quinta-feira, 14 de maio de 2026

TRAPEZISTA


Um dos maiores perigos
Pra quem resolve aceitar
Sair de seu seguro abrigo –
Que é nunca se apaixonar,
 Ficar solitário, escondido
 
É perder essa aventura –
Talvez se possa dizer a ventura
Pois nada disso conta
Quando se sente de amar a doçura
Para quem se joga e se arrisca
 
Sem pensar, se importar, refletir
Que o risco maior é perder, é cair
É não mais ser correspondido
Tornar-se pedinte, um mendigo
Esperando que volte o amor antigo
 
Mas quase nunca tem volta
E viver com isso é um castigo
A certeza de saber ter vivido
O Amor, o melhor dos sentidos
Com a coragem do trapezista
 
Que enfrenta com gosto o perigo
Sem asas para voar
Pois sabe que essa é a sina
Inevitável, talvez dolorida
De quem se dispõe a amar


4 comentários:

  1. Taquiupariooooo!!!
    como a paixão/amor arranca do peito de quem nem poeta é, poemas belos como esse!

    A Suno também mandou bem.

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    Respostas
    1. ou talvez o poeta sempre fosse poeta...

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    2. lembrando o aluno aplicado da Escolinha do Professor Raimundo (vivido pelo filho do Chico Anísio), eu diria "nem tanto, mestre!" Não sou poeta, no máximo um poeteiro.

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    3. Bom que gostou, pois é divertido tentar escrever assim. Mas, como diria minha irmã, há outro filosoficamente melhor. Poeta mesmo é o Ryk@rdo, que manda super bem na metrificação e rima.

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