Você consegue imaginar que no teocrático Irã atual já existiu uma autora de poemas transgressores e sensuais? Pois é, eu não sabia. Segundo a Wikipédia, “Forugh Farrokhzad, foi uma influente poeta e diretora de cinema iraniana. Ela foi uma controversa poeta modernista e uma autora iconoclasta e feminista. Farrokhzad morreu em um acidente de carro aos 32 anos”, em 1967, antes, portanto da chegada do aiatolá Khomeini. Mesmo assim, fica a pergunta: teria sido mesmo acidente? Se quiser saber mais, por favor, peça ao Google, ao ChatGPT, ao Donald Trump ou em quem você pensar. Meu negócio é publicar, divulgar um de seus poemas. Lê aí.
Cometi um pecado cheio de prazer,
num abraço quente e ardente.
Pequei rodeada por braços
quentes, vingadores e de ferro.
olhei em seus olhos cheios de segredos.
Meu coração impacientemente palpitava em meu peito,
em resposta ao anseio de seus olhos.
sentei-me desgrenhada ao seu lado.
Seus lábios derramaram paixão sobre os meus,
e escapei da dor do meu coração enlouquecido.
Eu te quero, ó minha vida,
eu te quero, ó abraço que dá vida,
ó meu amante enlouquecido, você.
o vinho tinto dançava na taça.
Na cama macia, meu corpo
embriagado tremia sobre seu peito.
ao lado de uma forma trêmula e estupefata.
Ó Deus, quem sabe o que fiz
naquele recanto escuro e silencioso.
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