sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

NÃO QUE EU QUEIRA ME GAMBÁ, MAS...

 
Não que eu queira me gambá (repetir no texto o título da postagem aumenta um pouquinho o publicado, mas torna a piada - já ruim - ainda pior), mas descobri que sou NOLT. E não precisa ficar com essa cara de quem não está entendendo nada, pois já vou explicar (transcrever, na verdade):

NOLT, sigla para New Older Living Trend (Nova Tendência de Vida Mais Velha), define pessoas com 60 anos ou mais que rejeitam rótulos tradicionais de envelhecimento, como “idoso”, buscando um estilo de vida ativo, produtivo e conectado. O movimento foca em protagonismo, aprendizado contínuo, cuidados com a saúde mental e física e tecnologia, desafiando o etarismo.

Quem diria, não é mesmo? Jotabê, o NOLT do Blogson Crusoe, cuíca da blogosfera!

O único defeito dessa classificação reside no fato de que, física e socialmente falando, sou o anti-NOLT. Tirando a saúde mental, ainda razoavelmente boa, o resto deixa muito a desejar. Meus joelhos têm cantado tanto que estou até tentando imaginar um nome para essa dupla, algo como Esaó e Jacu, Galeto e Sobrecoxa, Granizo e Garnizé, algo nesse estilo.

Para piorar, não estou estudando nada, não tenho grana para viajar nem penso em nova carreira — seja ela uma meia maratona ou uma fileira de brilho.

Relacionamentos, por exemplo: estive fazendo mentalmente uma lista de possíveis parceiras para ensaboar debaixo do chuveiro ou dormir de conchinha. Fazer “nhá nhá” então, como dizia um antigo amigo, está fora de cogitação. E o resultado foi uma lástima.

E nem digo da dificuldade para chamar o gênio da lâmpada. O problema maior é o fato de as opções serem extremamente limitadas: seja pela aparência de sítio arqueológico de algumas, seja pelo fato de outras serem casadas, seja porque as demais são feias bagarai. E quando não são, já têm "dono" ou outras predileções. Garotas de programa, nem pensar. Sugar babies, também não. Porque pior do que o cara se achar a última cereja do bolo é ser visto como tiozão do churrasco — ou melhor, vôzão do churrasco.

Mesmo assim, apesar de tudo - porque não sinto culpa de nada -, tratem-me agora como NOLT. Xô, velhice!!!!

3 comentários:

  1. Rá Rá rraa
    Eu quero minha alcunha etarista de "idoso" pois com ela posso pagar meia entrada em vários eventos. Mas os 60 hoje são de fato, os novos 50, e assim sucessivamente. A evolução dos cuidados médicos, melhor alimentação e atividade física deram um Up aos idosos.
    No início do século 20 , 50 anos já era idoso caquético.
    Sou um sessentão metido a fitniiss....me exercito todo dia e procuro comer pouco açúcar (um sofrimento pois adoro doces).
    Se eu não for derrubado por nenhuma moléstia mortal, pretendo chegar aos 75 com carinha e corpinho de 60....e se estiver viúvo (TOC TOC TOC na madeira), não teria nenhum problema em ter uma sugar baby.
    Hiii, esqueci de lembrar, não vai rolar. Sou pobre hoje e continuarei a ser quando for "velho".

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    1. É, meu caro Eduardo, esta mudança de comportamento e visão realmente ocorreu de modo impressionante. Quandom comecei a namorar minha mulher, minha sogra estava com 47 anos, se não me engano. Mas as fotos da época mostram uma senhora idosa, com cara de já ter vivido duzentos anos. Causa espanto comparar essas imagens com as de minha linda mulher, falecida aos 76 anos. Minha mulher ainda era uma gata linda quando descobrimos sua doença. Cabeça jovem, que gostava de se produzir, de festas, de diversão, de beber cerveja. As fotos de minha sogra, com quase trinta anos a menos, mostram uma senhora idosa, cara fechada, roupas senhoris, etc. Mudando de assunto, sugar baby não, por favor. Ser gigolado por uma piranhazinha não é boa ideia.

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