Há 4.000 anos os sumérios já desejavam “pão e cerveja” como augúrio de saúde e sucesso. Isso sempre me deixou pensativo, pois a cerveja parece ter sido desde sempre uma fonte confiável de hidratação e de alegria, especialmente em épocas em que a água não era tratada e, provavelmente, nunca filtrada.
Mas, como disse, tenho pensado em acabar com a
abstinência total de bebida alcoólica. Talvez, para homenagear a minha deusa, volte a beber um copo de cerveja –
que sempre desceu super bem, mas ficando só nisso, pois o segundo copo sempre teve
gosto de cerveja – e eu detesto o gosto da cerveja!
Entretanto, depois de ler uma
reportagem sobre o uso da cerveja como vacina, talvez eu tolere o segundo copo,
mas apenas como medicamento necessário e preventivo. Segundo essa reportagem “um cientista americano criou uma cerveja que
funciona como vacina e causa controvérsia internacional”.
“Um cientista dos Institutos
Nacionais de Saúde (NIH), dos Estados Unidos, criou em sua própria cozinha
uma cerveja que atua como vacina oral contra
um poliomavírus potencialmente perigoso. O virologista Chris Buck, que
descobriu quatro dos 13 poliomavírus humanos conhecidos, decidiu ultrapassar as
barreiras impostas pela burocracia regulatória e testar em si mesmo a
viabilidade de uma vacina comestível.
A bebida contém leveduras geneticamente modificadas para produzir partículas semelhantes às do poliomavírus BK, associadas a cânceres e complicações graves em pessoas imunossuprimidas, como pacientes de transplante. Ao ingerir a cerveja, Buck afirma, em entrevista ao ScienceNews, ter produzido anticorpos contra diferentes subtipos do vírus, sem efeitos adversos relatados”.
Tudo estaria bem se ele não tivesse tornado públicas suas experiências.
Bastou tomarem conhecimento dessas insuspeitadas qualidades para os
caretíssimos Comitês de ética dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA
desautorizarem a autoexperimentação no âmbito institucional. E ainda questionaram
a publicação dos manuscritos em servidores científicos tradicionais!
Hoje em dia, há cervejas artesanais com gosto de tudo, até mesmo de cerveja,
e ninguém reclama disso. Há até uma cerveja com forte conotação erótica, feita
com jaboticaba. E tem conotação sexual porque, como todos sabem, a jabuticaba
já nasce agarradinha no pau.
Maaass, voltando à vacina, ou melhor, à cerveja, tenho absoluta certeza
de que essa bebida ajudaria a acabar com os movimentos anti-vacina no mundo todo. E
todo mundo ficaria alegrinho e sorridente com uma lata, caneco ou tonel dessa
santa bebida em uma das mãos, dizendo com a voz já meio enrolada:
- Saúde! Estou vazinado! E muito felizzzz!!
A bebida contém leveduras geneticamente modificadas para produzir partículas semelhantes às do poliomavírus BK, associadas a cânceres e complicações graves em pessoas imunossuprimidas, como pacientes de transplante. Ao ingerir a cerveja, Buck afirma, em entrevista ao ScienceNews, ter produzido anticorpos contra diferentes subtipos do vírus, sem efeitos adversos relatados”.
- Saúde! Estou vazinado! E muito felizzzz!!
Eis uma boa resolução de ano novo, voltar a tomar uma cervejinha.
ResponderExcluirMas se não gosta do gosto da cerveja, pode optar uma ou duas taças de vinho.
O defeito é que eu também não gosto de vinho (menino criado em casa de vó, já viu, né?)
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