com 20 anos.
Mesmo que não espere a compreensão dos radicais (e não estou nem aí), um dos motivos para me recusar eternamente a votar no chorão foi a percepção de que sua reeleição representava uma ameaça ao futuro climático do planeta, justamente pelo desmatamento desenfreado da Amazônia. Para mim, o roubo do futuro é muito pior que um eventual roubo no presente (se é que me entendem).
NOTÍCIAS POPULARES
Deu no noticiário de vários jornais: Marido imobiliza esposa para vizinho estuprá-la na virada do ano em SP. Filho da mulher chamou a polícia e os dois foram presos.
Esta notícia é tão absurda, tão indicadora da volta da barbárie, que só posso tentar fazer uma piada para impedir a náusea: O marido e o vizinho provavelmente pra lá de bêbados, devem ter cantado assim: “Vira, vira vira, virou!”
NÃO ADIANTA BUFAR!
Existem palavras com uma capacidade tão grande de provocar alucinações e confusão mental em pessoas emocionalmente mais frágeis, que se fossem medicamentos seriam classificados como “tarja preta” e teriam sua receita retida nas farmácias. Comunismo e democracia, por exemplo, são duas dessas.
Pessoas de má fé utilizam as palavras comunismo e comunista para semear o medo entre a população mais conservadora. Já democracia tem o efeito inverso. Regimes e líderes autoritários, ditatoriais adoram declarar-se democratas e a favor da democracia. E aí a vontade é dizer "me engana que eu gosto!"
Esta conversa fiada serve como introdução a uma piada que outro dia alguém me contou. Uma ótima piada, talvez a melhor do ano passado. Alguém teria dito ou escrito que “os comunistas não são patriotas, pois o comunismo é internacional”.
Eu já comecei a rir do uso das palavras “comunista” e “comunismo”, que funcionam como rótulos perfeitos para quaisquer tipos de “males” e "ameaças" à sociedade e às crenças ou valores de muita gente, especialmente se forem mais idosos ou com uma situação financeira tranquila. Votou no Lula? Comunista. É a favor do aborto? Comunista. É a favor da “ideologia de gênero” (o que quer que isso signifique)? Comunista. E por aí vai.
Mas, voltando à frase, fiquei encantado com a “inteligência” ou má fé de quem a formulou. Por isso, bateu a vontade de identificar "comunistas" ocultos dentre as pessoas de bem. Afinal, todo cuidado é pouco!
E fiquei pensando que se o Cristianismo tem seguidores em todas as partes do mundo (mais internacional, impossível!), então todos os cristãos são comunistas. Foda!
Comunistas também são os principais controladores das montadoras de automóveis, das empresas de exploração e refino de petróleo e de todas as multinacionais.
Outro exemplo: sempre ouço dizer (e concordo) que o Capital não tem pátria (nem ideologia). Nesse caso, seguindo o raciocínio da piada e ainda que isso soe estranho, os bilionários capitalistas são comunistas – mesmo que o Warren Buffett bufe contrariado.
Piadinha mais sem graça, sô!
DITADOS POPULARES
Existem duas máximas (ou ditados) em linguagem chula que dizem quase a mesma coisa:
"Pimenta no cu dos outros é refresco" e "Se o cu não é meu, pau nele". Lembrei-me disso pela notícia que acabei de ler:
Gasto de milhões com lubrificante sexual causa polêmica na Argentina
Programa 'Haceme tuyo' (faça-me seu, em tradução livre do espanhol) gastou 500 milhões de pesos argentinos (R$ 15 milhões) na compra do produto.
Aqui no Brasil, em abril de 2022, quando o imbroxável estava em pleno gozo de seu mandato presidencial, saiu a notícia de que o Exército fez um gasto de R$ 3,5 milhões na compra de próteses penianas.
Isso só prova uma coisa: independente do fato de um governo ser de direita ou de esquerda, qualquer despesa pouco convencional ou supérflua será sempre enfiada no cu da população.
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Minhas netas de sete e oito anos são educadas pelas mães para não dizerem palavrões, pois são palavras vulgares, “palavras grandes”. E ela...
