terça-feira, 24 de março de 2026

PESCARIA

 
 
Nunca li nada do Guimarães Rosa e a explicação é simples e patética: não tenho o costume de comprar livros, lendo apenas os que ganho. Mesmo assim, imagino que deve ser uma boa leitura, sofisticada, inesperada, como imagino que seja o conto “A terceira margem do rio”.
 
Então, é presunção querer utilizar o título desse conto do Guimarães só para fazer uma metáfora política. Mesmo assim, vou fazer, por já estar cansado, de saco cheio dos disse-me-disse entre Esquerda e Direita, das ofensas e desabafos contidos em expressões como intelectualoide, petralha, direitalha e assemelhados.
 
Por exemplo, se alguém me chamar de “comunista” eu ficarei extremamente ofendido, puto mesmo. Por outro, lado se algum petista me chamar de “bolsonarista” eu ficarei tentado a mandá-lo à puta que o pariu. Eu quero é distância dos extremos!
 
Por isso, utilizo agora a metáfora que imaginei para deixar clara minha posição ideológica (saco cheio desta palavra também!): eu não pesco nem na margem direita nem na margem esquerda de um rio; eu pesco apenas na terceira margem, que é onde tem peixe grande.
Gostaram da analogia?

2 comentários:

  1. Rapaz, estou achando que para nós não há mais rio com peixes que prestem. Está tudo contaminado.
    Um abraço.

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    1. Talvez a maior contaminação seja vista nos pescadores das margens direita ou esquerda.

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