Se eu
soubesse que vc iria me tratar dessa forma após casar eu que não queria casar
Eu te
trato como todo homem macho alfa trata sua esposa
Com
amor, carinho, atenção e autoridade de Macho alfa provedor e fêmea beta
obediente e submissa
Como toda mulher casada deve ser.
Gostou deste diálogo? Quer
saber as regras que uma “fêmea beta obediente
e submissa” precisa seguir?
- Não cumprimentar homens com beijo no rosto e abraços
- Lugar de mulher é em casa cuidando do marido e não na rua
caçando assunto
- Rua é lugar de mulher solteira a procura de macho.
Eu adoro a vulgaridade do
uso das palavras “macho” e “fêmea” para animalizar o contato humano. Mas se
ainda não ficou satisfeito, aqui vão ponderações cheias de sensatez e
equilíbrio:
Enquanto
vc estiver casada comigo e vivendo na minha casa, na minha comanda, as coisas
serão do meu jeito... Mulher casada comprometida e que o marido é o único
provedor do lar tem regras a cumprir
- Se
você quer ter liberdade, não fique casada
- são
as minhas regras e do meu jeito.
Só para esclarecer: essas doces palavras
foram obtidas a partir da quebra de sigilo do celular de um coronel da Polícia
Militar de São Paulo, preso e acusado de ter assassinado a esposa com um tiro
na cabeça depois de imobilizá-la com uma gravata.
Esse gentilhomem matou sua linda
esposa por não aceitar que ela usasse roupas justas e cumprimentasse outros
homens com beijinho no rosto, coisas assim, e deixou clara sua visão:
Eu contribuo com o dinheiro, sou o provedor.
Você contribui com carinho, atenção, amor e sexo.
Quando a coitadinha disse que o bonitão
da bala chita havia deixado de ser príncipe,
cavalheiro, romântico, a besta-fera respondeu ser mais que príncipe:
“Sou Rei, Religioso, Honesto, Trabalhador, Inteligente,
Saudável, Bonito, Gostoso, Carinhoso, Romântico, Provedor, Soberano”
Logo depois, em uma troca de
mensagens, ela disse estar “praticamente solteira”, recebendo esta resposta:
- Nunca será!
Acho que chega, né? Outro dia ouvi uma
reflexão interessante: essa explosão de feminicídios que tem acontecido no país
pode ter relação com a sensação de perda de poder que alguns homens sentem
diante das mudanças sociais. Eu diria que esses homens padecem da "síndrome do pinto pequeno".
Hoje é inegável - e positivo - o fato das mulheres estarem ocupando espaços antes reservados quase exclusivamente aos bigodudos:
policiais, delegadas, juízas, promotoras, CEOs, ministras e até presidente da
República. E talvez seja justamente isso que alguns não conseguem aceitar:
perder o controle que acreditavam ter sobre a vida de outra pessoa ou sentir-se
inferiorizados pela competência feminina.
No caso de mulher
presidente, faço este parêntese (não se deve perder a oportunidade de rever a
matéria estudada para o vestibular há 57 aninhos): substantivos terminados em
“e” não variam normalmente com o gênero. Por isso, dizer “presidenta” é feio
pra burro. Pode? Pode, mas deveria evitar. Como ensinou o apóstolo Paulo, “tudo
posso, mas nem tudo me convém”. Fica a dica.
Continuemos. Voltando à
prática absurda do feminicídio, o que esse caso mostra com clareza é algo
anterior ao crime: a mentalidade de posse, a ideia de que a mulher não é
parceira, mas propriedade. E é justamente aí que começa o problema.
Eu defendo uma solução
simples, mesmo que impossível hoje no país: pena de morte para o filho da puta.
Olho por olho, dente por dente, mano!
Tornozeleira e cadeia são
condenações muito suaves para esse tipo de crime. A menos que o fodão fosse
jogado em uma cela superlotada e virasse a mocinha dos presos. Ou
então ter o pênis, o pinto, o pau, o caralho cortado, amputado, para deixar de
ser idiota. Tô errado?
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