quinta-feira, 5 de julho de 2018

(H)ELA, AFINAL - A MARRETA DO AZARÃO


Às vezes o Medo, a Tristeza, o Cansaço, o Desânimo, a Desesperança.o Desencanto, a Depressão e mais um bando de sentimentos negativos se encontram, se juntam, transformando-se em uma "turma da zona norte", gangue do mal, macro-molécula do desalento - que nos ataca, que se instala sem cerimônia em nossa mente. Nessas horas surge o desejo de que a Vida passe rápido, de que a "indesejada das gentes" não demore a chegar. Mas de repente, essa sensação muda e o céu fica lindo e sem nuvens. E la nave va

Olha que magnífico poema: 

Que a Morte me chegue
Como a vida sempre me veio,
Inesperada, sem planos
Sem nada falar.

Que a Morte me seja
Como a vida sempre me foi,
Sem hora marcada, sem compromissos
Sem avisar.

E que venha me buscar
Depois de um banho
Quando eu ainda estiver com o cabelo molhado
Despenteado, esparramado pela testa.
Simplesmente bata à minha porta
E diga,
" - Vamos, estamos atrasados para a festa."


3 comentários:

  1. Você não perguntou, o que me leva a pensar que saiba, mas de qualquer forma, o H que aparece entre parênteses, na frente da palavra Ela, a transforma de um pronome pessoal na deusa da Morte da mitologia nórdica, Hela. Eu, um profundo leitor das sagas nórdicas? Nada disso. Só ecos de um moleque que lia muito gibi do poderoso Thor.
    Uma honra, ver-me retratado aqui.

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    1. Rapaz, eu não sabia! Imaginei um comentário interno, pessoal, particular. Pensei também em "hélas" (que também não sabia o significado). Fui ao Google e achei que "hélas" é sinônimo de "voz que exprime dor, queixa, arrependimento; ai de mim, pobre de mim". Agora, já sei. Sei também que seu poema é bom pra kawaka.

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  2. A honra é minha, pois você escreve bem pra caramba.

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