Meu Deus, como era bom o Alberto Caieiro, ou melhor, o multifacetado Fernando Pessoa(s)! Queria ser capaz de escrever com um décimo, um vigésimo da beleza de suas palavras!
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Cara, que poema lindo. Sério. Eu me identifiquei.
ResponderExcluirEle era muito foda!
ExcluirAlém de poeta, era um grande filósofo existencialista (apesar de talvez ele repudiasse ser filósofo). Em seu poema, "Pensar em Deus é Desobedecer a Deus" ele rejeita a racionalização filosófica ou teológica sobre Deus.
ResponderExcluirEste é um assunto que dá pano para manga! Hoje, por coincidência, fiz um comentário no blog Rô meu diário, onde transcrevi algumas frases do padre jesuita Teilhard de Chardin, que destacava a diferença entre religião e espiritualidade. Hoje, talvez eu e você tenhamos uma visão mais crítica das religiões, mas seguimos agarrados à religiosidade e espiritualidade
ExcluirO cristianismo faz parte da minha vida desde adolescência, apesar de todos meus poréns, não dá pra jogar fora toda essa cultura, eu não faria tal coisa, por exemplo, me considerando ateu, ou fazendo uma crítica radical contra as religiões
ExcluirNão tenho nenhuma dúvida disso! Eu não consigo me considerar totalmente ateu, minhas raizes estão fincadas no catolicismo.
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