sábado, 5 de setembro de 2026

OH ME! OH LIFE! – WALT WHITMAN

 

Oh, eu! Oh, vida! Das perguntas que voltam, sempre as mesmas,

Dos trens intermináveis dos descrentes, das cidades povoadas de tolos,

De mim mesmo, a me censurar sem trégua

(pois quem mais tolo que eu, quem mais descrente?),

Dos olhos que em vão suplicam pela luz, das coisas mesquinhas,

Da luta que incessantemente recomeça,

Dos pobres frutos de tudo, das multidões que se arrastam,

Sórdidas, laboriosas, ao meu redor,

Dos anos vazios e inúteis que os outros vivem,

E nos quais também eu me enredo,

A pergunta, oh, eu! — tão triste, sempre retornando:

Que há de bom em meio a tudo isso,

Oh, eu, oh, vida?

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