sexta-feira, 20 de março de 2026

TÔ ERRADO?

 
Se eu soubesse que vc iria me tratar dessa forma após casar eu que não queria casar
Eu te trato como todo homem macho alfa trata sua esposa
Com amor, carinho, atenção e autoridade de Macho alfa provedor e fêmea beta obediente e submissa
Como toda mulher casada deve ser.
 
Gostou deste diálogo? Quer saber as regras que uma “fêmea beta obediente e submissa precisa seguir?
 
- Não cumprimentar homens com beijo no rosto e abraços
- Lugar de mulher é em casa cuidando do marido e não na rua caçando assunto
- Rua é lugar de mulher solteira a procura de macho.
 
Eu adoro a vulgaridade do uso das palavras “macho” e “fêmea” para animalizar o contato humano. Mas se ainda não ficou satisfeito, aqui vão ponderações cheias de sensatez e equilíbrio:
 
Enquanto vc estiver casada comigo e vivendo na minha casa, na minha comanda, as coisas serão do meu jeito... Mulher casada comprometida e que o marido é o único provedor do lar tem regras a cumprir
- Se você quer ter liberdade, não fique casada
- são as minhas regras e do meu jeito.
 
Só para esclarecer: essas doces palavras foram obtidas a partir da quebra de sigilo do celular de um coronel da Polícia Militar de São Paulo, preso e acusado de ter assassinado a esposa com um tiro na cabeça depois de imobilizá-la com uma gravata.
 
Esse gentilhomem matou sua linda esposa por não aceitar que ela usasse roupas justas e cumprimentasse outros homens com beijinho no rosto, coisas assim, e deixou clara sua visão:
 
Eu contribuo com o dinheiro, sou o provedor. Você contribui com carinho, atenção, amor e sexo.
 
Quando a coitadinha disse que o bonitão da bala chita havia deixado de ser príncipe, cavalheiro, romântico, a besta-fera respondeu ser mais que príncipe:
 
“Sou Rei, Religioso, Honesto, Trabalhador, Inteligente, Saudável, Bonito, Gostoso, Carinhoso, Romântico, Provedor, Soberano”
 
Logo depois, em uma troca de mensagens, ela disse estar “praticamente solteira”, recebendo esta resposta:
 
- Jamais! Nunca será!
 
Acho que chega, né? Outro dia ouvi uma reflexão interessante: essa explosão de feminicídios que tem acontecido no país pode ter relação com a sensação de perda de poder que alguns homens sentem diante das mudanças sociais. Eu diria que esses homens padecem da "síndrome do pinto pequeno".

Hoje é inegável - e positivo - o fato das mulheres estarem ocupando espaços antes reservados quase exclusivamente aos bigodudos: policiais, delegadas, juízas, promotoras, CEOs, ministras e até presidente da República. E talvez seja justamente isso que alguns não conseguem aceitar: perder o controle que acreditavam ter sobre a vida de outra pessoa ou sentir-se inferiorizados pela competência feminina.
 
No caso de mulher presidente, faço este parêntese (não se deve perder a oportunidade de rever a matéria estudada para o vestibular há 57 aninhos): substantivos terminados em “e” não variam normalmente com o gênero. Por isso, dizer “presidenta” é feio pra burro. Pode? Pode, mas deveria evitar. Como ensinou o apóstolo Paulo, “tudo posso, mas nem tudo me convém”. Fica a dica.
 
Continuemos. Voltando à prática absurda do feminicídio, o que esse caso mostra com clareza é algo anterior ao crime: a mentalidade de posse, a ideia de que a mulher não é parceira, mas propriedade. E é justamente aí que começa o problema.
 
Eu defendo uma solução simples, mesmo que impossível hoje no país: pena de morte para o filho da puta. Olho por olho, dente por dente, mano!
 
Tornozeleira e cadeia  são condenações muito suaves para esse tipo de crime. A menos que o fodão fosse jogado em uma cela superlotada e virasse a mocinha dos presos. Ou então ser emasculado, ter o pênis, o pinto, o pau, o caralho cortado, amputado, moído, para deixar de ser besta. Tô errado?

6 comentários:

  1. sem aprofundar o tema por hora, conhece as estatísticas? Fiquei surpreso ao pesquisá-las.
    em 2024/2025, 35.300 homens foram assassinados no Brasil. Mulheres foram 1.500.
    Desses 35.300 homens mortos , 2.100 foram mortos por mulheres.
    Os dados não são precisos (creio eu) em determinar de quantos desses homens foram mortos por legítima defesa da mulher.

    Mas eu era de um tempo, lá com meus 20 anos, de que era normal no transporte público homens darem seus lugares a mulheres. Hoje isso não acontece, a não ser (e olhe lá) se for uma idosa.
    O que me pergunto é até onde essa busca desesperada por "igualdade" do homem com as mulheres em todos os níveis não está bugando a cabeça dos homens, o que evidentemente, não justifica qualquer tipo de violência.
    Eu também sou da época, lá pela minha adolescência, que havia um ditado muito popular: Em mulher não se bate nem com uma flor.

    Talvez esse ditado se dito hoje, seria considerado machista pelas feministas, já que ele pressupõe uma delicadeza e fragilidade que as mulheres hoje em dia não querem mais ter.

    Um tema muito abrangente, mas devo dizer que sempre fui a favor das mulheres tomarem espaços de poder na sociedade. Minha mulher trabalha desde os 18 e eu praticamente cuidei do meu filho antes do primeiro ano quando ela voltou a trabalhar e eu já estava "aposentado". Isso pra mim foi uma grande benção. Ora, que pai hoje em dia pode acompanhar o crescimento do filho dia a dia dessa forma?
    Lamentei eu ter sido reformado antes do tempo compulsoriamente, mas depois que meu filho nasceu, entendi que um provérbio que minha mãe dizia tinha sentido: não há mal que não traga um bem.

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    1. Eu sou um feminista convicto, um cara que já foi elogiado por entender a alma feminina. Por isso eu penso que NA MAIORIA DOS CASOS, quando uma mulher mata um homem é porque já não suporta a truculência, os tapas na cara, as traições sistemáticas. Aquele momento que para ela "já deu". Este post foi influenciado pela notícia de um julgamento em uma cidadezinha lá no cu de Minas Gerais, de um homem que incendiou a casa e a mulher. Talvez a pobreza, a miséria e a ignorância expliquem isso, mas foda é ver um coronel PM dizer as barbaridades que o babaca de São Paulo registrou em mensagens antes de assassinar a esposa (uma gata, diga-se).

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    2. Quantas páginas tem seu livro?

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  2. Concordo, o feminicídio deve ser tratado com rigor e com pena máxima pois tipificado como crime hediondo. Não se pode conceber assassinato de mulheres cometidos por parceiros por razões de gênero , sentimento de controle e principalmente menosprezo a condição feminina. .

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  3. Errar faz parte do crescimento e da aprendizagem. Reconhecer os próprios erros permite corrigir, evoluir e tomar decisões mais conscientes, transformando experiências menos positivas em oportunidades de desenvolvimento pessoal.

    Beijinhos,
    Daniela Silva 🩷
    Alma Leve

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