domingo, 13 de outubro de 2024

ELE ERA UM ÍDOLO PARA MIM

 


Eu sempre tive fascínio pela criatividade exibida em campanhas e peças publicitárias. E o Washington Olivetto era um gênio nessa área, um verdadeiro ídolo para mim.


É bem melhor ser coautor de coisas brilhantes do que autor solitário de coisas medíocres.

Eu só dou palpite em duas circunstâncias: quando pedem minha opinião ou se eu tiver pensado em algo realmente muito bom para dizer.

Eu sou humilde, mas não modesto. Modéstia é falsidade.

Mais difícil do que ter uma grande ideia é reconhecer uma. Especialmente se for de outra pessoa!

O aplauso público é mais barulhento, mas o íntimo é mais gostoso.

O cartão é mais importante do que as flores. Dois rapazes parecidos podem mandar flores iguais para uma mesma moça, mas certamente faz mais sucesso quem escreve o melhor cartão.

O que me inspira é a possibilidade de fazer o novo, de novo.

O sucesso sempre depende de disciplina, dedicação e algum talento. Mas também da escolha do lugar certo, no tempo certo.

Quando você está fazendo o que gosta, o trabalho deixa de ser trabalho e passa a ser prazer.

Temos que aprender a falar com milhões de pessoas como se estivéssemos falando com uma só.

Toda publicidade é uma intromissão. E o mínimo que um intrometido deve ser é charmoso e bem-educado.

Uma das grandes coisas que impedem, muitas vezes, de se fazer coisas brilhantes é o medo e a busca excessiva de segurança.

(Washington Olivetto)

 

9 comentários:

  1. Só vi agora. Morreu ontem, né? E no domingo, um outro gênio do humor também bateu as botas, Ary Toledo.

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    1. O mundo fica menos divertido, sem dúvida.

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    2. Cada vez menos.
      É como dizia um amigo : a coisa anda tão perigosa que até quem nunca morreu tá morrendo.

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    3. Foda! E preste atenção na idade: 73. Sabe qual é a minha? 74!!!!!!!!!!!!

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    4. Você pode nem acreditar, mas eu lembrei disso na hora.

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    5. Está me sacaneando de graça, mas vou repetir: eu sei e não nego a idade física do meu corpo, mas minha mente é diferente. Sem me comparar com a genialidade do Olivetto, imagino que a mente dele era assim também. Uma vez eu li uma de suas entrevistas onde dizia ter o mesmo interesse em ler revistas de fofocas e publicações sérias, ou seja, ele tinha interesse por tudo, sinal de que possuia uma mente livre. Eu tento manter a minha mente assim também. Quanto à idade, hoje eu estava conversando com o pai das minhas netas de seis anos e disse (por já ter escrito isso) que tenho ainda nove anos de vida até a festa de quinze anos das meninas. Talvez não tenha, talvez nem chegue lá, pois parece haver uma "chave", um disjuntor que costuma desligar ou desarmar as pessoas a partir dos 70 anos. Não sei se foi o Chico Anísio ou a Hebe Camargo que disse esta frase: "eu não sinto medo de morrer, eu sinto é pena". É por aí.

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