Eu me rendo! Sinceramente. Desisti de tentar entender qual
é o sentido da Vida, minha última e mais recorrente obsessão (creio que isso é
um pleonasmo), que é também um sinal inequívoco de velhice (é nunca que eu
pensaria nisso quando era jovem!).
Esse assunto é infinitamente mais complexo do que minha mente medíocre consegue processar. Mas, para não passar de liso, aí vai o resumo do que eu consegui pensar, a partir das informações profundamente “técnicas” obtidas de “Veja”, “Animal Planet”, “National Geographic Channel” (equivalentes atuais dos antigos almanaques; alguém aí já ouviu falar de Almanaque do Biotônico Fontoura? Não???? Tudo criança!!):
Esse assunto é infinitamente mais complexo do que minha mente medíocre consegue processar. Mas, para não passar de liso, aí vai o resumo do que eu consegui pensar, a partir das informações profundamente “técnicas” obtidas de “Veja”, “Animal Planet”, “National Geographic Channel” (equivalentes atuais dos antigos almanaques; alguém aí já ouviu falar de Almanaque do Biotônico Fontoura? Não???? Tudo criança!!):
A vida surgiu a partir de moléculas complexas
de carbono que, à falta do que fazer viviam se formando de forma aleatória.
Onde e exatamente como surgiu a Vida, não sei. Se quiserem, marquem um “x” na
opção “Deus”. Se não quiserem, podem
marcar “Acaso” ou “nenhuma dessas respostas”. O que sei é que em algum momento, em algum lugar do universo (uma das teorias diz que os primeiros organismos teriam chegado à Terra trazidos por cometas) houve
um “Fiat Lux”, ou melhor, um “Fiat Vitae”, um momento em que um bando
de moléculas vagabundas e desocupadas transformou-se em nano-organismos,
organizados e com características que servem para classificá-los como seres
vivos.
Provavelmente (essa é a minha opinião), em virtude do ambiente extremamente hostil em que surgiram, as mutações mais bem sucedidas devem ter registrado em seu código vital a necessidade de reproduzir-se da forma mais ampla possível e o instinto de sobreviver pelo máximo tempo possível (o que ajudaria na reprodução). Os redatores bíblicos entenderam a lógica da coisa e registraram o “crescei e multiplicai-vos”. Não é demais pensar também que, já nos primeiros momentos, as mutações propiciaram a diversificação das espécies e o surgimento de presas e predadores.
Provavelmente (essa é a minha opinião), em virtude do ambiente extremamente hostil em que surgiram, as mutações mais bem sucedidas devem ter registrado em seu código vital a necessidade de reproduzir-se da forma mais ampla possível e o instinto de sobreviver pelo máximo tempo possível (o que ajudaria na reprodução). Os redatores bíblicos entenderam a lógica da coisa e registraram o “crescei e multiplicai-vos”. Não é demais pensar também que, já nos primeiros momentos, as mutações propiciaram a diversificação das espécies e o surgimento de presas e predadores.
Antes que alguém (quem?) pergunte onde eu quero
chegar com essa lenga-lenga chutada, já vou logo dizendo o que penso: os seres
vivos de hoje, aí incluídos os “manos”, são como que ecos longínquos daqueles
primeiros organismos. Então, para mim, mesmo que a Vida seja uma coisa sem
sentido ou explicação, há apenas um sentido para o período de vida dos seres
vivos. E esse sentido é em última análise o velho e bom “crescei e multiplicai-vos” – e mais nada! Tudo o que um sujeito faz
ao longo da vida tem como mola principal (mesmo que não percebida) o instinto
de perpetuar-se, seja pela reprodução ou pela sobrevivência pura e simples dele
próprio (basta lembrar o ditado popular que diz que “todo mundo quer ir para o céu, mas ninguém quer morrer”).
Trabalho, estudo, lazer, cuidado com a saúde, hábitos de vida, alimentação, tudo isso não passa de “ferramentas” para atingir esses dois proto-instintos: sobreviver e multiplicar-se.
Trabalho, estudo, lazer, cuidado com a saúde, hábitos de vida, alimentação, tudo isso não passa de “ferramentas” para atingir esses dois proto-instintos: sobreviver e multiplicar-se.
Provavelmente, foi pelo desejo de
perpetuar-me que acabei por escrever este texto maluco.
(Ano provável da versão original deste texto: 2010. Foi publicado no Blogson em 19/09/2014)
