Hoje se completam dois meses do dia em que te toquei pela última vez. Eu estava em choque, sem pressentir a saudade que sentiria depois, na nossa casa vazia, cheia de lembranças, enfeites, retratos e roupas que você usava para ficar ainda mais linda.
Um de meus filhos me enviou a letra de uma música que está compondo, falando
justamente dessas certezas definitivas, como nunca mais poder ser abraçado por
você. Não consegui ler até o final, pois minha garganta começou a queimar e
meus olhos a lacrimejar.
Quando, meu Amor, conseguirei conviver com a
sua perda sem chorar? Queria tanto acreditar que nós nos reencontraremos um dia
e que, nesse dia, eu possa te abraçar, te beijar e repetir milhares de vezes
que eu te amo, que sempre te amei e que sempre te amarei! Será isso possível?
Tocante, meu amigo.
ResponderExcluirQueria comentar sobre seu texto, mas você fechou os comentários! Você está escrevendo um livro e faz bem em se concentrar nisso. Agora um spoiler: vai sair novo e-book
ExcluirBeijando os lábios frios?! Bem... quem sou eu para criticar. Não sabia que o senhor era tão emotivo. Ali só está um corpo com bactérias em ação. Algumas bactérias que se proliferam são nocivas ao homem. Cuidado com essas ideias. Espero que esteja preenchendo seu tempo com ocupações boas além da Internet que também é boa, mas ela não basta. Precisa fazer alguma outra coisa. Se cuida. Um abraço.
ResponderExcluirVocê tem toda razão. Fui criticado pelos filhos por ter feito isso justamente por ter sido iniciado o processo de decomposição. Mas eu nem pensei nisso naquela hora. Era a despedida, a última vez. Quanto às atividades, me matriculei em uma academia e estou à procura de uma atividade de voluntariado. Vamos ver.
ExcluirQue legal, você sendo voluntário. Só falta ser em slgum grupo de ajuda mútua. Algumas ONGs sobre HIV costumavam ter.
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