quinta-feira, 2 de outubro de 2014

MELHOR IDADE? SEI...

Desde a primeira vez que ouvi alguém usar a expressão “melhor idade” eu fiquei puto. Sério! Isso é coisa de gente hipócrita ou criação de alguma assistente social de órgão público. Essa asneira é tremendamente ofensiva para quem já passou dos cinquenta. Melhor idade em que, pombas?

Pense bem, aos sessenta anos (data de partida da “melhor idade”) – ou até antes disso – o(a) infeliz está da seguinte forma: tudo o que deveria aumentar ou manter-se, diminui. Por outro lado, o que deveria diminuir ou manter-se, aumenta. A pressão arterial, a glicose, a perda de memória e a barriga aumentam. Diminui a resistência, o sono, a audição, a visão, a disposição e o tônus muscular.

E por falar em tônus, aliado a tudo isso, há ainda o efeito da força gravitacional (salve, Newton!) sobre o corpo; com a perda de tônus muscular, tudo cai – as pálpebras caem, as bochechas, os seios, as bundas, as pelancas, as papadas e até os cabelos. Isso, sem falar na ereção, pois, quando ainda existe (existe!!), a coisa fica como as bandeiras de prédios públicos em dias de luto oficial: a meio pau...

Por isso, pensando naqueles que ainda insistem em tentar enganar os velhinhos com o papo furado de “melhor idade”, eu sugiro outro nome para essa faixa etária, um nome mais condizente com a queda dos corpos:

GRAVIDADE...


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