segunda-feira, 30 de novembro de 2020

COMENTANDO OS COMENTÁRIOS

Meu amigo Bolsonaro não dá mole para o acaso. Com ele é “na tiôia” (como dizia um amigo já falecido). Nunca soube o que é “tiôia”, mas agora é tarde para perguntar. Poderia também dizer que com ele é oito ou oitenta - ou preto no branco, mas não sei mais como traduzir essa expressão para os tempos atuais. O certo é que ele espera ver tudo em pratos limpos quando o assunto é (re)eleição.
 
Aparentemente, talvez movido por alguma paranoia (leve, muito leve!) e para não correr o risco de ser chamado de “maneta”, esse meu amigo não põe a mão no fogo (estou esgotando todos os clichês) pela lisura e infalibilidade dos processos eleitorais existentes, seja nos Estados Unidos ou aqui. Segundo ele, "aconteceram" fraudes no recente processo eleitoral americano - que é uma das maiores zonas que já vi e que utiliza voto em papel. Suas “fontes” também deveriam ter-lhe dito “vá para luz!”
 
Quando fala sobre o sistema brasileiro de urnas eletrônicas é taxativo: “não adianta alguém bater no peito e dizer que é seguro, não tem como comprovar". Talvez, para tranquilizar nosso presidente e acabar com todas as possibilidades de fraude, o melhor seja não ter voto nenhum - ou ter apenas um candidato em quem votar. Isso o faria feliz e lhe daria um sono tranquilo.

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