Estou perdendo vocabulário. É como se as
palavras aprendidas por último não tivessem se fixado adequadamente no cérebro.
Estou me perdendo nas regras gramaticais. Mesmo não as tendo estudado
adequadamente, eu “tocava de ouvido”, graças às leituras feitas ao longo da
vida. Hoje me vejo sempre as atropelando ou sendo por elas atropelado. Nem sei
mais se o correto é “me vejo” ou “vejo-me” nem se fica melhor ou correto “as
atropelando” ou “atropelando-as”.
Estou esquecendo o nome das coisas e das
pessoas. Esquecer o nome das pessoas nem tem graça, pois fiz isso a vida
inteira. Triste é pensar em alguma coisa ou objeto, visualizar a imagem, mas
não conseguir lembrar do nome. A propósito, o correto seria “lembrar o nome” ou
“lembrar-me do nome”? E mais, o certo é lembrar do nome ou lembrar o
nome? Tudo isso está embaralhado na minha cabeça. Como sempre escrevo meus textos no Word, esse editor acaba de me alertar
(ou alertar-me?) com sua “cobrinha” verde que o correto seria “lembrar-me do” ou “lembrar o”. Obrigado, Word, mas não sei se me lembrarei disso
depois!
Voltando aos objetos, é terrível
visualizá-los e não ter legenda embaixo. Lembro-me de minha mãe quando me disse
ter ficado tristíssima ao não conseguir lembrar-se de seu próprio nome. Imagino
que se referia ao seu nome completo.
Segundo a Wikipédia, “Estima-se que a população global chegou a 7,7 bilhões, em abril de 2019”. Pela falta de vacina, essa imensa população tem sido castigada pela pandemia provocada pelo coronavírus. O cérebro humano (e imagino que o meu também) tem 100 bilhões de neurônios. Tenho medo que meus neurônios sejam castigados por uma pandemência para a qual também ainda não há remédio.
Alguém poderá perguntar o que a Covid-19 tem a ver (ou tem haver?) com o assunto esquisito deste post. E eu serei forçado a fazer uma confissão: não sei, imagino que isso seja apenas fruto de minha confusão mental.
Segundo a Wikipédia, “Estima-se que a população global chegou a 7,7 bilhões, em abril de 2019”. Pela falta de vacina, essa imensa população tem sido castigada pela pandemia provocada pelo coronavírus. O cérebro humano (e imagino que o meu também) tem 100 bilhões de neurônios. Tenho medo que meus neurônios sejam castigados por uma pandemência para a qual também ainda não há remédio.
Alguém poderá perguntar o que a Covid-19 tem a ver (ou tem haver?) com o assunto esquisito deste post. E eu serei forçado a fazer uma confissão: não sei, imagino que isso seja apenas fruto de minha confusão mental.
Também venho sentindo há tempos a mesma coisa. Também não sei recitar de cor quase que nenhuma regra gramatical, também sempre que toquei meio de ouvido. Também venho sentindo que "perco" as palavras muitas vezes e que minhas dúvidas quanto a escrever certo esta ou aquela frase estão a aumentar.
ResponderExcluirUma primeira explicação que me ocorre é que quanto mais perguntas, mais dúvidas. Quanto mais escrevemos, maiores as dúvidas de como fazê-lo de forma correta. A prática não leva à perfeição, mas sim à dúvida.
A segunda explicação que me ocorre, e temo ser a verdadeira, é que desde que comecei a escrever o Marreta, tenho lido cada vez menos. Muitas vezes, estou tentando ler algum livro, alguma coisa e paro e me desconcentro a pensar e a procurar por assuntos para escrever e postar. Não sei se isso também acontece com você. Mas nossa necessidade de escrever, de manter abastecidos nossos bichinhos virtuais, está nos roubando precioso tempo de leitura, de onde tirávamos nosso vocabulário e nosso "talento" para tocar de ouvido.
Creio que seja isso; fora, é claro, a podridão, meu velho.
No meu caso, a primeira explicação é "a podridão". Vira e mexe estou precisando recorrer à internet para conferir alguma "batata gramatical" que esteja mastigando. Fora o vocabulário. Quando eu comecei o blog simplesmente postava o que já tinha escrito e enviado por e-mail ao “grupo dos infelizes” (amigos de quem conhecia o e-mail). Não me preocupava muito, até por ter optado por uma linguagem coloquial (às vezes escrevendo “para”, em outras “pra”). Ultimamente tenho me preocupado mais com isso – mesmo que a qualidade não tenha melhorado -, mas fico inseguro e cheio de dúvidas. Lembrando um presente que ganhei de “Lord Wilmore”, um leitor desaparecido,
Excluir“Embora muito nos tenha sido tomado, muito resta; e embora
Já não sejamos aquela força que nos velhos tempos
Moveu a terra e os céus, somos aquilo que somos —
Uma disposição firme de corações heroicos,
Enfraquecidos pelo tempo e pela sina, mas fortes em determinação
De tentar, buscar, encontrar e não desistir.”
Acho que é isso que somos, blogueiros teimosos.
Olha, algumas das dúvidas e erros mais comuns cometidos por quem se mete a escrever estão bem resumidos e esclarecidos no Manual de Redação e Estilo do Estadão. Eu tenho a edição impressa, mas achei um pdf bem legal para você consultar ou também baixar e ter como arquivo em seu computador se quiser.
ExcluirPara baixar é só acessar o link a seguir, ir na barra de ferramentas do documento e clicar no ícone ao lado direito da impressora, o que tem uma folha com uma seta para baixo.
https://fasam.edu.br/wp-content/uploads/2016/07/Manual-de-Reda%C3%A7%C3%A3o-e-Estilo-Estad%C3%A3o.pdf