Já manifestei aqui no blog minha preocupação
com os miseráveis que dormem debaixo das marquises
de prédios, tendo muitas vezes apenas um papelão como defesa contra a friagem do solo. Para mim, pouco importa
o que levou esses infelizes a chegar a esse nível de absoluta miséria e
desamparo. Só sei que fico penalizado por cada um que vejo deitado nas
calçadas. E esse número tem aumentado.
Todos os dias, pela dificuldade que tenho para andar a pé (artrose nos joelhos) vou de carro para comprar o pão nosso de cada dia. E saio bem cedo de casa, por volta das seis da manhã. Na volta, sou obrigado a passar pela praça principal do bairro, bem em frente ao icônico Bar do Bolão. Hoje, debaixo da marquise desse bar, quatro pessoas estavam deitadas, ainda dormindo. E é isso que me deixa desolado. São tantos os que se (des)abrigam nas calçadas e praças que, sinceramente, não
consigo pensar que alguém tenha uma solução real para o problema. Por isso, resolvi apelar para a ironia.
Minas Gerais tem 853 municípios. Em Belo Horizonte, (sobre)vivem 15.474 pessoas em situação de rua – um contingente maior do que a população de 618 municípios do estado.
Diante dessa situação absurda, talvez seja uma boa criar o 854º município – o da população em situação de rua. Com direito a prefeito e verbas federais! Ou não?
Minas Gerais tem 853 municípios. Em Belo Horizonte, (sobre)vivem 15.474 pessoas em situação de rua – um contingente maior do que a população de 618 municípios do estado.
Diante dessa situação absurda, talvez seja uma boa criar o 854º município – o da população em situação de rua. Com direito a prefeito e verbas federais! Ou não?
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