domingo, 21 de junho de 2026

ENSINA-ME A VIVER

Outro dia, talvez devido ao recente período de grande sofrimento e dor em que vivi, surgiram duas frases em minha mente, endereçadas a quem me soergueu e espantou a vontade real e inconsciente de morrer que eu sentia: “Ensina-me a ter alegria” e “Ensina-me a viver”, pois tudo o que desejo agora é viver. E nem preciso dizer por que nem ao lado de quem. Estava pensando em escrever alguma coisa nessa linha, quando me lembrei de que a frase “ensina-me a viver” é o título de um filme exibido por aqui em 1971, por aí. Segundo a Wikipédia, foi classificado em 45º lugar na lista dos 100 filmes mais engraçados de todos os tempos do American Film Institute em 2000.
 
Tentando rever alguma das cenas hilárias do filme, acabei descobrindo que ainda pode ser visto na Apple TV ou Prime Vídeo. No Youtube, além do trailer,  há vários trechos desse filme, uma espécie de degustação cinematográfica. Por isso, embora não seja o tipo de assunto com a cara do Blogson, resolvi postar a resenha do filme, acreditando que ninguém ou quase ninguém dos leitores do blog já o assistiu. E o motivo é simples: eu tinha 20 anos quando o assisti no cinema; hoje eu tenho 76 anos (provavelmente um dos blogueiros mais velhos ainda em atividade). Dado o recado, olhaí parte da resenha (para não estragar o prazer de quem quiser assistir ao filme).
 
 
Harold Chasen é um jovem obcecado pela morte. Ele encena elaborados suicídios falsos, frequenta funerais (geralmente de pessoas que não conhece) e dirige um carro funerário, tudo para grande desgosto de sua mãe, uma socialite rica e egocêntrica. Sua mãe o envia a um psicanalista, arranja encontros às cegas para ele e lhe compra um carro de luxo, planos que ele subverte à sua maneira.
Um dia, durante o funeral de um desconhecido, Harold conhece Maude, uma senhora de 79 anos, e descobre que compartilham um hobby. Harold fica encantado com a visão peculiar de Maude sobre a vida, que é alegre e deliciosamente despreocupada em contraste com seu semblante mórbido. Maude mora em um vagão de trem desativado e não hesita em infringir a lei; ela é bastante habilidosa em roubar carros e arranca rapidamente uma árvore doente da calçada para replantá-la na floresta. Ela e Harold criam um laço, e Maude mostra a Harold os prazeres da arte e da música (inclusive como tocar banjo) e o ensina a aproveitar ao máximo seu tempo na Terra.
Enquanto isso, a mãe de Harold está determinada, contra a vontade dele, a encontrar uma esposa para ele. Uma a uma, Harold assusta e horroriza cada uma de suas pretendentes virtuais, fingindo cometer atos horríveis, incluindo autoimolação, automutilação e seppuku. Sua mãe tenta alistá-lo no exército enviando-o para a casa de seu tio, que perdeu um braço servindo sob o comando do General MacArthur na Segunda Guerra Mundial, mas Harold impede o recrutamento encenando uma cena em que Maude se passa por uma manifestante pacifista e Harold aparentemente a assassina por fanatismo militarista (...).

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