sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

MEU MOMENTO ERA ANTES

 
Estou preso no passado
Logo eu que criticava todos
Que diziam frases tolas como
No meu tempo é que era bom
 
E eu sempre pensava que meu tempo é hoje
Será sempre hoje
Não importando se o passado foi bom ou ruim

Mas as certezas absolutas talvez existam
Para que as percamos, para que as modifiquemos.
 
Hoje, uma casa vazia, uma cama vazia e uma vida vazia
Me dizem que meu lugar era lá
Que meu momento era antes
Que meu desejo era ontem

E os elos dessa corrente
São difíceis de quebrar.
 
Hoje eu me sinto como alguém
Que desceu em Marte e descobre
Que não tem como voltar
Que nunca mais
Abraçará a quem amou e ama tanto
 
Que naquele planeta estéril só terá lembranças
Enquanto aguarda que o fim
Não demore a chegar.

5 comentários:

  1. Respostas
    1. Obrigado, Eduardo. Doído sim, muito. O resto eu não sei.

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  2. Enquanto lia sua poesia, eu me lembrei de que dia desses vi o Marreta falando das letras do Fagner, achei muito boas.

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  3. Jotabê,
    Eis a poesia nos servindo
    de um tipo de terapia.
    Porque ela traduz um cadinho
    do que sentimos.
    Gostei de ler seus versos.
    Abraço
    CatiahôAlc.

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