Meu amigo virtual Marreta publicou em seu
excelente blog um ótimo artigo onde nos conta de uma pesquisa sobre o efeito
embelezador do rosto masculino com o uso das máscaras contra covid. Pensei até
em comentar no próprio blog, mas Jotabê, esta múmia que vos fala, foi citado em
algum momento, fato que sempre aciona o comando automático de transformar
resposta longa em novo post (mas do Blogson, que eu não sou bobo de perder essa
chance).
O problema é que a máscara deixa invisíveis
meus atributos mais atraentes: meu nariz sessualmente
aquilino (embora meu nome nem seja Aquiles) e uma vistosa barba branca a
emoldurar e demarcar meu inexistente queixo. Minha mulher até sugeriu que eu me vestisse de Papai Noel no Natal passado. Ainda que o
comentário, na verdade, tenha sido motivado não pela barba, mas pela barriga que se derrama sobre o
cinto da calça, lembrando a água que ultrapassa a borda de uma barragem de
rejeitos. (Acho quer fugi um pouco do assunto).
Mas o uso de máscara é bom, mesmo que
incomode um pouco mantê-la sempre abaixo do nariz, protegendo o queixo. Eu
nunca tive esse tipo de problema, graças a duas características pessoais:
sempre fui muito mascarado e, como disse antes, nunca tive queixo.
Pensando bem, o resultado dessa pesquisa é um
poderoso incentivo ao uso de máscara. Para mim, o maior problema seria a
aferição do efeito sedutor do seu uso, até por ficar trancado dentro de casa a
maior parte do tempo. Além disso, caso insistisse em fazer uma pesquisa de
campo correria o risco de acabar dependurado pelo saco em algum prego mais
resistente.
Mesmo assim, mesmo não tendo como comprovar o
fenômeno, acredito piamente nas conclusões da pesquisa. Aliás, se eu duvidasse dos efeitos positivos do uso de máscaras eu teria emprego garantido no Ministério da Saúde.
E digo mais; apesar de não entender o
comentário sobre minha desconhecida aparência física, concordo com o raciocínio
brilhante do Marreta, quando teoriza que “a parte coberta deixa margens e dá asas à imaginação. Uma mulher
pode olhar para mim e imaginar que há um belo nariz, um másculo queixo, uns
carnudos lábios e um sorriso sedutor por debaixo da máscara”. Pois é, sonhar não custa nada mesmo...
O que me entristece é imaginar que nasci em
época errada. Por exemplo, com meus atuais 102 kg (IMC =30, peladão, peladão)
eu seria no século XVIII um gordo gostoso; mas vivo no século XXI, tendo de me
conformar em ser invisível aos olhos femininos. Meu consolo é saber que pelo menos assim consigo
manter distância do prego e preservar a integridade de minhas duas pérolas.
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