Recentemente uma pessoa queridíssima disse
que eu sou “um poeta”. Discordei da avaliação, mas me lembrei de um verso da
música “Espelho”, do João Nogueira, que diz: “Me beijaram a boca e me tornei
poeta”. Pensando sobre isso, cheguei à conclusão de que posso me considerar um
poeta, mesmo que seja um poeta medíocre, talvez um sub-poetinha ou poeteiro
(cuidado com a leitura!), autor de versos sem a elegância, beleza e
profundidade dos grandes dessa área. Mesmo assim, um poeta. E foi esta reflexão
que deu origem ao poema a seguir. Se quiserem podem malhar sem medo. Já tomei tanta
pedrada na vida, que algumas a mais não farão diferença. Lêaí.
Eu tinha vergonha em dizer – não dizia –
Que às vezes tentava escrever poesia.
Achava que não tinha jeito,
Que me faltava talento
Para passar para um verso
O que sentia por dentro.
Para mim,
O que escrevia eram textos:
Prosa quebrada depois
Em frases curtas, pequenas
Para parecer um poema.
Hoje me considero poeta.
Não um grande poeta,
Nem mesmo um poetinha.
Pouco importa!
Meus versos quebrados refletem
Emoções não fracionadas,
Sentimentos vividos inteiros.
E já não disfarço
Quando me move o desejo
De registrar o sentir.
Que às vezes tentava escrever poesia.
Achava que não tinha jeito,
Que me faltava talento
Para passar para um verso
O que sentia por dentro.
O que escrevia eram textos:
Prosa quebrada depois
Em frases curtas, pequenas
Para parecer um poema.
Não um grande poeta,
Nem mesmo um poetinha.
Pouco importa!
Emoções não fracionadas,
Sentimentos vividos inteiros.
E já não disfarço
Quando me move o desejo
De registrar o sentir.
Mesmo simplórios,
E em estilo rude,
Meus versos são meus...
E em estilo rude,
Meus versos são meus...
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