quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

COMO É MESMO O NOME? SKINNY? - 01

Recentemente descobri em uma riachuelo da vida que atualmente existem vários modelos e nomes para identificar a velha e boa calça inventada pelo Levy Strauss. Mesmo que sejam usados também para as calças masculinas, os nomes têm uma sonoridade meio aboiolada: skinny, slim e "reta". Até a velha "boca de sino" dos anos 60/70 agora atende pelo mimoso nome "flare". Fora os mil tipos de desbotados, com ou sem rasgos, etc. Como diria o pessoal de Beagá, "onjá se viu uma coisa dessas"?

Sinceramente, acho mesmo que existe alguma viadagem nesses nomes, mas isso talvez seja preconceito de gente velha e rabugenta. Assim como eu, lógico. Apesar dessa rabugice, surgiu um trocadilho infame em minha mente (sempre meio doentia) e eu resolvi transformar essa piada(?) em um cartoon (muito ruim, reconheço). Vê aí.




sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

ABBEY ROAD

Um dia eu estava pensando na morte prematura de meus ídolos John Lennon e George Harrison, quando me ocorreu a ideia que apresento a seguir. 

Imaginei a capa do álbum Abbey Road,melhor disco dos Beatles, um verdadeiro testamento musical da banda. Nela, os dois que morreram apareceriam flutuando, na mesma posição em que estão na foto da capa (fantasmas, entendeu?). 

Contei a ideia para um de meus filhos, que não achou nenhuma graça. Mesmo assim, resolvi tentar materializar a ideia (saiu sem querer!). Comecei colando despudoradamente a capa, com papel vegetal. "Passei a sujo", como disse um ex-colega, mas o resultado ficou tão ruim que resolvi copiar a foto "no olho". 

E o resultado é apresentado abaixo, só para provar que o que já estava ruim poderia piorar mais.  Mas, ainda assim, muito melhor que o jogo de palavras que surgiu depois. Em inglês, "sepultura" é "grave", e a pronúncia é "greive". E esse é o jogo de palavras:


ABBEY ROAD
A GRAVE ROAD







NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE...

Eu sempre me sinto desconfortável quando cismo de escrever de forma mais séria alguma coisa sobre política. E o motivo é muito simples: minha mente não é preparada para falar sobre isso, para fazer análises sócio-políticas, pois nunca me lixei muito para esse assunto. Nunca me liguei em "ismos", qualquer fosse a sua "cor"; sempre fui o que os xiitas chamariam de "alienado". E acho que sou mesmo - ou fui. 

Nos anos de 1966 a 1968 eu estudava no Colégio de Aplicação, ao lado do prédio da FAFICH/ UFMG, onde o pau quebrava em termos de manifestações contra a ditadura, palavras de ordem, cartazes nas janelas, essa zona. Eu só tinha duas reações a isso: passava longe desse tipo de engajamento ou cagava de medo da polícia e de dedos duros que poderiam dar o ar de sua graça. 

Talvez por isso, enquanto os pais dos atuais "caras pintadas" gritavam, manifestavam e corriam da polícia, eu estava mais interessado em ouvir o mais recente disco dos Beatles, ler um livro legal ou ir ao clube para nadar (todos os dias). Talvez por isso também, nunca tive vocação para crenças apaixonadas e viscerais, nunca fui radical, sempre vi com desconfiança e até desprezo os extremismos de qualquer lado. 

Mas a gente envelhece e o que antes não incomodava ou nem era notado passa a incomodar. E incomoda mais quando alguns dos antigos "atletas das ruas" fazem uma lambança que encheria de inveja aqueles contra quem protestavam. Por isso, quando penso ou leio uma notícia sobre o Brasil (ou Mundo) de hoje, começo a ficar enojado, começo a achar que a colisão de um asteroide parrudo com a Terra seria uma boa solução para a humanidade.

Foi o que aconteceu agora, após o Natal. Estava sem fazer nada e fiquei pensando nos recentes acontecimentos (ia escrever "nos últimos", mas duvido que isso acabe um dia). Aí, fiquei meio com a cachorra e resolvi malhar um pouco o PT, a Dilma, o Lula, o Renan, o Eduardo Cunha e os políticos envolvidos no Petrolão; enfim, praticamente toda a Capital Federal.

Para isso, precisava encontrar na internet a versão original de uma frase sobre o ato de mentir que ouvi uma vez, mas não sabia nem quem a teria dito. Para variar, achei várias formas e até mais de um autor. Tratando-se de internet, já percebi que isso é normal. Só que nessas pesquisadas, encontrei duas declarações surpreendentes. Pensei na melhor forma de fazer um suspense antes de apresentá-las, mas acho que elas dispensam esse tipo de coisa. Por isso, vamos a elas:

"Por que somos um partido dos trabalhadores? Somos um partido dos trabalhadores porque vemos na vindoura batalha entre o mercado financeiro e o trabalho o fim da estrutura do século 20. E estamos do lado do trabalho contra o mercado financeiro. O dinheiro é a régua do liberalismo; trabalho e realização são as réguas do estado socialista. O liberal pergunta: O que é você? O socialista pergunta: Quem é você? Há um abismo entre eles."

"Somos socialistas porque vemos a questão social como uma questão de necessidade e justiça para a própria existência de um estado para nosso povo e não como uma questão para piedade barata e sentimentalismo humilhante. O trabalhador tem direito a um padrão de vida que corresponda ao que produz."

Estranha é a vida, não é mesmo? Se eu mesmo não tivesse encontrado essas palavras na internet e se alguém me dissesse que a primeira foi dita por algum fodão do PT e a segunda pelo Aldo Rebelo (por exemplo), eu jamais duvidaria, pois é conversa típica do pessoal de esquerda. Mas, pasmem, o autor é Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda da Alemanha nazista.

Aliás, também seria dele a tal frase que eu procurava. E agora, vai a explicação do motivo de tentar encontrar essa frase (também atribuída ao Hitler): para a Dilma ser reeleita, foram feitas mil promessas, pintou-se o melhor cenário do mundo e apregoaram-se as grandes conquistas da era PT. O maestro dessa sinfonia do caos foi o marqueteiro João Santana.

Depois, à medida que as investigações do Petrolão iam avançando, os envolvidos passaram a esquivar-se de um jeito capaz de ofuscar os dribles e fintas do Neymar. Resumindo: nos dois casos, mentiras, mentiras, mentiras e... mentiras.

Depois de descobrir que o autor da frase cínica que eu procurava foi um racista ultrarradical, percebi que os petistas e demais políticos, mesmo diametralmente opostos ao alemão, comungam com ele da mesma crença, expressa na frase dita pelo nazista e que vou transcrever (e se não for dele é de algum filho da puta como ele):

- Uma mentira dita mil vezes torna-se verdade.

Só posso acrescentar: E não é que é mesmo, João Santana? Você também concorda, não é, Lula? E você, Dirma, não precisa se esforçar para falar, basta apenas acenar com a cabeça. E os políticos (a maioria) do meu Brasil aplaudem com entusiasmo.


(As declarações transcritas e a frase cínica e desprezível foram extraídas da página https://pt.wikiquote.org/wiki/Joseph_Goebbels)








sábado, 2 de janeiro de 2016

MAGOS IMAGUINAM?

Às vezes eu penso que nasci em outro planeta, tal a estranheza que algumas situações e ocasiões me causam. Passagem de ano é uma delas; melhor dizendo, as reações das pessoas diante da mudança da folhinha. 

Eu gosto da muvuca que se cria nesse dia, mas fico longe da alegria ou tristeza quase histérica que vejo algumas pessoas sentir. Talvez devido ao álcool (que nunca foi meu amigo), as reações são as mais destemperadas. Choro misturado com riso, declarações de amor ditas por conhecidos nem tão próximos assim, um foguetório para deixar a cachorrada toda em surto, gente sapateando de alegria, confissões inesperadas ou constrangedoras, promessas, promessas, promessas. Enfim, uma zona.

Como disse, gosto dessa muvuca (principalmente das comidas), mas, desde sempre, a sensação que tenho é de déjà vu, pois tudo é sempre igual, tudo permanece igual no dia seguinte, nada muda, com exceção dos calendários distribuídos por padarias, farmácias e outros e a roupa branca ou amarela que é posta para lavar.

Mas há um grupo de pessoas que fica particularmente feliz nessa época e se beneficia das condições astrológicas desses dias. Os adivinhos, por exemplo, adivinham que ganharão bom dinheiro; os sensitivos sentem que irão dar-se bem na mudança de ano e seu entorno; os videntes veem boas oportunidades de faturar e os magos imaguinam que conseguirão colocar suas contas em dia (essa foi muito tosca!)

Todos fazem previsões, explicam a influência da Constelação do Lobo Guará para os nascidos sob o signo de Ceres com ascendente em Hermione. Alguma coisa assim. E tome participação em programas de televisão.

Uma coisa eu garanto: essa é a época em que os meteorologistas do espírito têm a oportunidade de aparecer mais, de chamar a atenção de possíveis novos clientes lembrando as previsões que se concretizaram. Afinal, propaganda é a alma do negócio, não é mesmo? 

Mas não me lembro de ter visto na televisão alguém dizer que previu o rompimento da barragem de Bento Rodrigues. Talvez previsões sobre desastres decorrentes de descaso, ignorância ou irresponsabilidade devam ser evitadas, pois nunca permitirão ao "profissional" enfiar o pé na jaca  ou melhor, tirar o pé da lama.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

NOSSA LÍNGUA BRASILEIRA

Acabei de ler no IG a notícia de que “as regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa são obrigatórias no Brasil a partir desta sexta-feira (1º). Em uso desde 2009, mudanças como o fim do trema e novas regras para o uso do hífen e de acentos diferenciais agora são oficiais com a entrada em vigor do acordo, adiada por três anos pelo governo brasileiro”.

Dizem que cavalo velho não pega andadura (tem alguma lógica, principalmente quanto ao “sufixo” dura). Mas, mesmo sendo burrão, fico tranquilo, pois, como sou analfabeto funcional, nunca usei trema mesmo! (nem quando queria ameaçar alguém; nesses casos, dizia “tremei...”). Por isso, pra mim tá valendo.

Após ler essa notícia, continuei a preencher as páginas de meu livro de colorir, quando assaltou-me uma preocupação, um medo (melhor ser assaltado por um medo que por um trombadinha, concorda?): como reagirão os gramáticos, os lexicógrafos, os linguistas e demais especialistas caseiros que utilizam o Facebook e Whatsapp para exibir sua cultura, suas pérolas literárias, seu conhecimento da língua escrita (tb da falada)?

Depois, pensando melhor sobre isso, desencanei. A notícia fala só de "Língua Portuguesa", produto sempre em falta nas redes sociais, naum é mesmo? Até comecei a rir sozinho da minha ingenuidade kkkk


NUMEROLOGIA

Eu acredito em números. Em alguns, pelo menos. Melhor dizendo, acredito com reservas. Mas não acredito em numerologia. Ainda mais se for numerologia governamental, aquela que é feita com indicadores e projeções econômicas divulgadas pelo governo antes de eleição.  Sabe como é, já vimos esse filme antes, não é mesmo?

Mesmo assim, percebi uma coincidência meio aterrorizante quando estava tentando fazer uma brincadeira gráfica para colocar no Blogson na passagem de ano. E a ideia partia da realidade atual, de um ano para ser esquecido, especialmente em seu final, pra lá de deprimente e assustador, e que prenuncia mais dificuldades no ano que se inicia para grande parte da população.

Apesar disso, continuei viajando com a ideia. Primeiro, pensei em um letreiro ou cartão com o óbvio “Feliz 2017”. Mas tanta gente já pensou isso que nem graça tem mais. Aí inverti o raciocínio e fiquei pensando em uma operação aritmética do tipo “Feliz ano x + y = 2016”. A ideia era "esquecer" 2015 e encontrar um ano “x” que tivesse sido muito bom, o qual somado a um número “y” tivesse como resultado um 2016 otimista.

Está claro que eu precisaria pular, pelo menos, o segundo mandato da Dilma, ou melhor, eu precisaria retroagir a anos anteriores aos da tal “Nova Matriz Econômica”. A coincidência "aterrorizante" foi percebida nessa hora.

Buscando na internet qual seria esse ano, entendi que o mais adequado para minha brincadeira seria 2003, ano em que a economia estava nos trilhos e nenhuma prática heterodoxa tinha sido (ainda) adotada. Acontece que esse foi justamente o ano em que o Lula começou seu primeiro mandato.  Mas, vejam vocês, se o ano “x” é 2003, o número “y” só pode ser 13.

Vou repetir baixinho: “TREZE”. Se este não é o “número da besta”, pelo menos é o número adorado e venerado por muita gente metida a besta e por uma multidão "incontável" de bestas quadradasAssim, minha equação inocente poderia ser interpretada deste jeito: Lula + PT&Dilma = 2016.

Foi aí que eu percebi que o ano de 2016 será mesmo uma merda. Por isso, 

FELIZ 2017!!!!



SIMPATIA

- Amiga!

- Menina, há quanto tempo!

- Que bom te encontrar hoje!

- Que rapaz bonito! Seu sobrinho?

- Sobrinho? Vê lá se eu vou andar com sobrinho!... É meu namorado de Ano Novo.

- Poderosa, heim?

- Isso é para a simpatia de fim de ano.

- Não entendi...

- Para ter sorte no próximo ano, você precisa usar uma coisa nova na virada.

- Você é louca mesmo! Então, feliz Ano Novo!

- Boas entradas para você também!

- Sempre maliciosa!

GUARDAR - ANTÔNIO CÍCERO

  Antônio Cícero foi um grande poeta, filósofo, letrista e membro da Academia Brasileira de Letras. Era irmão da cantora e compositora Marin...