sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

HAJA SACO!

 
O Natal já passou, mas hoje eu vi uma imagem na TV que me fez coçar a cabeça. Em uma propaganda da Havan aparece um “Papai Noel” todo de azul e branco. Papai Noel vestido de azul? Fiquei pensando que poderia ser influência da música do Simonal (“vesti azul, minha sorte então mudou”), mas creio que o buraco é mais embaixo.
 
De um sujeito que veste um ridículo terno verde e camisa amarela pode se esperar tudo (se bobear, até financiar bloqueios de caminhoneiros nas estradas). O que pega mesmo talvez seja a cor vermelha da roupa tradicional do “bom velhinho”. Tenho certeza de que os inteligentíssimos leitores e leitoras do blog sabem, mas o Véio da Havan ou não sabe ou não concorda com aquela aparência de "comunista" gordo que a Coca Cola popularizou a partir de 1931 Transcrevendo a partir de agora:
 
“Em 1931, a Coca-Cola deu um novo e definitivo visual para Papai Noel. Convidou o ilustrador americano Haddon Sundblom para desenhar a imagem de sua campanha de Natal daquele ano. O objetivo era incentivar os consumidores a beber Coca-Cola no inverno. Desde 1920, a empresa usava a imagem de Papai Noel para promover o refrigerante. (...) O Papai Noel de Haddon Sundblom era bem diferente: tinha um aspecto inequivocamente humano, sobretudo nos traços do rosto, com bochechas vermelhas e um sorriso jovial. Sua barba e cabelos eram mais volumosos, anelados e de aparência macia, a roupa em vermelho vivo recebeu contornos de uma fofa pele branca. Enfim, um Papai Noel bonachão, alegre e acolhedor. Sundblom teve a persistência ou a intuição de sempre desenhar a mesma figura em todas as campanhas da Coca-Cola por mais de trinta anos. Com isso, consolidou a imagem de Papai Noel que conhecemos hoje”. (https://ensinarhistoria.com.br/a-historia-de-papai-noel/).
 
Resumindo, a cor vermelha é a da Coca Cola, mané! Eu sempre achei o dono da Havan um idiota com pós graduação, mas vestir o bom velhinho de azul ultrapassa a fronteira do risível e do ridículo. Minha modesta sugestão é que ele passe a utilizar um substituto genuinamente nacional, o “Vovô Índio”, criado para expulsar o Papai Noel das terras brasileiras por um aloprado integralista no início da década de 1930. Se duvida ou quer saber mais, siga o link  em https://www.bbc.com/portuguese/geral-59754485
 
Como teria dito o Einstein, “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta”.

2 comentários:

  1. Tem razão. Alguns emblemas são super bem escolhidos (arco íris, por exemplo), outros são lamentáveis equívocos A multinacional e ultracapitalista Coca Cola ser taxada de socialista) e outros exibem o radicalismo de quem os escolheu. A bandeira não tem dono, não define ninguém especificamente. É simbolo de um país e de um povo, não deste ou daquele grupo.

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  2. Quem acredita nessas bobagens se "instrue" com vídeos tik-tok, porque pensar dá trabalho. Tentei achar sem sucesso uma frase que li recentemente. Acho que é assim: "O capital não tem ideologia"

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