Minha
mulher está assistindo a reapresentação da novela “História de Amor”. Como não assisto, não sei a qual personagem
corresponde a música “Futuros Amantes”.
Na opinião do multimídia Nelson Motta (letrista inspirado, jornalista, escritor
de vários livros, biógrafo, memorialista, roteirista, produtor
musical, teatrólogo e empresário), “Futuros Amantes” é a música mais linda já composta pelo Chico
Buarque. Quem sou eu para discordar dele - principalmente gravada na deliciosa
voz da Gal Costa? Essa música é tão linda que não resisti a compartilhá-la com
os eventuais leitores aqui do blog. Escutaí.
Blogson Crusoe
O blog da solidão ampliada
quarta-feira, 2 de abril de 2025
terça-feira, 1 de abril de 2025
SÃO TANTAS AS INCÓGNITAS!
Estava pensando que podemos nos orgulhar de ter um precursor nacional do Elon Musk. Duvidam? Sigam-me os bons.
MMX: Mineração
MPX: Energia
OGX: Petróleo
LLX: Logística
OSX: Indústria offshore
CCX: Carvão mineral
segunda-feira, 31 de março de 2025
ÁGUA QUENTE
Sempre disse que não sentia saudade de tempos idos, mas só de mim – do que poderia ter feito e não fiz, do que não deveria ter feito, mas fiz. Talvez fosse uma visão bastante egocêntrica, uma forma de resistir ao saudosismo que muitas pessoas exibem ao dizer “no meu tempo” ou “o meu tempo é que era bom”.
domingo, 30 de março de 2025
ALUCINAÇÃO PIEDOSA
Parece que as pessoas – a imensa maioria delas – pensa assim: eu aceito o que me parece ser razoável, você acredita no que te parece ser verdade, nós cremos em tudo o que nos é confortável. E assim caminha a humanidade, afagada pelas mentiras e arranhada pela Verdade.
Que os leitores mais frequentes e aqueles que
às vezes tropeçam no Blogson me perdoem, mas hoje vou delirar um pouco. Apertem
o sinto – ou o cinto – e boa viagem!
Não adianta querer tirar o cu da seringa, não
adianta negar o inegável nem apelar para São Benedito e Nossa Senhora, pois o
futuro da Terra pode ser tudo, menos um samba de Martinho da Vila. E o motivo
para toda essa minha descrença, desalento e desesperança reside em fatos
irrefutáveis que poderiam ser assim listados:
- Vivemos em um planeta de recursos naturais não renováveis;
- Segundo estimativas alarmantes, o planeta consegue suportar e alimentar dois bilhões, mas a população mundial hoje ultrapassa oito bilhões – verdadeiro exército de gafanhotos bípedes anabolizados;
- As mudanças climáticas relacionadas à poluição atmosférica, ao aquecimento global, à desertificação, consequência do desmatamento desenfreado promovido por essas formigas cortadeiras gigantes, incapazes de pensar ou agir de forma não imediatista.
Só isso já basta para imaginar um futuro nada
róseo, nada auspicioso para quem tiver a má sina de viver nesta panela de
pressão pronta para explodir. Quais são as soluções possíveis?
- Uma epidemia mundial que reduza a população global a menos de um terço da atual;
- A queda de um asteroide gigantesco que mate dois terços da espécie humana;
- A instalação de um triunvirato autoritário global nos moldes do livro 1984;
- O surgimento de uma sociedade totalmente alienada e controlada por IA, nos moldes do filme Matrix.
De todas essas opções, a que mais parece
simpática é a da Matrix. Pouco importa que sejam tomadas medidas para redução
da população a níveis que o planeta suporte, pois ninguém perceberá a
calamidade e a tragédia de proporções “bíblicas” para cumprimento desse
objetivo. Todos estarão felizes e anestesiados, vivendo uma fantasia que não
provoque dor nem sofrimento.
Parece loucura? Sim, parece ou é mesmo, mas
qual outra solução para que a espécie humana continue a existir? Se pararmos
para pensar, já existem vários embriões da Matrix, só possíveis porque gostamos
de nos enganar, de acreditar nas maiores mentiras que nossos líderes contam. E
por que isso acontece? Porque somos crédulos, porque acreditamos em todo tipo
de idiotices e falsidades que recebemos pelas redes sociais.
Hoje eu acredito que 99% da população (contando
comigo!) não consegue ter independência e visão crítica das coisas. Pensando na
quantidade de credos políticos e crenças religiosas que existem, chega-se à
triste conclusão de que nunca conseguiu, na verdade.
Uma Matrix bem implantada certamente traria
felicidade a todos, pois todas as crenças seriam verdadeiras, todas as
ideologias estariam corretas, tudo acontecendo em um mundo sem guerras, sem
sofrimento. A vida transcorreria como um procedimento cirúrgico realizado sob
anestesia, independente do “corte” que fosse necessário fazer. E poderíamos continuar
nos assustando com os desastres naturais – tsunamis, terremotos, avalanches – gestados
nas entranhas deste planeta lindo, mas cruel.
E, mesmo que estivesse em curso uma redução
drástica da população mundial, poderíamos viver sem medo e sem saudade dos
eliminados, pois estaríamos desconectados do mundo real, o que permitiria que
continuássemos convivendo com pessoas falecidas como se vivas ainda fossem. Um
mundo idílico onde todos tivessem ocupações e vidas normais projetadas em nossas
mentes pelo conglomerado de IA.
Claro, viveríamos uma alucinação coletiva,
mas uma piedosa alucinação que nos permitisse viver sem o medo da morte,
expresso por uma das minhas netas de sete anos, quando o assunto da conversa
com a irmã era sobre a morte de pessoas queridas. Disse ela:
- Eu não quero morrer!
Contando esse caso, meu filho comentou:
- Crise existencial aos sete anos de idade, eu não aguento!
- Vivemos em um planeta de recursos naturais não renováveis;
- Segundo estimativas alarmantes, o planeta consegue suportar e alimentar dois bilhões, mas a população mundial hoje ultrapassa oito bilhões – verdadeiro exército de gafanhotos bípedes anabolizados;
- As mudanças climáticas relacionadas à poluição atmosférica, ao aquecimento global, à desertificação, consequência do desmatamento desenfreado promovido por essas formigas cortadeiras gigantes, incapazes de pensar ou agir de forma não imediatista.
- Uma epidemia mundial que reduza a população global a menos de um terço da atual;
- A queda de um asteroide gigantesco que mate dois terços da espécie humana;
- A instalação de um triunvirato autoritário global nos moldes do livro 1984;
- O surgimento de uma sociedade totalmente alienada e controlada por IA, nos moldes do filme Matrix.
- Eu não quero morrer!
Contando esse caso, meu filho comentou:
- Crise existencial aos sete anos de idade, eu não aguento!
sábado, 29 de março de 2025
SPAMVERSATION
Á conversa a seguir é um autêntico “diálogo de spamtar”, um diálogo tão infame que pode até provocar azia em quem o lê. O problema é que eu gosto muito de imaginá-los. E como no diálogo a seguir dois gringos são citados, resolvi adotar como título uma junção das palavras “spam” mais “conversation”, resultando em “spamversation”. Gostaram?
- Eu não entendo inglês.
- Eu também não, idiota! Eu li na internet, nos portais de notícias, que ele falou que precisa da Groenlândia de qualquer jeito, porque isso vai ajudar a paz mundial! Isso é que é duplipensar, o cara ameaça invadir o território de outro país e diz que busca a paz!
- Isso é triplipensar.
- Que porra é essa?
- A inflação tá alta, sabe?
- Que piada horrorosa!
- Falando sério, o Trump é só um fanfarrão que gosta de exibir os Musk-ulos
-Puta que pariu! Um trocadilho indecente de ruim depois de uma piada ridícula em menos de dois minutos eu não aguento!
sexta-feira, 28 de março de 2025
ANJO SOBRESSALENTE
Dizem que toda
pessoa possui um anjo da guarda para chamar de seu. Pode ser, mas algumas pessoas vivem de forma tão descuidada tão displicente que talvez fosse necessário um anjo da guarda sobressalente, de estepe. Conheci um
cara assim, tantas as
roubadas em que entrou ou nas quais se viu envolvido sem querer. Como não
pretendo fazer um levantamento das inúmeras pisadas no tomate que cometeu, vou
me dedicar apenas à sua interação com automóveis.
E tudo o que
aconteceu talvez seja consequência das penalidades impostas por São Cristóvão (o padroeiro dos motoristas),
puto com a “falsidade ideológica primal”
cometida pelo Pepeu (esse era seu apelido). E qual seria essa falsidade? Por
ser mais míope que um rinoceronte, quase tão cego quanto um morcego, Pepeu
pediu ao irmão mais velho para fazer o exame de motorista por ele, à época em
que as barrigas de cerveja dos dois ainda eram semelhantes. E deu certo!
Já trabalhando
como professor, Pepeu comprou um Opala usado que estava impecável por dentro e
por fora. A primeira coisa que cismou de fazer foi pintar o interior do carro
de preto. E a forração original na cor marfim recebeu tinta látex preta
aplicada com trincha ou pincel. O resultado ficou simplesmente horrível.
Depois disso, foi destruindo o carro aos poucos. Creio que bateu ou foi batido,
resolveu trocar os amortecedores com a ajuda de um amigo, sem nenhum
equipamento adequado. O melhor resultado foi ter o dedo polegar esmagado por
uma martelada do ajudante. Só sei que, quando vendeu o carro, as portas eram
amarradas com fio de cobre, pois tinha conseguido estragar até as fechaduras. E
ali, sem que ninguém conseguisse prever, surgia um transformador de carros em
sucata, um destruidor de automóveis. Para ser sincero, de relacionamentos
afetivos também.
Tempos depois, já
com uma situação financeira mais confortável, comprou um Chevette zero
quilômetro, utilizado para uma viagem ao Nordeste, na companhia de dois ou três
amigos, professores e cachaceiros como ele. Rodaram mais de dez mil
quilômetros. Chegando a BH, guardou o carro na garagem da casa da família. Um
dos irmãos notou que saía um silvo do carro, como se um dos pneus estivesse
esvaziando. Deu um pequeno chute em um dos pneus e, para espanto geral, o motor do carro
começou a pegar fogo. Sem entenderem o que estava acontecendo, empurraram o carro
para fora de casa, mas até a chegada dos bombeiros não havia mais nada a
salvar. Que fazer? A garantia era válida até dez mil quilômetros, quilometragem
já superada pela viagem ao Nordeste. Pepeu e um primo desconectaram o cabo do
odômetro/velocímetro, acoplaram a ponta a uma furadeira na opção de desparafusar
e foram voltando a quilometragem até chegar a nove mil e poucos quilômetros.
Conseguiu assim um novo carro — que depois bateu algumas vezes antes de vender.
Por não enxergar
quase nada e sempre perder ou quebrar os óculos que mandava fazer, capotou
algumas vezes, bateu outras tantas, mas um dia São Cristóvão abusou da punição:
voltando uma noite da faculdade, o sinal amarelou e Pepeu achou melhor não
tentar atravessar a larga e movimentada avenida transversal. Estava parado no meio das duas pistas, quando surgiu um carro dirigido por um motorista bêbado que bateu em sua
traseira sem sequer pisar no freio. O impacto foi tão grande que a colega que
estava com ele desmaiou. E o carro “voou” uns dez metros para a frente, com a
traseira completamente destruída.
Pepeu trabalhava
como um cavalo, fumava como uma chaminé, bebia como um gambá e, bem apessoado e com apetite de garanhão, traía a esposa com quem desse mole para ele — alunas,
amigas e conhecidas — pouco importando se eram solteiras, noivas ou casadas.
Embora pai de quatro filhos, seu prazer era dar aula de manhã, à tarde e à
noite, de segunda a sábado, e encher a cara com os amigos no resto do tempo
disponível.
Talvez vocês
pensem que essa vida desregrada afetou negativamente o casamento e a educação
dos filhos, correto? Nota máxima para quem disse “sim”! Um dia Pepeu foi
encontrado completamente bêbado dormindo dentro do carro, estacionado em local proibido, em uma das
avenidas mais movimentadas de BH. Não me lembro do que aconteceu depois.
Mas algumas das
melhores histórias aconteceram quando ainda era solteiro. Antes do Chevette
incendiado, comprou um fusquinha usado (que também tinha uma porta amarrada com
fio de cobre quando foi vendido). Na primeira história, parou em um posto de
combustíveis para trocar um pneu furado. Feita a troca, pegaram a estrada
novamente, quando a irmã sentada no banco de trás exclamou:
— Olha, eu vi um pneu passando aqui do lado! Caiu naquele mato ali atrás.
Era o pneu mal trocado, com parafusos mal apertados.
A outra história,
bem mais interessante, tem a ver com a função de “motelmóvel” que dava a
todos os carros que possuiu. Um dia, logo na saída de BH, perdeu o controle da
direção e capotou o fusquinha em uma curva acentuada da estrada que vai para o
Rio. Até aí, nada de mais — exceto o fato de estar acompanhado da namorada. E
os dois estavam nus. Dá para imaginar a cena?
Profissional
irrepreensível, vida pessoal levada de forma egoísta, amadorística e irresponsável (casou-se com uma moça conhecida dois meses antes), Pepeu
viveu como quem não conseguiu “apertar
corretamente os parafusos” da sua própria vida louca. E pagou um alto preço
por isso.
— Olha, eu vi um pneu passando aqui do lado! Caiu naquele mato ali atrás.
Era o pneu mal trocado, com parafusos mal apertados.
quinta-feira, 27 de março de 2025
HOW I WHISH YOU WERE HERE - FLASH MOB
Estou mesmo um velho babão, um idoso chorão. Recebi uma mensagem da minha mulher com um flash mob da música “How I Whish You Were Here”, do Pink Floyd, Ler o texto e ouvir a música me fez começar a chorar. Por isso, resolvi contar no Blogson essa experiência. Mas ninguém precisa chorar. Lêaí, escutaí
https://www.youtube.com/watch?v=aNLI_S4Vp4c
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