sexta-feira, 17 de abril de 2015

TROCANDO EM MIÚDOS

Sou a pior pessoa para comprar presentes, pois erro todos, independente de quem é a pessoa a ser presenteada. Não sei escolher nada e o máximo que consigo é saber que uma calça não é um vestido e que uma sandália, afinal, nunca foi uma botina. Sou péssimo mesmo, minha mente paralisa diante de uma arara de roupas. Por isso, já desisti de conseguir comprar alguma coisa que surpreenda e agrade o meu Amor. Entre namoro, noivado e casamento, temos quase 46 anos de relacionamento sem interrupção. Por isso, as possibilidades de acerto seriam imensas, não? Façamos as contas:

Aniversário de namoro, noivado e casamento: 45 presentes;
Aniversário de nascimento: 45 presentes;
Dia dos namorados: 45 presentes;
Dia das mães (temos quatro filhos): uns 100 presentes, por baixo;
Natal: uns 150 presentes, no barato.

A soma desses números resulta em uns quatrocentos presentes comprados. Como houve momentos de grande dureza, algumas dessas datas passaram de liso. Em compensação, houve ocasiões em que foram comprados dois ou mais presentes “por cabeça”. Por isso, fiquemos com esse número: quatrocentos presentes. Isso resultaria em quatrocentas oportunidades de dar um presente legal para minha Amada. Só que a dura realidade é bem diferente.

Ao longo desse tempo todo, consegui comprar apenas uns cinco presentes que fizeram sucesso. Acreditem, esse número de acertos é real! Pior ainda é o fato de pelo menos uns três desses terem sido comprados com o auxílio de amigas ou irmãs de minha mulher. Resumindo, eu sou horroroso para escolher presentes (e isso vale para qualquer presenteado!). Então, foi também esse o número de vezes que tive de trocar ou tentar trocar os presentes errados que comprei para meu Amor.

Foram tantas as vezes em que me vi obrigado a tentar trocar ou devolver roupas, calçados, discos, livros e todo tipo de objetos de uso doméstico que fiquei especialista em trocas. Tão especializado que passei a ser requisitado por sogra, cunhados e filhos para trocar as tralhas ganhas de outras pessoas. Cor, tamanho, modelo, defeitos, tudo isso eu traço sem problemas. Até acredito que isso é meio genético, porque minha mãe também era foda para trocar as coisas. 

É lógico que a maioria das trocas é feita sem nenhum problema, bastando apenas que se apresente a nota fiscal. Mesmo assim, eu amarro o maior papo com a pessoa, sorrindo e brincando o tempo todo ou, dependendo do clima, lamentando a má sina de não saber comprar presentes, de estar dando trabalho para o funcionário e por aí. Sei lá, vai que o prazo para realizar a troca pode já ter vencido (isso já aconteceu uma ou duas vezes e, ainda assim, eu consegui fazer a troca).

Mas o diferencial, o meu “plus” é que eu sou completamente sem noção quando preciso fazer alguma troca mais complicada. É como se houvesse uma transmutação, como se baixasse em mim um “Mr. Hyde”. Já mencionei que sou introvertido, tímido e um pouco antissocial, fruto em parte de uma criação repressora. Além disso, creio ter também puxado um pouco a esquisitice da família de meu pai. Por tudo isso, eu sou quase um shrek, um ogro recluso e mal-humorado (mesmo que não aparente).

Só isso me faria a pessoa menos indicada para encarar um SAC de grandes lojas ou um(a) gerente de butique na hora de trocar alguma coisa. Mas é nessas horas que o “Dr. Jekyll” desaparece e surge um sujeito desinibido, que fala pelos cotovelos, bastante cínico, capaz de dizer os maiores absurdos com a expressão mais cândida possível. E, principalmente, se auto-desqualificando o tempo todo (a lógica disso é simples: quem se interessa em ajudar um "rei da cocada"?). E quanto mais difícil ou impossível a tarefa, mais eu enlouqueço, ao ponto de pedir que minha Amada nem se aproxime, para que eu possa dizer o que vier à minha cabeça, por mais surreal que seja.

É impressionante ver como as pessoas acreditam em barbaridades de todo tipo, quando ditas de forma natural e com uma expressão de rosto coerente. Uma vez, a maluquice que inventei foi dizer que tinha me separado no dia anterior, depois de uma briga homérica. E que estava, naquele momento, morando em um hotel fuleiro, pois o dinheiro estava curto. Colou. 

Alguém poderá se escandalizar com esse cinismo, mas eu nunca sei com antecedência o que vou dizer, é como se eu entrasse em transe. Mas creio que o que acontece no momento de uma troca complicada é o despertar de um instinto predador, que deixa todos os meus sentidos mobilizados para o sucesso total do que me propus a fazer.

Como aconteceu na vez em que comprei alguma coisa em uma butique do shopping mais sofisticado de BH. Claro, errei a cor ou o tamanho ou o modelo, não me lembro mais. Aí chegou a hora de trocar. Minha Amada fez uma inspeção prévia das opções existentes, mas não gostou de nada, pois a loja era pequena e com pouca variedade e já me deu um esporro. Devidamente espinafrado e para resolver a situação, decidi tentar devolver a peça e reaver a grana paga. Isso sempre é uma total impossibilidade em noventa e nove por cento das vezes, uma coisa dificílima de acontecer, mas lá fui eu.

Entrei na loja, cumprimentei a vendedora que se aproximou e pedi para falar com o(a) gerente ou o(a) proprietário(a). Uma jovem aproximou-se, identificou-se como gerente e perguntou em que poderia ajudar. Aí, "o santo baixou":

- Eu... eu nem sei o que dizer... Aliás, eu... tenho certeza que é impossível você conseguir me ajudar... (as pausas e a fala titubeante são assim mesmo).
- O senhor quer fazer uma troca e perdeu a nota fiscal?
- Não, é um pouco mais complicado... Sabe o que é? Eu comprei essas sandálias para dar de presente para minha mãe, que faz aniversário na próxima quarta-feira... (pausa de três segundos) Quer dizer, faria, porque, infelizmente, sua missa de sétimo dia foi ontem.
- Nossa!!!
- Pois é, como eu sou divorciado e esta loja só tem artigos femininos, não tenho o que fazer com isso agora e gostaria de devolver. Mas acredito que isso é impossível, não é? (uma provocação clara à independência gerencial e à capacidade de resolver problemas complexos da coitada da responsável). 

Durante uns dois minutos, vendedora e gerente conversam em voz baixa. E lá vem ela:
- Olha, senhor, eu lamento muito tudo isso. Nós vamos abrir uma exceção e devolver o seu dinheiro.
- Puxa! Você merecia ser sócia desta loja! Eu nem sei como agradecer tanta gentileza e solidariedade...
-Imagina!
- Ainda mais neste mês, em que meu saldo bancário já está negativo!

Peguei o dinheiro e saí com a cara mais séria do mundo, mais ou menos como aquela que um político faz ao negar enfaticamente seu envolvimento com o "Petrolão". 

E minha mulher comprou o que quis em outra loja do mesmo shopping. O agravante é que, nessa época, minha mãe ainda estava viva! 


Como disse antes, no dia a dia, mesmo que as pessoas nem sempre percebam, sou um sujeito mal-humorado, meio sarcástico e sem paciência. Mas, no momento em que preciso devolver ou trocar alguma coisa, sou quase uma dama, de tão gentil e simpático. 

Ogro sim, mas muuuito cordial!

domingo, 12 de abril de 2015

UMA GRANDE FAMÍLIA!

Estava dando uma olhada em minhas pastas de arquivo para ver se encontrava alguma gororoba esquecida, quando vi uma imagem com o título "Botelho Pinto". Aí me lembrei da história toda: Nas últimas eleições, um candidato a deputado estadual registrou no TSE seu apelido de juventude. Nada mais normal. O que o distinguia era só o nome - Botelho Pinto.

Quando eu vi/ li no site do IG essa notícia em julho de 2014, não tive outra opção a não ser copiar como imagem e mandar por e-mail aos meus filhos. Afinal, era mais um membro (isso ficou meio esquisito) da família Botelho Pinto a ser identificado! 

Na época, até pensei em algumas frases que poderiam ser utilizadas pelo candidato. Por exemplo: "A Saúde está abandonada? Botelho Pinto para resolver!" Se eleito, poderia fazer propaganda de sua atuação parlamentar: "A canalização do córrego fulano estava paralisada há tempos. Bastou a atuação firme de Botelho Pinto e o canal foi alargado".

Depois disso, descobri "consternado" que esse Botelho Pinto não era totalmente legítimo, pois o candidato não tinha Pinto no nome, era só um apelido. O Pinto era postiço, quase uma prótese.

Por ter escancarado "para o mundo" a sonoridade de bordel do meu sobrenome (esse sim, um legítimo e registrado em cartório Botelho Pinto), resolvi colocar agora essa notícia no blog, mesmo já passado muito tempo desde sua veiculação (projeto memória, amigo!), porque a história continua divertida. 

Deixo também minha solidariedade (prefiro evitar o termo "simpatia", pois há gente muito maliciosa neste mundo) a esse homônimo fluminense e aproveito para fazer uma convocação aos membros dessa grande família:

Botelhos Pintos do mundo, aproximai-vos! (não é recomendável que se unam, pois aí a coisa pode virar suruba gay). 

Nada tendes a perder a não ser a vergonha na cara e o senso de ridículo! 

(Olhaí a notícia)







sexta-feira, 10 de abril de 2015

EXPRESSÃO DIGITAL

Todo mundo sabe o que é impressão digital, pois todo mundo, para identificar-se – ou, melhor, para ser identificado – já lambuzou os dedos com tinta preta e oleosa. Alguns, não satisfeitos em usar só os dedos, lambuzaram também as mãos, os bolsos e as reputações com o óleo preto conhecido como petróleo. Mas isso é conversa para outra hora.


O assunto de hoje é identificação. Mas não se trata de impressão digital. Como meus textos e desenhos são como que radiografias de minha mente – por exprimir um pouco do que sinto e penso, acabo deixando traços de minhas digitais aqui e ali, para os navegantes da web. Então, os posts do Blogson acabam sendo expressões digitais (jogo de palavras safado!).


E como o Blogson encontra-se em uma nova fase, resolvi (tentar) desencanar um pouco. Cada um dos blogueiros com quem tenho mais contato revela uma predileção por algum assunto ou enfoque. Por exemplo, o "Casal Geek" tem apresentado ultimamente um perfil de analista ou comentarista de games. A praia do "Mixidão" são receitas desenhadas (super bem ilustradas), dicas e notícias sobre gastronomia. O "MaLuComg" é um blog enciclopédico, de variedades e dicas sempre muito interessantes. Já o "Marreta do Azarão" gosta mesmo é de poetar, mostrar fotos de mulheres nuas e, de vez em quando, ainda ateia fogo na religiosidade e nas religiões. Está claro que esses são apenas os focos principais desses blogs, não eliminando outros assuntos, outros temas, que sempre surgem.

Pois bem, o Blogson tem caminhado aos poucos para o que, creio, é sua vocação principal: contar casos e fazer piadas idiotas. Por isso, para deixar essa "trilha" mais limpa, preciso revelar meu nome verdadeiro, ainda que isso seja um pouco doloroso (tem gente que perde o amigo, mas não perde a piada. Comigo é mais ou menos assim: eu perco a privacidade, mas não perco o post).

Meu amigo Mauro Lúcio Condé, o dono do "MaLuComg", tem uma das histórias de vida mais fascinantes que tive a oportunidade de conhecer. Além de amizade, tenho por ele a mais profunda admiração. Pois bem, logo que criei o blog, ele escreveu este texto:


Blogson Crusoe - Um blog que acaba de nascer e promete nos brindar com bons textos - ele é de um cara que admiro muito, o Zé Botelho - ele prima tanto pelo conteúdo quanto pela perspicácia na tradução do cotidiano em palavras.

Fiquei gelado quando li isso (coisa que nunca comentei com ele), pois, sem saber de minhas idiossincrasias, meu amigo tinha escancarado meu nome (parte dele) na web. Mas toquei o barco.

Recentemente, talvez por descobrir essa referência, meu amigo virtual e dono do blog Marreta do Azarão citou meu nome novamente em um comentário, o que me deixou transtornado e me fez pirar de novo.


Mas, como disse, o post de hoje exige que eu me identifique, que me desnude um pouco mais (a cueca, já aviso, não vou tirar!). Então, deixando de enrolação, vamos lá:

Meu nome verdadeiro é mesmo José Botelho. E Como Botelho é sobrenome, continuo sendo apenas um Zé, o Zé do Blogson. Mas não termina aqui. Botelho é o sobrenome de minha mãe. Já adivinhou o de meu pai? Não? Segure-se, pois é Pinto... (o complemento não vem ao caso)

E então? Meu nome verdadeiro é José Botelho. José Botelho Pinto. José Botelho Pinto... Difícil, concorda? "No tempo da delicadeza", como diz o Chico Buarque, meus pais não se tocaram com o trocadilho obsceno que estavam criando ao juntar seus sobrenomes para me batizar (e a meus irmãos). 

Até os dezessete, dezoito anos, isso não causou nenhum problema, pois ninguém nunca fez referência a essa sonoridade de puteiro. Mas, não há Bem que sempre dure. No início do terceiro ano do segundo período (ou colegial ou científico, sei lá), um colega novato me perguntou:

- Como é que o pessoal te chama? E eu, tranquilamente respondi:
- Botelho. 
Com um sorriso sacana no rosto, perguntou; 
- Botei-lhe o que? Entre espantado e divertido, respondi na lata:
- Botelho Pinto!
O sujeito ficou meio que rindo, mas quase deitou no chão de tanto rir quando eu saquei a identidade e mostrei a ele.

Depois disso, todos os dias ele inventava uma variação: Coloquelho Pau, Introduzilho Membro, Puslha Vara, Soqueilha Estrovenga, Encarqueilho Cacete e por aí afora, até se cansar da brincadeira. A partir daí passou a me chamar de "Censurado". Depois, já na faculdade, outro colega me chamava respeitosamente de Boteivos (ah ah ah, o que?). 

Em uma empresa onde trabalhei, tive um chefe que era bronco de tudo. Além de ficar sempre enrolando nos dedos a meleca que toda hora tirava do nariz, tinha o costume de chamar os subordinados à sua sala na "viva voz", aos berros. A mim, ele chamava assim:
- Ô Pênis, dá um pulinho aqui!
Finesse total!

Assim, a vida nunca mais foi a mesma, pois sempre tinha um filho da puta para me gozar. E até desconhecidos tiram sarro. Um dia, depois de abastecer o carro, preenchi o cheque (isso foi há muito tempo) e o entreguei para o funcionário do posto. Ao conferir o valor, gritou para um colega:
- Fulano, olha o nome desse cara: José Botelho Pinto! A resposta foi imediata:
- Tô fora!

Espero que agora os 2,8 leitores entendam porque eu sempre relutei em me identificar, ao ponto de até criar um personagem (Jotabê) e de fazer piadas e coisas do gênero (Just in Beer, por exemplo), só para disfarçar. No dia a dia, eu sempre tento levar essa carga numa boa, até participando das gozações.

No último Carnaval, um gay vestido de grávida brincou comigo, passando a mão na barriga de travesseiro:

- Você é o pai desta criança! 
Truquei na hora - Não, não sou o pai, mas você vai amar meu nome verdadeiro – Botelho Pinto!
- Nooossa! Adoreei!!!

Mas, agora chega, estou de saco cheio, cansei desse sobrenome; estou pensando até em mudá-lo. Talvez tire o Pinto, motivo de tanta chacota (acalme-se, madame, só vou deixar de fora o sobrenome!). Acredito que "Paula" ou "de Paula" seria um bom complemento. Já pensou?

José Botelho Paula..., ou melhor, Botelho Pau lá.






sexta-feira, 3 de abril de 2015

PRIVATIZAÇÃO MATA?

Eu não tenho saco para aturar radicais. Sinceramente, sempre tento não prestar muita atenção nesse tipo de gente, para poupar um pouco meu fígado. Mas, de vez em quando, vejo coisas tão aberrantes que acabo me aborrecendo.

Hoje, dirigindo distraidamente, dou de cara com um outdoor que exibia uma mensagem “sinistra”: sobre um fundo preto, via-se o desenho de uma caveira branca e uma frase ameaçadora impressa em vermelho: “PRIVATIZAÇÃO MATA”. Como estava ao volante, não pude (nem deveria) prestar atenção no autor dessa pérola.

Dias atrás, vi no site do IG uma “manchete” sobre o desejo ou propósito de um MST ou MPQP da vida, de promover uma campanha “contra a Direita”.

Não sou analista político nem tenho disposição para tanto. Mas essas duas notícias me fazem ficar perplexo. É tão difícil escrever alguma coisa de forma clara e inteligível! Digo isso porque é o que sinto toda vez que tento escrever um novo post. As palavras me atropelam, embaraçam-se na minha mente como se fossem ramos de uma planta trepadeira que se enrosca em fios e galhos.

Por isso, quando vejo frases atiradas ao léu, que nada trazem além de agressividade e ameaças, fico muito preocupado. Aliás, hoje me ocorreu que vivemos momentos parecidos com aqueles que percebi no final da década de 1960, quando tinha dezessete, dezoito anos. Naquela época, como hoje, havia uma tensão permanente no ar, como se todos os dias estivessem nublados ou chuvosos.

Porque digo isso? Porque hoje, a Esquerda está no poder. À custa de manipulações, engodos e falsas promessas, mas está. E, no entanto, existem radicais que parecem não aceitar que o que eles consideram “Direita” (quase todo o povo brasileiro) tenha o direito de se manifestar livremente.  Se alguém quiser fazer uma brincadeira com o que acabei de dizer, inverta as palavras “Direita” e “Esquerda”, que será imediatamente transportado para 1968 e arredores. Será que algum dia conseguiremos ser civilizados e tolerantes com aqueles que não pensam como nós?

Quanto à frase “A privatização mata”, o que posso dizer é que concordo integralmente com ela. Só que alguém se esqueceu de colocar o texto todo. Por isso, vou dar uma ajudazinha. A privatização mata os cabides de emprego, o atendimento desleixado e desinteressado, a ineficiência, a irresponsabilidade e a corrupção.


Peço desculpas aos 2,4 leitores deste blog por esse texto bobo, escrito só para desabafar um pouco.

SACANDO A ROLHA


- E aí, brother? Beleza?
 
- Tranquilo.
 
- Que você está fazendo aí?
 
- Ah, estou lendo uns anúncios, para ver se encaro algum.
 
- Lê alto então, pra ver se me interessa também.
 
- Corpo médio/alto, macio e fim de boca agradável, encanta pela sua harmonia, frescor e toques de damasco e pêssego ao nariz."
 
- ???
 
- Esse também deve ser legal: "Mostra-se denso, porém fresco. Um campeão de venda. Intenso de cor e aromas, acidez refrescante e leve toque picante ao paladar.”
 
- Você está me deixando constrangido!
 
- Esse aqui deve ser bem gostoso, Olha só: “Bom volume de boca e boa acidez, mostra corpo médio, mas com bom frescor."
 
- Para com isso, porra!
 
- Não gostou dessas ofertas? Esse aqui eu tenho certeza que você aprovará: “Vermelho intenso, aromas de frutas maduras e toque de especiarias. Na boca, é macio, fresco e fim muito agradável. Excepcional relação preço/ prazer."
 
- Puta que pariu! Porque você nunca me disse que é chegado em garotos de programa?
 
- Quem te pôs essa?
 
- Ninguém me pôs nada, até porque, ao contrário de alguém nesta sala, eu sou espada!
 
- Já está bêbado cedo assim?
 
- Não sou eu que fico lendo anúncio de garotos de programa e falando que deve ser “bem gostoso”! Pior é o detalhe: “vermelho intenso... na boca, é macio...” Que nojo, cara!
 
- Você só pode ser retardado ou devem ter feito lobotomia em você no berçário. O que eu estou lendo é anúncio de vinho, idiota!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A VIDA ZÉXUAL DOS VETORES - RANKING

Este post é fruto de minha obsessão por números, controles e informação. Tenho a plena convicção que ninguém, além de mim, irá se interessar por isso. Como já foi dito no primeiro post, a série "A vida zéxual dos vetores" surgiu de um comentário/ sugestão feita pelo titular do blog "A Marreta do Azarão". Aliás, a série começou como " a vida sexual...", mas a minha mania de me tornar ainda mais ridículo que o normal fez com que eu mudasse para "zéxual".

Sinceramente, apesar da ruindade natural das piadas, diverti-me bastante imaginando e construindo as dezesseis idiotices a que dei o nome de "aulas". E tudo feito no Word e Paintbrush  (para mim, as melhores são aquelas que exploraram mais o non-sense e a criatividade gráfica, ou seja, as "aulas" 01, 02, 04 e 07). 

Os temas foram surgindo tão rapidamente, que foi preciso fazer uma lista para não esquecer nenhuma ideia, por pior que fosse ela. As imagens utilizadas, lógico, foram buscadas na internet. A linguagem coloquial (sempre) adotada é o que imagino ser o que mais se parece com a que é utilizada por jovens. Sobre os "desenhos", os tipos de letra (fontes) escolhidos também fizeram parte da tentativa de criar cartoons engraçados.

E, como se pode observar o tempo todo, em todo lugar e em qualquer situação, não houve homogeneidade de resultados. Tal como acontece com as pessoas, as piadas e cartoons não são brilhantes ou engraçadas ou criativas ou inteligentes de forma igual (não sei porque, me lembrei do tipo de ensino que se pratica hoje nas escolas públicas). Por isso, é natural e justo que algumas "aulas", as melhorzinhas, tenham sido mais visualizadas e compartilhadas por mais pessoas, enquanto as de qualidade inferior tenham tido menos sucesso. Assim é o humor, assim é o ensino, assim é a vida; os melhores e os mais bem preparados, sobressaem-se naturalmente.

A propósito do blog "A Marreta do Azarão", sempre citado aqui, deixo registrado e escancarado meu espanto, meu respeito (e uma pontinha de inveja) por seu sucesso de público. O que alguns de seus posts tem de volume de comentários, os mais acessados do Blogson tem de visualizações. Pode-se afirmar tranquilamente que o "Marreta" é um legítimo blockbuster! Ou blogbuster, se preferirem. (esse tipo de trocadilho infame talvez explique o baixo público do Blogson).   

Mas, voltando ao tema inicial, a classificação dos 16 posts é a seguinte:




O TEMPO - MÁRIO QUINTANA

  A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira! Quando se vê...