segunda-feira, 10 de agosto de 2026

DOCA SECA

 
Não sou nem quero ser porto seguro
Para ninguém, nunca fui.
Porto seguro pede mar, rio, lagoa
E por mais que isso me doa
Preciso dizer que sou, sempre fui
Inseguro, cais flutuante para quem
Quis, quer ou quiser em mim se atracar.
Cais que flutua no seco, não na água
Que não sabe dizer o que é mar
Pois a única coisa que sabe fazer
Que lembra um pouco a palavra
É amar. Sem medida, freio ou receio
E isso pode fazer muito mal.
Para mim, para alguém ou ninguém...

2 comentários:

BARUCH

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