quinta-feira, 23 de julho de 2026

CORRENTE ALTERNADA

 
Vivendo entre o céu e o inferno
No calor do Saara ou no frio polar
A fome pungente e o lauto jantar
No alegre playground ou total solidão
 
Alternando euforia e melancolia
Na maior parte do tempo, tristeza, apatia
Felicidade só em um único dia
Presença? Alegria explodindo
Na ausência, confesso: alegria em recesso
 
Não sei como aguentar tudo isso
Oscilando entre a fossa e a alegria
No rarefeito ar do Everest ou no fundo
Mais fundo do mar mais profundo
 
Coração quase a infartar
Me sentindo um rotor
De corrente alternada girando
Girando, girando, girando
 
E eu me pergunto: até quando?
Como poder aguentar?
Mas sei que é o que quero, desejo
Que isso nunca se acabe
Só preciso saber suportar

2 comentários:

  1. Bom dia:- Poema profundo, intenso, que li e reli com gosto. Parabéns pela criatividade poética.
    .
    Saudações cordiais e poéticas
    .

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    Respostas
    1. Obrigado, Ryk@rdo! Este comentário, vindo de um poeta maior, me alegra muito!

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