quarta-feira, 6 de maio de 2015

COMENTANDO AS ÚLTIMAS - 04

A declaração abaixo foi copiada do site IG, da seção "Último Segundo" (o grifo é meu):

“Eu sou um cidadão quase que aposentado. Mas o que me deixa inquieto é o medo que a elite brasileira tem de que eu volte à Presidência da República. É um medo inexplicável, porque nunca eles (empresários, banqueiros e trabalhadores) ganharam tanto dinheiro na vida como ganharam no meu governo. Eles deveriam todo dia agradecer e acender uma vela para minha passagem e a da Dilma pelo governo", disse Lula.

Fico imaginando que a Queiroz Galvão, a Constran, a UTC, a Odebrecht, a Camargo Correia, a OAS, a Mendes Jr., a Galvão e outras empreiteiras contratadas pela Petrobrás talvez endossem essa afirmação. Acho justo.


COMENTANDO AS ÚLTIMAS - 03

O PT é mesmo um partido de gente esquisita. Os caras estão até zurrando contra a terceirização. Não consigo imaginar o motivo por rejeitarem tanto essa proposta. Afinal, o que eles mais gostam de fazer é justamente terceirizar a culpa pelas burradas que cometeram na economia! Ou não?

VOVÓ MAFALDA

Às vezes digo em tom de brincadeira que penso em criar uma ONG para “resolver” nosso “problema” da falta de netos. Até já pensei em um nome, que poderia ser “Avós de Empréstimo” ou “Avós de Aluguel”.

Tudo bem que existe o Zulu. Quando vem aqui, meu filho diz para ele coisas do tipo -"vai lá com o vô, vai!" ou -"morde o vô,  morde!" (dureza!). Então, querendo ou não, ele é meu "neto". 

O problema é que, apesar de ter me puxado - já que é totalmente sem noção, um verdadeiro "toscano" - o Zulu tem rabo, o que, venhamos e convenhamos, já passa um pouco da conta!


Meu neto Zulu, flagrado em momento de intensa atividade intelectual,.quando refletia sobre os rumos da economia do país. 


Hoje, entretanto, tive um estalo que mudou tudo: não se discute que a internet é onipresente com suas redes sociais e tudo mais. Por isso, baseado no senso comum que diz que “a propaganda é a alma do negócio”, pensei na criação de um misto de blog e ONG, um “BLONG” (sei não, tive agora a sensação que uma categoria com esse nome, não pegará). 

Uma coisa eu sei: blog ou ONG, essa "coisa" colocaria avozinhos carentes de netinhos inexistentes em contato virtual com netinhos que não tem mais avós vivos.  

Pensem bem, ninguém gastaria nada, não precisaria trocar fraldas nem dar papinha. Acho que o nome ideal para esse BLONG poderia ser “INTERNETOS” (gênio!).

(Os estalos que Jotabê tem normalmente acontecem nas juntas).


terça-feira, 5 de maio de 2015

POEMITO, POEMEDO

Se não é pra contar, eu falo

Se não posso dizer, eu digo

Se é para omitir, escancaro

Mas, se quero falar... me calo         


segunda-feira, 4 de maio de 2015

ENTÃO QUERES SER UM ESCRITOR? - CHARLES BUKOWSKI

Antes de descobrir o blog “A Marreta do Azarão”, eu nunca tinha lido nada do Bukowski. Aliás, “Bukowski” era para mim como que um ruído, um som estranho ouvido em algum lugar, mas sem jamais chamar a atenção. Aparentemente, o Marreta (mesmo sendo ateu) idolatra e adora esse sujeito. Como o Azarão é o primeiro dos 2,3 leitores do Blogson, resolvi descobrir alguma coisa desse Bukowski. Na Wikipédia encontrei isso:

Henry Charles Bukowski Jr. (nascido Heinrich Karl Bukowski) foi um poeta, contista e romancista estadunidense nascido na Alemanha. Sua obra de caráter (inicialmente) obsceno e estilo totalmente coloquial, com descrições de trabalhos braçais, porres e relacionamentos baratos, fascinaram gerações que buscavam uma obra com a qual pudessem se identificar.

Bukowski sonhou a vida inteira em ser reconhecido pelo seu trabalho como escritor. De estilo agressivo e inconformado e, na maioria das vezes, ébrio, sentava em sua máquina de escrever e, com uma sutileza surpreendente, deixava fluir seus pensamentos sem censura alguma. Bukowski vivia em um mundo atormentado e distorcido, totalmente fora dos padrões impostos pela sociedade de sua época. O escritor nunca fez questão de esconder que seus trabalhos eram, quase sempre, autobiográficos. E sua falta de discrição era tão grande, que durante toda vida teve de lidar com a quebra de laços de amizade. Ele citava, sem qualquer preocupação, nomes e, quando muito inspirado, fazia duras críticas às pessoas que o cercavam. Repulsa, nojo, ódio, amor, paixão e melancolia. Esses são alguns dos sentimentos que mais inspiraram Charles Bukowski, que passou a vida nos becos dos Estados Unidos, na composição de toda sua obra. Cada poesia, cada romance e cada conto do escritor traz um pouco da vida do "Velho Safado", como ficou conhecido no mundo inteiro.

Continuando minha gororoba, aí está a chave para entendimento do Azarão: em muitos de seus textos o estilo é raivoso, colérico e... obsceno. Algum problema? Para mim, nenhum, já que ele escreve muito bem. A única diferença entre nós é que, embora gostemos de poesia, eu prefiro um estilo mais lírico, menos farpado, menos obsceno. O jogo elegante de palavras, a imagem genialmente sacada me atraem mais do que sentimentos visceralmente expostos. Questão de gosto, lógico.

Mas estou falando muito. Mesmo assim, preciso completar o raciocínio que me levou a este post. Os textos de mais sucesso (padrão Blogson, lógico) que divulgo no blog são justamente aqueles mais pessoais, autobiográficos, em que deixo a emoção fluir sem autocensura, de forma sincera, verdadeira. Creio que foi isso que o Bukowski disse no poema abaixo - minha reverência de hoje.

se não sai de ti a explodir
apesar de tudo,
não o faças.
a menos que saia sem perguntar do teu
coração, da tua cabeça, da tua boca
das tuas entranhas,
não o faças.
se tens que estar horas sentado
a olhar para um ecrã de computador
ou curvado sobre a tua
máquina de escrever
procurando as palavras,
não o faças.
se o fazes por dinheiro ou
fama,
não o faças.
se o fazes para teres
mulheres na tua cama,
não o faças.
se tens que te sentar e
reescrever uma e outra vez,
não o faças.
se dá trabalho só pensar em fazê-lo,
não o faças.
se tentas escrever como outros escreveram,
não o faças.

se tens que esperar para que saia de ti
a gritar,
então espera pacientemente.
se nunca sair de ti a gritar,
faz outra coisa.

se tens que o ler primeiro à tua mulher
ou namorada ou namorado
ou pais ou a quem quer que seja,
não estás preparado.

não sejas como muitos escritores,
não sejas como milhares de
pessoas que se consideram escritores,
não sejas chato nem aborrecido e
pedante, não te consumas com auto-
— devoção.
as bibliotecas de todo o mundo têm
bocejado até
adormecer
com os da tua espécie.
não sejas mais um.
não o faças.
a menos que saia da
tua alma como um míssil,
a menos que o estar parado
te leve à loucura ou
ao suicídio ou homicídio,
não o faças.
a menos que o sol dentro de ti
te queime as tripas,
não o faças.

quando chegar mesmo a altura,
e se foste escolhido,
vai acontecer
por si só e continuará a acontecer
até que tu morras ou morra em ti.

não há outra alternativa.
e nunca houve.

(Tradução: Manuel A. Domingos)

domingo, 3 de maio de 2015

DOMINGANDO

Imagino que alguém já tenha feito essa piada, porque é muito intuitiva. Mas, vamos lá:

Todas as vezes em que leio que o Lula não sabe de nada, nunca ouviu nada, nunca ficou sabendo das esculhambações praticadas por seus correligionários nos episódios do mensalão e petrolão, fico pensando que alguém deveria chegar para ele e dizer:
- "Cumpanhero, o que você perdeu foi um dedo, não os olhos, não as orelhas". 


Outro comentário poderia ser assim:
- "Você não sabia de nada do petrolão? Putz, seus cumpanhero te puseram numa roubada!" (dã!)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

MUITO ROMÂNTICO!

- Oi, Amor! Demorou!

- Hoje o bicho tava pegando...

- Sabe que dia é hoje?

- Sexta-feira (obrigado, Senhor!)

- Não perguntei o dia da semana, bobo! Hoje é nosso aniversário de casamento!

- Jura? Se você não fala...

- Nós estamos fazendo treze anos, bodas de renda! 

- Boda? Deve ser por isso que hoje eu amarrei o maior bode... Ha ha ha!

- ???


- Brincadeirinha!

- Então, falando sério, hoje eu estava pensando em fazer alguma coisa mais... apimentada, para comemorar...

- Ah, não! Nem pensar! Meu estômago está muito ruim hoje.

- Heloôu! Não é desse tipo de comida que estou falando! Estou falando em um programa diferente, bobão!

- Programa? E a novela, vai perder?

- Hoje é um dia especial, Amor, eu quero um programa beeem diferente!

- Se é assim, vou tomar um banho rapidinho...

- Eba! Já tá melhorando! E em que o safadinho está pensando?

- A gente sintonizar a TV Senado...

- Reginaldo!!!


- Ué, não é você que queria um programa diferente? 

ENTRE O MAR E O ROCHEDO

  Já não sei mais quem sou Nem dizer quem já fui Só consigo dizer que passou O tempo em que não te vi Um tempo em que só vivi Com lembranças...