O apresentador de televisão Silvio Santos é
um gênio da comunicação. Engraçado, espirituoso, malicioso, espontâneo e
simpático com suas “colegas de trabalho”
e convidados do programa. Com o avanço da idade, está cada vez mais
imprevisível e inconveniente. O empresário Senor Abravanel sempre foi um gênio
nos negócios. Estrategista e com um faro impressionante para novas
oportunidades.
O empresário apresentador Silvio Senor
Abravanel Santos é ardiloso, oportunista, manipulador, centralizador e
descaradamente bajulador de presidentes, desde a época em que ganhou a
concessão de um canal de televisão no governo do General Geisel, até
recentemente, quando, segundo informações da Folha de São Paulo, assinou uma
nota endereçada a seus funcionários do SBT com os seguintes dizeres:
“A
minha concessão de televisão pertence ao governo federal e eu jamais me
colocaria contra qualquer decisão do meu “patrão” que é o dono da minha
concessão. Nunca acreditei que um empregado ficasse contra o dono, ou ele
aceita a opinião do chefe, ou então arranja outro emprego.”
Essa declaração apenas confirma o que disse
sua filha Patrícia Abravanel ao participar do jurássico quadro “Pra quem você tira o Chapéu?”,
apresentado pelo dinossauro Raul Gil. Nesse programa, ela disse que "O SBT é muito pró-governo" (não
importa qual) e que "A gente
acredita que tem que estar apoiando".
E completa a explicação, dizendo: "Ele (seu pai) ensinou isso para a gente. Apoiou Lula, a Dilma ele apoiou, antes
também, Temer ele apoiou. Então acho que a gente tem que estar perto dos nossos
governantes para eles poderem sim tomar boas decisões. Que a gente influencie
eles para coisas boas. Para que a gente acredite neles, e torça por cada um
deles. Então eu, como meu pai, somos pró-governo, sempre. E se eles fizerem
alguma coisa errada, claro que a gente pode puxar a orelha, mas temos que ser
pró-governo”. Só que não,
Patrícia, só que não! Seu pai nunca puxaria a orelha de nenhum de seus patrões.
Ninguém tem direito a dar palpite por que o señor Silvio
age assim nem se educou suas filhas nessa linha. Afinal, o Frank Zappa ensinou que "só estamos nisso
pelo dinheiro" (We're Only In It For The Money). Mas no caso do
líder da banda "The Mothers of
Invention" isso era uma piada e título de um de seus álbuns.Triste é
quando o apresentador octogenário exacerba na puxação de saco, na subserviência
canina, como aconteceu recentemente, ao ordenar ao departamento jornalístico do
SBT que o programa “Fala Brasil” nada
comentasse sobre o vídeo da última reunião ministerial em que Sérgio Moro
esteve presente. Em virtude da argumentação de seus funcionários de que aquele
era o assunto do momento em todos os jornais e emissoras, mandou colocar o
programa “Triturando” no horário
daquele telejornal.
Isso me fez lembrar um caso que li no livro "Chatô, o rei do Brasil".
Segundo o livro (vou citar de memória, pois não consultei o livro novamente),
Assis Chateaubriand teria ficado puto com alguma reportagem que alguém queria
publicar. Para que não restasse dúvida, estabeleceu esta máxima: “no meu jornal quem pode ter opinião sou eu.
Quem quiser ter opinião diferente, que compre seu próprio jornal”.
Curiosamente, o apresentador Silvio Santos brincou com uma de suas repórteres
ao dizer a ela: "Se quiser dar sua opinião compre uma estação de TV e
faça por sua própria conta". Mesmo
que dito com ironia, isso não é nada engraçado e lembra as falas de seu atual patrão
("quem manda aqui sou eu", "eu
sou a Constituição", etc.).
Por essas e outras é que
penso haver um sentido oculto na sigla SBT,
oficialmente Sistema Brasileiro de
Televisão. Para mim, a mensagem subliminar e atemporal dessas três letras é
esta:
SBT: Sistema Baba-ovo de Televisão.
Em sua versão atual pode também ser entendida como
Em sua versão atual pode também ser entendida como
Sistema Bolsominion de Televisão (ou Sistema Bolsonarista de Televisão).












