Descobri um perfil no facebook inteiramente dedicado ao velho e bom rock and roll. O dono publica os “line-ups” de várias bandas, tanto as mega conhecidas como as que lembram o caviar do Zeca Pagodinho – “nunca vi, não ouvi, só ouço falar”. Algumas formações são originais, outras já mostram uma das às vezes muitas trocas de integrantes. Várias delas já nem existem mais, com os músicos em carreiras solo ou migrando para outras bandas.
Há um caso bizarro de picaretagem musical: a banda Herman's Hermits da minha juventude hoje tem duas versões, cada uma liderada por dois dos antigos integrantes. E nenhum se chama Herman (aliás, nunca existiu um Herman na banda original).
Por trazerem as
fotos e a data de nascimento de cada um dos músicos, é divertido perceber um
traço comum entre a elite e a periferia do rock, que é a aparência ou a idade atual
dos músicos, muitos inclusive já falecidos.
Sinceramente, fico chocado ou, no mínimo,
assustado. Ver essas imagens me fez pensar que não é o rock que está morrendo,
são os roqueiros, pois o que tem de gente velha se apresentando ainda, não está
escrito. E o bizarro é ver esse povo com cara de “vô”, mas com cabeleiras (aqueles que ainda não ficaram calvos) que matariam de inveja um sansão da vida –
não fosse a cor de neve suja que exibem.
Um dia o Cazuza cantou “meus heróis morreram de overdose”. Não discuto essa avaliação, pois alguns músicos podem ter abusado um pouquinho, embora haja aqueles que morreram por doença, suicídio ou acidente. Mas
o Facebook tem-me feito pensar muito em rock, esse estilo de música que
influenciou a moda, a diversão e o comportamento desde que surgiu no início da
década de 1950. Talvez por isso alguns digam que o rock morreu ou está
agonizante, mas também não discuto essa afirmação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário