Recentemente, em um programa tipo “talk show” que passa no canal “People& Arts", um dos
convidados contou um caso de família muito divertido. Segundo ele, quando
atingiu a idade em que os dentes de leite começam a ser substituídos, começou a
colocá-los debaixo do travesseiro, para que a Fada dos Dentes viesse buscá-los. Na manhã seguinte sempre encontrava uma
moeda de cinquenta “cents”. Intrigado
com aquilo, perguntou ao pai por que seus colegas sempre ganhavam uma Libra (o programa é inglês) enquanto que
a fada só deixava para ele aquela mixaria. O pai, olhando para sua mãe,
respondeu: “É porque a esposa da
Fada dos Dentes não trabalha”.
Por que reproduzi esse caso? Calma, você já,
já saberá, mas só no final deste post. Por isso, acomode-se na cadeira, relaxe
e faça uma boa viagem.
Você sabe o que é “Efeito Rebanho”? Confesso que eu não sabia, pelo menos não com
esse nome. Conheço (e pratico) imunidade ou imunização de grupo, mas só fiquei
sabendo da expressão pelos comentários de Luiz Henrique Mandetta, na época em
que ainda era ministro da Saúde. Descobri na Internet (onde faço meu
pós-doutorado em assuntos diversos e/ou irrelevantes) que "Imunização de grupo, ou Efeito Rebanho é um termo muito usado
quando se fala de vacinação. Ele se refere ao fato das vacinas não protegerem
apenas quem é vacinado, mas sim a todas as pessoas que estão ao seu
redor!".
Em outras palavras, "O efeito rebanho faz com que mesmo pessoas não vacinadas sejam
protegidas contra doenças. Mas só funciona se muita gente se vacinar". Em nossa casa contamos com esse efeito para proteger minha mulher da gripe, pois ela é
alérgica a um dos componentes da vacina que todo ano o governo disponibiliza
para combater eventuais surtos de Influenza.
Eu e o filho que mora conosco tomamos essa vacina e torcemos para que se crie
em torno de minha mulher uma barreira ou escudo imunológico que a proteja.
O drama atual é que ainda não existe vacina contra
o Corona vírus para criar uma mega biosfera natural. Ou melhor, não há vacina que permita criar um “Efeito Rebanho” através da vacinação em massa. Mas há uma alternativa, defendida pelo ex-ministro da
cidadania Osmar Terra e, parece, corroborada até recentemente pelo Mito, que é criar um efeito rebanho à moda
antiga, nos moldes da Gripe Espanhola, ou seja, deixar rolar a epidemia, até que 70% da
população tenha sido contaminada. Quando isso acontecer, o vírus será
finalmente controlado.
A propósito dessa ideia, o ex-ministro Mandetta fez esta declaração: “Ele (Osmar Terra) tem uma visão própria sobre o coronavírus, acha que todos deveriam se contaminar para ter uma imunização rápida. Para quem morresse, seria uma morte calculada".E arremata de forma irretocável: "Esse efeito de rebanho é contra os meus princípios”. Grande Mandetta!
A propósito dessa ideia, o ex-ministro Mandetta fez esta declaração: “Ele (Osmar Terra) tem uma visão própria sobre o coronavírus, acha que todos deveriam se contaminar para ter uma imunização rápida. Para quem morresse, seria uma morte calculada".E arremata de forma irretocável: "Esse efeito de rebanho é contra os meus princípios”. Grande Mandetta!
O médico infectologista e professor do Departamento de Clínica Médica da UFMG, Unaí Tupinambás, tem a mesma opinião do ex-ministro Mandetta. Caso se buscasse a imunidade de rebanho, "Em Minas Gerais, por exemplo, morreriam cerca de 150 mil pessoas", segundo sua estimativa.
O que me impressionou no Osmar Terra foi saber que ele é o parlamentar (o cara é deputado federal) que mais difundiu fake news sobre a Covid-19 pelo Twitter. Também teria dito através de sua assessoria que "desinformação é informação que a mídia não gosta ou não concorda." Aparentemente, o deputado e ex-ministro aprecia aquele ditado popular que ensina que "se o cu não é meu, pau nele". Ou aquele outro que diz que "pimenta no cu dos outros é refresco".
Que se pode dizer de sério sem ser ofensivo a um sujeito assim? Perguntar a ele se "cachorro que late n'água late em terra"? (ué, qual o problema? O cara tem mar e terra no nome!). "Jacaré no seco anda"? Não tem jeito, não dá para levar a sério um sujeito com esse tipo de pensamento. Mas tem gente que aprova! Fico imaginando que entre seus apoiadores (estou falando do Terra!) muitos devem estar ligados às atividades econômicas que experimentariam um crescimento exponencial se suas ideias fossem adotadas. No caso, agências funerárias, fabricantes de caixões, floriculturas, etc.
E aí é que entra o “Efeito Manada”. Segundo minha preceptora Wikipédia, “efeito manada ou comportamento de manada é um termo usado para descrever situações em que indivíduos em grupo reagem todos da mesma forma, embora não exista direção planejada. O termo se refere originalmente ao comportamento animal. Por analogia, também se aplica ao comportamento humano, quando cada indivíduo decide imitar a decisão de outros supostamente mais bem informados, ou seguir a maioria”.
Ultimamente tenho visto as demonstrações mais deprimentes desse efeito manada, seja nas carreatas e manifestações em apoio ao Bolsonaro ou nas postagens mais delirantes que vejo no Facebook (imagino que seja assim também em outras mídias sociais). E fico me perguntando se isso é real ou um teatro para impressionar os idiotas e indecisos. Imagino que esse tipo de comportamento radical e ensandecido de pessoas aparentemente normais seja uma reação ao comportamento que líderes mais ou menos messiânicos, mais ou menos populistas -, mas sempre radicais - exibem.
E isso se aplica tanto aos adoradores do Lula quanto aos seguidores incondicionais do presidente atual. É como se todos fossem cegos e só conseguissem enxergar pelos olhos de seu ídolo. E aí vai a manada seguindo bovinamente tudo o que seu mestre mandar, fizer ou falar, acreditando sem crítica, sem refletir, em tudo o que dizem. E nessa festa de ruminantes quem corre o risco de ser mascado e babado é o resto da população. Eu, particularmente, confio mais na Fada dos Dentes que nesses dois boçais. Foda!
E isso se aplica tanto aos adoradores do Lula quanto aos seguidores incondicionais do presidente atual. É como se todos fossem cegos e só conseguissem enxergar pelos olhos de seu ídolo. E aí vai a manada seguindo bovinamente tudo o que seu mestre mandar, fizer ou falar, acreditando sem crítica, sem refletir, em tudo o que dizem. E nessa festa de ruminantes quem corre o risco de ser mascado e babado é o resto da população. Eu, particularmente, confio mais na Fada dos Dentes que nesses dois boçais. Foda!




