terça-feira, 7 de janeiro de 2020

O RIO DE JANEIRO CONTINUA


Cheguei hoje do Rio, onde fomos para passar uns dias na companhia de meu filho, nora-filha e netinhas. Não há muito que dizer da cidade, linda como sempre. Fiquei pensando que música poderia defini-la de forma menos convencional. Funk e pagode, nem pensar! Já bossa nova seria uma boa, pois o Rio tem cara de bossa nova e a bossa nova tem a cara do Rio. Mas a maioria das melodias já está arqui-manjada. Foi aí que me lembrei do cineasta, cantor (toca um piano!) e compositor paulista João Lutfi, conhecido nas rodas boêmias como Sérgio Ricardo (aquele, do violão quebrado). Então ficamos assim: uma bossa nova paulista para reverenciar as praias cariocas. E mais nada direi.



Sinal verde, atravessei pra lá do sol
Triste o sol e uma tristeza em mim, porém

Surgiu ao sol da tardinha um par de pernas lindas
Levando a dona delas e o meu olhar atrás
O meu bom senso não quis me permitir palavras
Sem que o olhar se fizesse esperança

No sol da tarde inspirei-me pra dizer ternuras
Ao lado daquelas pernas para a dona delas

Porém uma buzina conversível
Chamou para o conforto as pernas lindas
E eu devolvi ao solda tarde
Minha inspiração

Luz vermelha no sinal do sol pra mim
Perigoso atravessar pra lá do sol

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