domingo, 8 de fevereiro de 2026

DOIS MESES

 
Hoje se completam dois meses do dia em que te toquei pela última vez. Eu estava em choque, sem pressentir a saudade que sentiria depois, na nossa casa vazia, cheia de lembranças, enfeites, retratos e roupas que você usava para ficar ainda mais linda.
 
É difícil imaginar a dor de saber que nunca mais celebraremos nosso aniversário de casamento, o Dia das Mães, que nunca mais comemoraremos o Dia Internacional da Mulher nem o seu aniversário. O Dia dos Namorados era uma data tão importante quanto o Natal. Como rir e cantar músicas antigas nas festas de família? Você não está mais aqui!
 
Fui criticado por um de nossos filhos por beijar seus lábios frios no caixão. Meu desejo era poder te abraçar pela última vez, só mais uma vez. Mas não pude. Precisei sair de casa para resolver questões ligadas ao seu sepultamento e, quando voltei, você já tinha sido levada embora. Para sempre.

Um de meus filhos me enviou a letra de uma música que está compondo, falando justamente dessas certezas definitivas, como nunca mais poder ser abraçado por você. Não consegui ler até o final, pois minha garganta começou a queimar e meus olhos a lacrimejar.
 
Quando, meu Amor, conseguirei conviver com a sua perda sem chorar? Queria tanto acreditar que nós nos reencontraremos um dia e que, nesse dia, eu possa te abraçar, te beijar e repetir milhares de vezes que eu te amo, que sempre te amei e que sempre te amarei! Será isso possível?

 

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