Tenho tentado publicar textos provocadores ou
divertidos, para espantar a saudade que não acaba, mas hoje estou com síndrome
de abstinência. Como estou sentindo sua falta, Lily!
Como já contei aqui no blog, nunca consegui memorizar o número do meu celular, problema resolvido com um pedaço de fita crepe colado nas costas do aparelho, onde anotei o diabo do número. Para aproveitar o aparelho e o número do celular que era dela (que eu memorizei), fiz uma limpa nas milhares de fotos e imagens que ia
acumulando, um trabalho que resultou no descarte de quase 4.000 arquivos.
Ela tinha um comportamento de esponja e arquivava tudo o que recebia: imagens e gravuras encharcadas de carinho, mensagens fofinhas, fotos de filhos, netas, irmãos, primos e de todas as pessoas que conhecia. O que sei é que rever sua imagem sempre linda e sorridente me deixou de bode (usando uma gíria antiga), triste e com a sensação de que viver não vale mais a pena. Pior ainda foi descobrir um vídeo de 2022 que ela fez para duas netinhas por ocasião de seu aniversário de três anos, se não me engano. Vê-la e ouvir sua voz novamente teve o efeito de um soco na cara, me nocauteou. Ah, Lily!
Ela tinha um comportamento de esponja e arquivava tudo o que recebia: imagens e gravuras encharcadas de carinho, mensagens fofinhas, fotos de filhos, netas, irmãos, primos e de todas as pessoas que conhecia. O que sei é que rever sua imagem sempre linda e sorridente me deixou de bode (usando uma gíria antiga), triste e com a sensação de que viver não vale mais a pena. Pior ainda foi descobrir um vídeo de 2022 que ela fez para duas netinhas por ocasião de seu aniversário de três anos, se não me engano. Vê-la e ouvir sua voz novamente teve o efeito de um soco na cara, me nocauteou. Ah, Lily!
Se eu puxar a genética da família de minha mãe corro o risco de precisar suportar viver até os noventa anos ou pouco menos. Olha que chatice isso significa sem ela ao meu lado! Como cantaram os Titãs, “não vou me adaptar”.
Estava nessa tristeza quando a consciência foi invadida por um pensamento bizarro e inesperado: talvez seja melhor nunca ter relacionamentos de longa duração, talvez o melhor seja promover a separação ainda em vida (claro, né?), para que a dor provocada possa ser amortecida pela visão mesmo que fugaz do outro ou outra, pela notícia de que ela/ele está bem.
Talvez, quem sabe, até role uma pegada para matar a saudade, mas nunca, jamais, que a separação seja irreversível, provocada pela morte de um dos dois, pois isso dói demais. Claro que estou falando de um casal que se ama, bem o oposto dos feminicidas que matam por se acreditarem proprietários daquele corpo, daquela alma, daquela mente.
Então, esta é a teoria miojo de hoje: Você ama sua mulher, seu marido? Separe-se dele enquanto é tempo, para não sofrer a dor que sinto nem uma saudade que não se acaba.
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