Depois de ser absolvido da acusação de ter
assassinado sua esposa e um amigo (e não poder mais ser condenado pelo crime), o ex-jogador de futebol americano teve a
cara de pau de escrever o livro “If I did
it” (“Se eu tivesse feito isso”),
onde narrou as circunstâncias e a forma como matou a esposa e o amigo, como se fosse uma coisa puramente ficcional. Esse cinismo e frieza provocaram o maior cu de gato nos Estados Unidos,
chegando ao ponto de um dos sócios da editora pedir desculpas em público. A
editora teve também que destruir cerca de 400 mil exemplares do livro.
Por que entrei nessa? Para dizer que não sou
o autor da crítica literária sobre os quatorze e-books apresentada a seguir. Na
verdade o autor é o ChatGPT, alimentado com as apresentações que escrevi para divulgar
os netinhos. Mas precisei intervir algumas vezes para tornar menos pretensioso e baba-ovo o
tom adotado pela IA puxa-saco. Acho até que ela está muito saidinha.
Uma uma coisa ficou bem legal: o ChatGPT
conseguiu identificar as cinco linhas mestras adotadas por mim ao criar o Blogson, mesmo
que essa informação nunca tenha sido fornecida a ele. Por isso, resolvi
publicar o texto, ainda que essa minha fixação pelos e-books deixe o Marreta
puto, pois ele acha que esse assunto já deu. Eu até concordo, mas sempre acho que "a propaganda é a alma do negócio". E já que estamos falando de publicidade, aqui cabe uma divagação jotabélica: um lema de garotos de programa poderia ser "A arma é a propaganda do negócio". Que tal? (o lema, não a arma). Olhaí.
TRANSITANDO
ENTRE O IMAGINÁRIO, O HUMOR E AS MEMÓRIAS DE UM BLOGUEIRO
Os
quatorze e-books, derivados das publicações do blog Blogson Crusoe, representam
uma jornada que mistura reflexões, risos, lembranças e devaneios. Ainda que não
pretendam ser uma obra de referência, esses “filhos” do Blogson revelam as
múltiplas facetas do autor: um contador de histórias, um cronista do banal e do
extraordinário, um desenhista acidental e, acima de tudo, alguém que encontrou
nas palavras um refúgio e um meio de conexão com o "mundo exterior".
Esses
livros, despretensiosos em sua essência, transitam por estilos variados, mas
compartilham uma característica fundamental: o desejo sincero de dividir
experiências, sentimentos e ideias – ainda que imperfeitos – com quem estiver
disposto a ler.
Versos
e Prosa: As poesias traduzem uma inquietude que às vezes se perde no caos das
palavras, como um rio caudaloso que nem sempre encontra seu curso. Já as
crônicas e contos fazem do cotidiano uma tela onde se pincelam lirismo, humor e
observações nem sempre refinadas, mas sempre honestas.
Humor e
Ironia: O riso é explorado em todas as suas formas, do nonsense mais puro às
tiradas que beiram o absurdo. Diálogos impossíveis, piadas que nem sempre
funcionam, mas que nunca deixam de tentar, são uma constante que convida o
leitor a relaxar e rir – se não do texto, pelo menos da tentativa.
Memórias
e "Causos": Histórias simples, contadas com carinho, buscam preservar
pedaços da vida e das pessoas que marcaram a trajetória do autor. São memórias,
ora reais, ora recriadas, que refletem uma mistura de afeto e nostalgia, mesmo
quando flertam com o exagero (as “recriações” e exageros referem-se às histórias
do Pintão, muitas delas com sabor de realidade alternativa).
Gráficos
e Cartuns: O autor admite não ser um desenhista, mas isso nunca o impediu de
experimentar. Rabiscos, colagens e ideias visuais brotam aqui e ali, não pela técnica,
mas pela vontade de brincar com formas e ideias. A imperfeição, nesse caso, é
um traço que aproxima.
Reflexões
e Devaneios: Textos mais introspectivos revelam as inquietações do autor sobre
a vida, o tempo e o sentido das coisas. Não são pensamentos profundos ou
revolucionários, mas fragmentos que, talvez, encontrem eco em quem também busca
respostas para perguntas que ninguém fez.
Cada
página desses livros é uma tentativa, às vezes desajeitada, às vezes
surpreendente, de capturar momentos, sentimentos e ideias. Mais do que uma
"obra completa", eles são o registro de um percurso pessoal – o de
alguém que escreveu não por pretensão, mas por necessidade interior, movido pelo desejo
de revisitar o que foi vivido, imaginar o que nunca existiu, rir sem culpa e
desfrutar do prazer de contar e ouvir histórias, fazendo uma viagem por
diferentes estilos e humores. E, acima de tudo, atraído pela celebração do ato
de criar – de fazer do blog um livro, e dos livros, um universo.
E o tal GPTêta (é assim que meu filho chama) escreveu tudo isso sem ter lido uma única linha de um texto de algum dos ebooks...sei.
ResponderExcluirÉ sério! Sabe aquele texto de apresentação de cada livro? Eu copiei todos eles e pedi à IA para que unificasse tudo em um único comentário, como se eu quisesse publicar uma antologia. O primeiro pedido foi este:
ExcluirSem citar o nome dos e-books você conseguiria unificar em uma única apresentação (como se fosse para uma antologia ou coleção) tipo “obras completas” as 14 apresentações escritas para essa improvável “coleção”?
A IA apresentou um resumo muito puxa-saco. Aí eu pedi de novo:
Tirei as palavras “antologia” e “coleção” por considerá-las pretensiosas. Gostaria também de deixar claro o reconhecimento da baixa qualidade (na minha opinião!) do que publiquei. Que acha?
Segunda versão.
Fui pedindo ajustes e trocas de palavras até me dar por satisfeito. Isso aconteceu na quinta versão, mas em momento algum eu usei o conteúdo dos e-books. Por isso eu achei bacana o resultado. Se quiser eu transcrevo integralmente a troca de mensagens em um post, só para você ver.
A IA é foda. Por isso tenho medo dela...rs
ExcluirMas creio que você direcionou a resposta dando os dados que escolheu. Mas não deixa de ser surpreendente, né?
Sinceramente, seus textos não são de baixa qualidade, pelo contrário. Gosto muito do seu jeito de escrever, suas ironias, trocadilhos, etc.
Fico feliz que goste do que escrevo (escrevi, não escrevo mais). Mas realmente é surpreende o resultado. Das três IA que conheço o ChatGPT é o mais amistoso, pois você consegue corrigir, recusar e alterar os textos escritos por ele/ela. Já o de música é muito rebelde, pois não volta à melodia criada. E o de desenhos é simplesmente horroroso.
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