quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

TRIGÉSIMO DIA

 
Hoje completa-se o trigésimo dia do falecimento da minha amada Eliany. Consegui falar com o Padre Leonardo, o mesmo que, há cinquenta anos, abençoou o nosso casamento. Muito idoso agora, caminhando com a ajuda de um andador, ainda assim se dispôs a celebrar a missa de 30º dia na Capela dos Crúzios, na Rua Eurita. Contou-me que o espaço é pequeno, acolhendo apenas um grupo de vinte pessoas.
 
Disse também que eu poderia escolher outra igreja, pois abriria uma exceção para mim. Apenas não a de Santa Tereza, “porque aquele padre é louco”.
 
Ri do comentário – que endosso – e expliquei que, para mim, o simbolismo de sua presença em dois dos momentos mais importantes da minha vida bastava. Seria o suficiente.
 
Escolhi, então, as pessoas mais ligadas à minha mulher e fiz a cada uma um convite pessoal. Para não causar estranheza entre amigos e parentes que não estarão presentes, marquei também uma missa para amanhã, na Igreja de Santa Tereza, provavelmente celebrada pelo “padre louco”.
 
E eu, um “católico-ateu” ou “ateu-católico”, estarei nas duas, recebendo os cumprimentos de quem vier.
 
Olha o Padre Leonardo aí. E nós.



 

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