quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

MAIS PROVOCAÇÕES

Como já contei aqui no blog, um dia meu arqui citado amigo Pintão não apareceu para trabalhar. Perguntei a seu filho o que tinha acontecido e ele disse que o pai tivera um ligeiro piripaque cardíaco, mas que à tarde ele iria trabalhar. Depois do almoço fui à sala do Pintão e a conversa desandou um pouco, depois de me enfurecer ao saber que a causa do mal estar estava relacionada a seu incurável tabagismo. Chamei meu amigo de idiota, irresponsável, filho da puta e arrematei o esporro dizendo que ele não tinha caráter. Depois, com a cabeça mais fria, voltei à sua sala e pedi desculpas por tentar interferir em sua vida sem ter nada com isso. Sua resposta foi esclarecedora:
- “Eu tenho muito poucos prazeres hoje em dia e fumar é um deles. Não me importa viver um ano a mais ou a menos. É por isso que eu continuo a fumar, para ter um mínimo de qualidade de vida”.
 
Esta longa introdução serve para fazer uma analogia com meu comportamento no Facebook. Hoje, coincidentemente, tenho a mesma idade que tinha meu amigo quando resolvi puxar sua orelha. Também tenho hoje muitos poucos prazeres e um deles – por mais paradoxal que seja – é fazer comentários críticos ao que alguns "amigos" publicam nessa rede tóxica. Mas não me basta criticar ou comentar alguma coisa, é preciso que o comentário fique o mais visível possível. As três imagens a seguir são as mais recentes provocações que publiquei.
 
A primeira é uma alfinetada em quem atropela as palavras sem se importar em “voltar para socorrer os feridos”. A segunda foi inspirada no recentíssimo julgamento do STF, pois os bolsonaristas cansaram de dizer que a Constituição seria rasgada se fosse permitida a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado (claro, porque isso não era do interesse de seu mito). Enquanto isso, muitos deles continuavam (e continuam) a pedir uma intervenção militar para corrigir os desmandos do STF e do Congresso (uma de minhas "amigas" é dessa turma).
 
As duas primeiras postagens foram recebidas com um silêncio ensurdecedor, fazendo-me crer que estou invisível na rede. Com a terceira frase a coisa foi diferente, pois alguns bolsonaristas regiram com protestos ou emojis com carinha de raiva, etc. Por que contei tudo isso e escrevi tanto? Para que no futuro eu mesmo (se ainda estiver vivo) consiga entender o que motivou essas postagens no Facebook.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

PODE ME CHAMAR DE UALTERLAISSON

    Hoje acordei incomodado como se estivesse com dor de dente. Mas não era dor física, era um desconforto que me acompanha desde quando era...