Talvez as pessoas que acessam este blog já
estejam cansadas de ler o que venho escrevendo sobre minha recentemente
falecida mulher, esposa, companheira, amante, amada, namorada, mas confesso que
está muito difícil suportar a dor, como se fosse igual à da extração de um
dente siso sem anestesia.
Peço que me perdoem. Um dos meus desejos mais
imediatos é doar suas roupas, bolsas, chapéus e sapatos, mas não estou
conseguindo avançar, pois começo a chorar só de abrir uma gaveta, uma porta de
armário. Por isso, disse a meus filhos que não estou com pressa, não tenho mais
pressa para fazer nada.
Escrever sobre ela no blog funciona como uma espécie
de calmante. Já estava programando voltar a postar as besteiras jotabélicas de novo a partir
do dia 20/12, mas um filho encaminhou textos e poemas de sua autoria, onde
aborda a dor de filho, a saudade de filho. Como deixar de publicar isso?
São textos bacanas que ainda precisarei
digitar, pois ele é uma versão jovem do Marreta - que primeiro escreve seus textos
em pergaminho e com pena de ganso, para só depois transpor para o computador.
Em outras palavras, um senhor programa de índio, uma trabalheira do cacete.
Para fechar este aviso com um pouco de humor,
transcrevo uma conversa muito engraçada mantida entre a Lulu e sua mãe.
A Lulu estava brincando com um bichinho de
pelúcia, chamando-o de Popô. A mãe perguntou:
- Popó?
- Não,
mamãe, é Popô!
- Ah, o
nome dele é Popô!
- Não,
mamãe, Popô é apelido.
- E
qual é o nome dele?
-
Porra.
- Lulu,
isso é palavrão! Onde você ouviu isso?
O avô materno, que escutava a conversa e
precisou esconder a boca para não rir, disse:
- Nome
de batismo não pode ser mudado, mas esse precisa ser excomungado!
Família, família... rsrs
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