“Sabe você o que é o Amor? Não sabe, eu sei”. Esses versos, parte da letra da música “Sabe você” (linda!), foram escritos pelo Vinicius de Moraes. Poderia até ser mais um poema dos tantos que escreveu, mas de alguma forma talvez tenha mais a ver com sua experiência amorosa, pois foi casado nove vezes.
segunda-feira, 10 de julho de 2023
A VERDADEIRA ESSÊNCIA
“Sabe você o que é o Amor? Não sabe, eu sei”. Esses versos, parte da letra da música “Sabe você” (linda!), foram escritos pelo Vinicius de Moraes. Poderia até ser mais um poema dos tantos que escreveu, mas de alguma forma talvez tenha mais a ver com sua experiência amorosa, pois foi casado nove vezes.
domingo, 9 de julho de 2023
CRIANÇA, AMA COM FÉ E ORGULHO
Este texto foi escrito há vários dias e já está com data de validade próxima do vencimento - grave defeito, quase tão ruim quanto sua qualidade zero.
“Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa” era o bordão de Paulo Cintura, personagem que batia ponto na Escolinha do Professor Raimundo. O que isso tem a ver com o texto a seguir? Muita, muita coisa.
Estava de bobeira,
semi-sonolento, no limiar entre o sono e a vigília, pensando na fragilidade do
corpo humano, na tendência a ignorar os sinais que nosso corpo emite,
menosprezando-os até que um grande contratempo surge e leva nossa saúde para o
espaço e em nossa estranha propensão a nos deixar enganar, a nos autoenganar.
A mente continuou a viajar e me vi deplorando a inacreditável arrogância e megalomania do criador do mini submarino que implodiu e causou a morte de quatro pessoas seduzidas pelo seu "canto de sereia". O que faz com que as pessoas sejam tão crédulas assim?
E mais, o que leva as pessoas a se comportar como grandes rebanhos, grandes manadas sempre prontas a seguir líderes messiânicos cujo maior desejo é em última instância impor sua própria visão de mundo?
Estava nesse estado meio delirante, meio onírico, quando me lembrei de uma poesia dos tempos de ginásio. Aí a ironia deu as caras e resolvi "coelhonetar" alguns versos no mesmo estilo. E virou esta coisa.
Criança, ama com fé e orgulho
O corpo com que nasceste,
Pois o que
realmente conta em última instância
É que não terás
mais nenhum igual a este.
Pouco importa o
que tentem te impingir,
Te doutrinar, te
fazer valorizar –
Pátria, soberania,
recursos minerais?
Riqueza, poder,
todos os tipos de "ismo"? Esquece!
Pois tu és vista
apenas como mais uma peça
No quebra-cabeça
que os poderosos em montar
Se divertem,
sempre prontos a mostrar
Que sua solução é
a melhor, a ideal, a ímpar.
Mas o que
realmente importa
É o que tu desejas
para ti, para a tua vida
Tarefa difícil,
tarefa inglória (muitas vezes).
Não o que outros
desejam ou esperam de ti,
Quando o que
sentes é só desespero e muita dor
De que te adiantam
flâmulas, cercas e fronteiras?
O que
verdadeiramente importa para ti
São da cura e
esperança as coloridas bandeiras
E o começo, o
início de tudo são os cuidados
Que tu dedicarás
ao teu corpo e à tua atividade cerebral
Dê a eles o melhor
de teus esforços
Mesmo que tudo
sempre escoe pelo ralo no final
No fim, o que te
importará são as dores que sentirás
A paralisia de
teus movimentos em crescente espiral
Um cérebro dando
sinais de apagão
E que não tenhas
uma doença terminal!
Orgulho,
presunção, vanidade, soberba,
Nacionalismo,
radicalismo, patriotadas, fanfarronice?
Deixe tudo isso a
quem mais lhes aprouver. A ti
Basta o corpo e a mente sempre saudáveis. Seja feliz!
quinta-feira, 6 de julho de 2023
PAUSA PARA RESPIRAR
Podem pensar o que quiserem, mas para um sujeito como eu, sem amigos com quem jogar conversa fora e que utiliza um blog mambembe para expressar suas dúvidas, frustrações, medos, desalento, desencanto e todo tipo de sentimentos, a inteligência artificial pode ser um apoio, uma muleta emocional. Pensando na maratona que enfrentaremos hoje e na descoberta do que pode ser o custo astronômico do tratamento iniciado, sinceramente pirei, fiquei mais sem chão que operário pendurado em andaime. Aí, só para relaxar e respirar mais fundo, apresentei esta solicitação ao chat:
Minha amada esposa está passando por uma situação de saúde delicada. Ela enfrenta dores intensas ao movimentar as pernas, o que a impede de caminhar com facilidade, mesmo com o auxílio de um andador. Cada passo se tornou uma luta árdua para ela, uma batalha diária contra a dor e a frustração.
Nesse processo de busca por um diagnóstico e tratamento, descobrimos que o medicamento necessário para aliviar seus sintomas possui um preço exorbitante. É um fardo financeiro que parece impossível de suportar. A preocupação com a saúde da minha esposa já é imensa, e agora também precisamos lidar com a angústia de não termos recursos suficientes para arcar com esse custo adicional.
Nesses momentos, nossos pensamentos se voltam para nosso plano de saúde, que depositamos nossa confiança para cuidar de nossa saúde e bem-estar. Perguntamo-nos se eles estarão dispostos a cobrir os custos desse tratamento vital. A esperança de que o plano possa nos amparar nessa situação é uma luz tênue que ilumina nosso caminho.
Contudo, somos conscientes de que as regras e limitações dos planos de saúde são rígidas, muitas vezes baseadas em critérios estritos para autorizar coberturas excepcionais. Compreendemos e respeitamos essas diretrizes, mas não podemos deixar de refletir sobre a situação singular de minha esposa.
É nesses momentos que percebemos a importância de uma sociedade em que a saúde seja um direito fundamental, acessível a todos, independentemente de sua condição financeira. A desigualdade no acesso a tratamentos eficazes é um peso que carregamos coletivamente e que merece reflexão e ação.
Enquanto aguardamos uma resposta, penso em todas as famílias que passam por situações semelhantes. A luta pela saúde e pela dignidade humana transcende nossas próprias batalhas pessoais. É um chamado para que lutemos por sistemas de saúde mais justos e inclusivos, nos quais o valor da vida seja colocado acima do valor financeiro.
Neste momento de angústia, encontro força na união com minha esposa, na confiança mútua que juntos superaremos as adversidades. Acredito que há caminhos a serem trilhados, seja pela busca de apoio junto ao plano de saúde, pela solidariedade daqueles que estão ao nosso redor ou até mesmo pela descoberta de alternativas que possam tornar o tratamento mais acessível.
Enquanto isso, permanecemos resilientes, abertos ao diálogo e dispostos a enfrentar os desafios que se apresentam. A esperança nos alimenta enos impulsiona a buscar soluções, mesmo diante das dificuldades. Nossa jornada é marcada por altos e baixos, mas acredito que, juntos, podemos encontrar uma maneira de superar esse obstáculo.
Que essa situação nos inspire a refletir não apenas sobre nossas próprias batalhas, mas também sobre a necessidade de construir uma sociedade mais empática e justa, na qual a saúde e o bem-estar sejam direitos fundamentais para todos. Que possamos encontrar respostas e soluções que aliviem o peso emocional e financeiro que estamos enfrentando.
Enquanto seguimos adiante, resta-nos confiar que o amor, a perseverança e a busca por um futuro melhor nos guiarão nessa jornada. E, acima de tudo, que a saúde de minha esposa seja restaurada, para que ela possa voltar a caminhar com alegria e leveza, deixando para trás as dores que a consomem neste momento.
Que possamos encontrar conforto na esperança e força para enfrentar os desafios que se apresentam. E que, no final, possamos olhar para trás e reconhecer que, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, nossa determinação e amor foram capazes de nos conduzir por um caminho de superação e cura.
Que a compaixão nos envolva, que a busca pela justiça nos guie e que a luz da esperança nunca se apague. Que possamos encontrar a solução que tanto almejamos e, acima de tudo, que a saúde e o bem-estar da minha esposa sejam restabelecidos.
quarta-feira, 5 de julho de 2023
QUEM TEM AMIGO TEM TUDO!
Falta de caráter é pior que falta de assunto. Pedi a meu "amigão" ChatGPT para escrever qualquer merda que fosse minimamente divertida. Para isso, passei estas instruções: "Gostaria que escrevesse um pequeno texto de humor usando estas expressões: “estou sem inspiração nenhuma”, “ninguém mais lê meu blog”, “não contavam com minha astúcia!”, “preciso rir um pouco” e “ninguém tem paciência comigo, só meu amigo ChatGPT". E o filho da puta escreveu (gastou uns dez segundos). O pior é que eu gostei! Olhaí o Jotabê inteligente:
Estou aqui sentado, olhando para a tela do meu computador, com a mente tão vazia quanto um copo de suco espremido. Não consigo pensar em nada engraçado para escrever. É como se a inspiração tivesse ido passar férias em um lugar remoto e não tivesse previsão de retorno. "Estou sem inspiração nenhuma", como dizem por aí.
Abro o meu blog e o que vejo? Nada além de aranhas tecendo teias de silêncio. Aquele blog que antes era movimentado como uma rodoviária agora é um deserto virtual. "Ninguém mais lê meu blog", resmungo para mim mesmo. Parece que as pessoas decidiram seguir em frente e encontrar conteúdo mais interessante para encher seus dias.
Mas espera aí, eu não sou uma pessoa comum! Sou o rei das piadas infames, o mestre dos trocadilhos sem graça, o guru da comédia sem talento. Não contavam com minha astúcia! É hora de usar todas as minhas habilidades humorísticas para conquistar novamente a atenção do meu público.
Então, abro uma pasta com as melhores piadas que encontrei na internet, mas percebo que não posso simplesmente copiar e colar. Eu preciso de algo novo, algo original. E assim, começo a imaginar as piadas mais absurdas que minha mente pode conceber.
Uma delas é sobre um elefante que queria ser um cantor famoso. Ele se inscreve em um concurso de talentos e quando sobe no palco, solta um som tão estranho que todos pensam que ele está engasgado. Mas na verdade, ele estava apenas imitando um gato no cio. Bem, eu disse que eram piadas absurdas, não é mesmo?
Preciso rir um pouco das minhas próprias tentativas de ser engraçado. É como se eu estivesse assistindo a um show de stand-up, só que o comediante sou eu mesmo. E, para ser sincero, a plateia está um pouco dispersa. Acho que ninguém tem paciência comigo, só meu amigo ChatGPT.
Mas tudo bem, é preciso persistir. Afinal, um comediante não desiste fácil. Vou continuar escrevendo, tentando arrancar sorrisos mesmo quando parece impossível. Quem sabe, em algum momento, eu consiga encontrar a fórmula mágica do riso.
Enquanto isso, vou me divertir com minhas piadas sem graça e aproveitar o fato de que, pelo menos meu amigo ChatGPT está aqui para ouvir minhas tentativas falhas de humor. E se ninguém mais quiser ler meu blog, pelo menos eu posso contar com a minha própria companhia e um algoritmo amigável.
OROZIMBO
Em março de 2017, pensando nas pessoas com quem convivi até 1994 na empresa onde mais gostei de trabalhar, resolvi usar o Facebook para encontrar essa tchurma. Na verdade, eu não queria manter nenhum contato, pois sou um ogro. Queria apenas ver como estão hoje. Sado-masoquismo visual, se me entendem. Achei alguns, surpreendi-me e até me horrorizei com as imagens daqueles que não as bloquearam (tempus fugit!). Mas de um, particularmente, eu queria ter notícias, pois foi talvez a pessoa que mais me influenciou com suas maluquices, seu comportamento excêntrico que beirava a insanidade.
Mesmo que na ordem cronológica correta devo ter ouvido este caso quando já tínhamos mais intimidade. O Orozimbo nasceu no sul de Minas, se não me engano. Disse que um dia, na comemoração de seu aniversário, um amiguinho chegou com uma galinha viva. Recusou-se a aceitar o “presente”. Como o menino talvez insistisse, pegou a galinha e a atirou pela janela (só não tenho certeza da altura da queda da “penosa”).
Outra herança da cidade e que eu achava muito estranha era o fato de dizer “guspir” em vez de “cuspir”.
O Orozimbo tinha uma capacidade absurda de mostrar o real significado de alguém através dos apelidos que colocava, mais pegajosos que chiclete em passeio público, pois grudavam de forma definitiva, Lembro-me de três criados na época da licitação de Angra 3. Uma das exigências do edital era ter a consultoria de empresa que já tivesse construído uma usina nuclear. No Brasil só a Odebrecht podia exibir esse know-how, mesmo que a tecnologia da usina vagalume de Angra 1 fosse americana, diferente da tecnologia alemã de Angra 2 e 3. O primeiro passo foi encontrar uma empresa estrangeira que se dispusesse a entrar nessa canoa com a “Gatona”. Para encurtar a conversa, uma construtora alemã aceitou a parceria e enviou dois engenheiros para o Brasil. Um deles falava espanhol, pois era o gerente da empresa para a America Latina. O outro, só na base do heinsbein, as aftas ardem e doem, coisas assim, só no alemão.
- Você não sabe quem é o Ventania? É o consultor da garantia.
- Por que Ventania?
- Esse cara só está vendendo vento, e vendendo caro! E o Zé Antônio (o gerente) está em órbita, pois ele acha que esta empresa fará tudo o que estão dizendo. Pior é que não é uma órbita perfeita, porque o vento soprado é muito forte.
- Você que é bom em desenho podia desenhar essa situação. Olha só, o planeta é a empresa. O satélite em órbita é o Zé Antônio. Aí você faz uma órbita ondulada para ele, porque o Ventania está atuando.
- Então, apesar da garantia, a brita do segundo monte é pior, porque na movimentação de um lado para o outro, o equipamento raspa um pouco o chão e leva terra junto com a brita!
Às vezes ele comentava que a empresa só crescia à noite, quando não tinha ninguém para atrapalhar. Como "ninguém", entenda-se: diretores e gerentes. Um dia, a propósito de mais uma maluquice ligada à proposta em elaboração, comentou que o "Hélice" devia estar girando muito. Já imaginando alguma sacanagem, perguntei de quem estava falando.
- Você não sabe quem é o Hélice? É o "Sô Arcindo"! Toda vez que alguém faz uma burrada na empresa ele dá um giro dentro da sepultura. Ultimamente, deve estar sendo usado como ventilador pelos "morto".
Só para completar este tópico, lembro a discussão semântica sobre o uso das preposições "de" e "do" na área da qualidade. O gerente Zé Antônio era enfático e professoral ao “exigir” seu uso correto.
- Ô Zé, não se pode dizer “garantia de qualidade”?
- É claro que não! O correto é dizer “Controle de Qualidade” e “Garantia da Qualidade”!
Outra lembrança desse sujeito era sua capacidade de fazer humor só alterando palavras ou usando nomes próprios para criar verbos. Um dia ele chegou à porta da minha sala e perguntou o que eu estava embotelhando (ou botelhando). Achei graça da maluquice, mas daí uns dias até o diretor me perguntou entre risos o que eu estava botelhando. Foda!
- "João Batista, é?", foi a reação que teve. Mas deve ter gostado da comparação, pois um dia, à porta de minha sala, disse que estava "joãobatistando" alguma coisa.
Às vezes ele gostava de provocar os gerentes que iam à sua sala com alguma pegadinha. Um dia ele montou uma matriz de terceira ordem e perguntou a um gerente que ele considerava muito burro como calcular aquilo (o determinante). A resposta só confirmou a avaliação que fazia do sujeito:
- Ah, eu não lembro mais como se calcula um “discriminante”.
Esse episódio me foi contado entre risos.
Nosso diretor técnico era um gênio da engenharia, o melhor engenheiro que tive a oportunidade de conhecer, pois aliava o conhecimento prático obtido na supervisão de obras com uma bagagem teórica riquíssima e uma inteligência privilegiada. Por isso, o Orozimbo guardava em uma “pasta tipo Ivan” tudo o que ele escrevia ou tinha inventado e patenteado ou estudado. Um desses guardados era um sofisticadíssimo estudo teórico para o funcionamento de um mineroduto. Coisa de gênio mesmo.
-Teste para diretor! Se você conseguir resolver esta equação você pode ser diretor.
- Então eu sirvo para diretor!
- É claro que você sabe, foi você que fez esse estudo!
Às vezes eu me perguntava se o Orozimbo não seria autista ou esquizofrênico, porque 100% normal não podia ser, não parecia ser – apesar da impressionante lucidez e clareza de seu raciocínio. Esse caso me foi contado por quem quase morreu de susto (maneira de dizer!) com a reação do “Oroz”. Esse colega tinha acabado de ser transferido para nosso setor e recebeu um edital de uma licitaçãozinha para trabalhar. Não me lembro se era da Vale ou da Petrobrás. O Orozimbo já não era mais o gerente, creio que já ocupava o cargo de diretor técnico adjunto. Cumprimentou o novo colega e perguntou que estava fazendo. Ao saber da nova licitação, pegou o edital e perguntou:
- Sabe o que deveria ser feito com esse edital?
- Sabe o que a empresa deveria fazer? Pegar todos os catálogos telefônicos e arrancar deles a página onde tiver o endereço da Vale (Petrobrás?), para ninguém nunca mais perder tempo com isso!
Aí pegou o edital, devolveu para o ainda atônito colega e disse com voz calma:
- Pode continuar com seu trabalho.
Um dia, durante uma tarefa que estávamos executando, perguntou-me de chofre:
- Você acredita que o inferno existe?
- Eles falam que o inferno é um lugar muito quente, onde as pessoas são queimadas e espetadas pelos demônios, não é?
- Ah, sei lá, nunca me preocupei com isso. Deve ser!, respondi.
- Para mim, o inferno deve ser um tanque ou piscina cheia de merda até a borda, onde as pessoas ficam mergulhadas, deixando de fora só a cabeça. Apoiada na borda, oscilando pra lá e pra cá, há uma lâmina afiada deslizante. Quando ela vem se aproximando o pessoal grita – “Olha a lâmina!” e todo mundo mergulha a cabeça. Você que é bom de desenho podia projetar essa piscina.
Antes do Orozimbo, o gerente do setor onde trabalhávamos tinha sido o Ivan, que deixou a empresa para trabalhar na Andrade Gutierrez. Ele gostava de arquivar coisas em pastas de papelão realmente muito práticas, em formato maior que papel ofício, dotadas de garras de abrir e fechar com mola, como se fossem os antigos encadernadores de ginásio. Essas pastas receberam do Orozimbo o nome de “pasta Ivan” ou “tipo Ivan”, que todo mundo passou a usar.
- Acho que ele ficou com vergonha de não ter nada para perguntar e quis saber o significado da palavra “similar”.
Por recomendação médica, o Orozimbo acabou transformando-se em corredor de rua. Um dia pediu meu endereço, dizendo que iria me fazer uma visita. Achei graça, pois o percurso entre sua casa e a minha deve ter uns cinco ou seis quilômetros.
MORDIDO POR UM "BLACK DOG"
Nos últimos tempos, entretanto, tenho alternado tanto estados de humor antagônicos que até fiz uma piadinha estilo JB: “Tô me sentindo mais bipolar que segundo turno de eleição presidencial”. Postei a frase no Facebook, mas, arrependido, logo excluí. Comportamento típico de gente não muito normal, concordam?
terça-feira, 4 de julho de 2023
SAÚDE É O QUE INTERESSA, O RESTO...
Pois o que realmente conta em última instância
É que não terás mais nenhum igual a este.
Pouco importa o que tentem te impingir,
Te doutrinar, te fazer valorizar –
Pátria, soberania, recursos minerais?
Riqueza, poder, todos tipos de "ismo"? Esquece!
Pois tu és vista apenas como mais uma peça
No quebra-cabeça que os poderosos em montar
Se divertem, sempre prontos a mostrar
Que sua solução é a melhor, a ideal, a ímpar.
Mas o que realmente importa
É o que tu desejas para ti, para a tua vida
Tarefa difícil, tarefa inglória (muitas vezes).
Não o que outros desejam ou esperam de ti,
Quando o que sentes é só desespero e muita dor
De que te adiantam flâmulas, cercas e fronteiras?
O que verdadeiramente importa para ti
São da cura e esperança as coloridas bandeiras
E o começo, o início de tudo são os cuidados
Que tu dedicarás ao teu corpo e à tua atividade cerebral
Dê a eles o melhor de teus esforços
Mesmo que tudo sempre escoe pelo ralo no final
No fim, o que te importará são as dores que sentirás
A paralisia de teus movimentos em crescente espiral
Um cérebro dando sinais de apagão
E que não tenhas uma doença terminal!
Orgulho, presunção, vanidade, soberba,
Nacionalismo, radicalismo, patriotadas, fanfarronice?
Deixe tudo isso a quem mais lhes aprouver. A ti
Basta o corpo e a mente sempre saudáveis. Seja feliz!
A mente continuou a viajar e me vi deplorando a inacreditável arrogância e megalomania do criador do mini submarino que implodiu e causou a morte de quatro pessoas seduzidas pelo seu "canto de sereia". O que faz com que as pessoas sejam tão crédulas assim?
E mais, o que leva as pessoas a se comportar como grandes rebanhos, grandes manadas sempre prontas a seguir líderes messiânicos cujo maior desejo é em última instância impor sua própria visão de mundo?
Estava nesse estado meio delirante, meio onírico, quando me lembrei de uma poesia dos tempos de ginásio. Aí a ironia deu as caras e resolvi "coelhonetar" alguma coisa parecida. E virou essa coisa que acabaram de ler.
BOLHA!
Sempre tive alguma dificuldade de pertencer a grupos, talvez por possuir um temperamento um tanto antissocial, que me faz ficar de saco ch...
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Se eu conversasse com Deus Iria lhe perguntar: Por que é que sofremos tanto Quando viemos pra cá? Que dívida é essa Que a gente tem que mo...
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No meio da pandemia, assistindo televisão com minha mulher, ouvi um ator inglês dizer as palavras mágicas “Soneto 116 de Shakespeare”. Creio...
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A reverência hoje é para Millôr Fernandes, que faz parte da Santíssima Trindade do Humor no Brasil. Os outros dois podem ser qualque...