Talvez, por ter ficado viúvo em dezembro (momento tristíssimo, devastador), deve ter sido
em janeiro passado que ganhei de uma amiga o livro A morte é um dia que vale
a pena viver, escrito por uma médica especialista em cuidados paliativos,
prestados a doentes em estágio terminal e a seus familiares.
Comecei a lê-lo,
mas a leitura não progredia. Só agora, durante a semana em que me afastei do
blog e de toda a internet, consegui, recomeçando do zero, chegar ao final.
Em uma de suas
páginas encontrei um poema de Rabindranath Tagore, prêmio Nobel de Literatura
em 1913. Tagore foi um polímata indiano – poeta, romancista, dramaturgo,
ensaísta, compositor, pintor, filósofo, reformador social, educador, linguista
e gramático – e o primeiro asiático a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura.
O resto, para quem
se interessar em conhecer um pouco mais, já sabe: Wikipédia, internet etc.
Porque minha intenção é apenas postar aqui, neste blog desclassificado, o poema
que li. Bora lá.
Não me deixe rezar por proteção contra os
perigos, mas pelo destemor em enfrentá-los.
Não me deixe implorar pelo alívio da dor, mas
pela coragem de vencê-la.
Não me deixe procurar aliados na batalha
da vida, mas a minha própria força.
Não me deixe suplicar com temor aflito
para ser salvo, mas esperar paciência para merecer a
liberdade.
Não me permita ser covarde, sentindo sua
clemência apenas no meu êxito, mas me deixe
sentir a força da sua mão quando eu cair.
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