Amanhã você comemorará seu aniversário e eu comemorarei mais ainda, porque você é o melhor presente de Natal que ganhei em
toda a minha vida, justamente por ter nascido nesse dia. Não às 23h55min ou à zero hora
mais dez minutos, mas às 11h35min da manhã do dia 25 de dezembro. Nada mais
natalino ou natalício, concorda? Mas nenhum desses é seu nome, pois tivemos o
bom senso de registrá-lo com um nome de gente normal (afinal, tenho experiência
nisso!).
E este post é uma homenagem a quem foi e
continua sendo o responsável pela maior emoção que já senti na vida: me saber
pai. Um pai muito novo, muitíssimo inexperiente, pois tinha apenas 26 anos
quando você nasceu. Você nunca desejou ter filhos – e creio que você estava
certo – mas a emoção de ser pai, ainda mais de ser pai pela
primeira vez é única, algo que só quem a sente pode entender. Essa sensação,
acredito, é universal para os pais de primeira viagem. Há algo especial no
“pontapé inicial” que um primogênito provoca na vida de um casal.
A emoção de ver os filhos nascerem é sempre
avassaladora, mas a primeira vez é um divisor de águas. Talvez minha pouca
idade e inexperiência tenham intensificado tudo. Não sei. O que sei é que olhar
para um bebê recém-nascido, lindo (você e seus irmãos são bonitos pra caramba –
e isso não é minha culpa!), tão frágil e indefeso, mudou para sempre minha
forma de medir o mundo. Todos os sentimentos passaram a ter você como o ponto
máximo da escala. Nunca houve nada que superasse essa emoção.
Ver seu desenvolvimento intelectual, sempre
rápido e surpreendente, foi outra experiência marcante. As primeiras alegrias
de ser pai foram estratosféricas (só igualadas às que senti com seus irmãos).
Mas, com a intensidade, vieram também as primeiras preocupações, remorsos e
culpas.
É inegável: você me redimensionou como
pessoa. Usando as palavras de Gilberto Gil, foi você que me deu "régua e
compasso". Você foi decisivo para que eu tentasse ser melhor, mais humano,
mais livre para demonstrar amor e afeto. Espero ter conseguido. E isso sem
mencionar sua inteligência e seus múltiplos e incríveis talentos!
Se este texto é uma homenagem escancarada a
você, preciso deixar claro que seus irmãos têm a mesma importância para mim.
Cada um deles é depositário da melhor parte do que sou. Jamais consegui
imaginar gostar mais de um do que de outro. Essa é uma certeza tranquila e
serena, pois o amor que sinto por cada um de vocês é absolutamente igual, e
minha Amada e vocês, “nossas crianças”, são o que dá sentido à minha vida.
Para encerrar, uso uma imagem espacial: se os
pais fossem como o solo lunar, você seria como a bota do primeiro homem a pisar
na Lua, pois a marca da sua pegada jamais será igualada em importância e
significado.
Obrigado, Fabiano.
ResponderExcluirIndependentemente da publicação que li com muito gosto, aplaudo e elogio, passo a fim de deixar votos de um Feliz e Santo Natal, extensivos à sua família e amigos. Que no seu LAR haja Saúde, Paz e Amor
ResponderExcluir.
Pensamentos e devaneios poéticos
.
Obrigado, Ryk@rdo, te desejo o mesmo.
ExcluirBelo texto, Jotabê!!
ResponderExcluirBela homenagem ao primogênito.
De fato, ser pai muda um botão na sua vida, é exatamente como você disse. E não sei o que afeta mais, se é ser pai jovem, como você, ou ser pai mais velho, como eu; talvez em ambas idades o baque seja o mesmo e talvez o mais velho, leve uma vantagem pelo pouco mais de experiência de vida acumulada.
E veja que eu também não queria ter filhos.
Até que tive.
E meu mundo mudou.
E foi e tem sido muito bom.
Fico feliz pelo comentário e mais ainda pela experiência intransferível que você viveu e vive.
ExcluirFui eu quem comentei mas não sei porquê saiu anônimo. Acho que eu não estava logado...
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