terça-feira, 8 de janeiro de 2019

DRY JOTABÊ

Depois de ler um divertido post do Marreta sobre o “Dry January”, resolvi comentar o assunto. Como ficou grande, virou post do Blogson (a picaretagem é a alma do negócio). Mas o link é este:

Não sou a pessoa mais abalizada para falar sobre isso, pois fiz a opção de parar de beber qualquer tipo de bebida alcoólica no final de 2014. Poderia ser esse o motivo de ter criado o blog em junho de 2014, mas parei depois disso. O motivo resumido é o seguinte: o álcool nunca foi meu amigo, pois nunca alterou meu humor. Alegre antes de beber? Continuava alegre. Triste, tímido ou deprimido? Lamento dizer que permanecia assim. Na juventude, a  única coisa que me divertia era passar do limite e começar a cambalear. Detonava todos os sentidos, mas a consciência estava lá, firme, vigilante, irritante. Por isso mesmo o álcool nunca foi para mim uma rede de segurança, muleta ou antídoto contra a chatice de festas e comemorações. Happy hour para mim sempre foi a hora de vazar do trabalho e ir feliz da vida para casa.

Na minha avaliação, a maioria das pessoas fica um porre quando está de porre. Pessoas gentis, divertidas tornam-se ogros insuportáveis à medida que vão enchendo o latão, que vão entornando mais e mais a bebida predileta, inclusive na mesa, na toalha, na roupa do infeliz que estiver mais próximo. Difícil de aguentar.

E o que mais entristece é ver o alcoolismo ir aos poucos dominando e deformando pessoas outrora simpaticíssimas. Conheço um sujeito que sempre gostou de beber cerveja. E reclamava de um amigo que misturava cachaça com cerveja. Segundo ele, esse amigo ficava transtornado, rosnando para a parede, olhar fixo, caçando briga com qualquer um, como se estivesse possuído por uma entidade maligna. Hoje, esse meu amigo bebe diariamente, ingere meia garrafa de destilado e umas nove cervejas, mas, paradoxalmente, está cada vez mais antissocial. Curiosamente, durante a quaresma, sempre conseguia ficar sem beber nada. Creio que hoje faz uma trapaçazinha, pois bebe cerveja sem álcool.

E é por tudo isso que eu sempre digo que parei de beber, porque mesmo que o primeiro copo descesse maravilhosamente, o segundo copo tinha gosto de cerveja. E eu detestava gosto de cerveja! Até me aventurei a compor uma marchinha carnavalesca sobre isso, que acabou virando parte do post "Não me leve a mal"

“Cachaça tem gosto de cachaça
Isso não muda jamais.
Cerveja tem gosto de cerveja
E o gosto é ruim demais (pararará...)”

Realmente, a picaretagem é mesmo a alma do negócio!


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