segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

NOÇÕES DE ZÉOMETRIA ESPECIAL - AULA 01

Imagino que geometria espacial é uma coisa hoje tão distante do ensino médio quanto a Lua da Terra. Por isso, resolvi dar minha modesta contribuição para corrigir um pouco essa lacuna. Pensei em tentar ensinar noções básicas dessa matéria. Mas, como não sou bacharelado em Matemática, tenho receio de ser até processado por exercício ilegal da profissão. 

Assim, criei uma variante que certamente não está nos livros escolares, a que dei o singelo nome de “Noções de Zéometria Especial” (quero ver alguém me processar agora!). E o primeiro passo é identificar corretamente os sólidos geométricos. Ao final desses ensinamentos, ninguém poderá dizer que não sabe o que é um prisma, uma paraboloide, uma elipsoide, um poliedro, etc.Por isso, vamos à primeira lição!






domingo, 28 de dezembro de 2014

TABULEIRO

Às vezes eu me surpreendo tanto com o comportamento de alguns líderes evangélicos que isso acaba fazendo surgir pensamentos malucos em minha cabeça. O mais recente desses pensamentos poderia talvez ser classificado como a “mensagem do dia":

Do jeito que alguns "bispos" se comportam, o único lugar adequado para eles deveria ser o xadrez (talvez seja apenas coincidência, mas as igrejas evangélicas que eles comandam estão sempre cheias de peões).

(Como não sabe jogar nada, Jotabê só joga pedra)

28/12/2014


sábado, 27 de dezembro de 2014

CERVANTES

Alguns bilhões de anos atrás, eu estava empolgado em fazer alguns cartoons com base em frases e expressões populares (“populares”, claro, naquela época); tentava também emular o traço fantástico do Ziraldo (não consegui, lógico). Fiz uns três e parei, não sei bem por que.

O primeiro baseou-se em uma frase atribuída ao Cervantes, que eu li em algum lugar. A frase era assim: "Todas as dores se tornam menores com pão". Recentemente, por curiosidade, tentei confirmar a autoria da frase, mas o máximo que encontrei foi alguma coisa parecida, dita pelo personagem Sancho Pança (ou Panza). O que continua a ser de Cervantes, lógico. E a frase dita por ele aparece no capítulo XIII da Segunda Parte do livro Dom Quixote... (pesquisei na internet, um trabalhão dos diabos)

Em espanhol é assim: "los duelos, con pan son menos". A tradução que fizeram para o português ficou assim: "pois que lágrimas com pão passageiras são". (vai ser "erúdito" assim na puta que pariu!).

Depois dessa baba cósmica, nem precisava mostrar o desenho (mentira, claro), mas como não sou Cervantes e o máximo que consigo é ser vão, aí está a obra (sei lá, eu acho que tenho obrado demais): 




27/12/2014

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

POTÊNCIA DE DEZ


Minha Amada é a mulher mais inteligente que já conheci. Não quero “ferir suscetibilidades”, não pretendo desmerecer ninguém, mas o fato é que ela é inteligente demais. Inteligente e perspicaz. Inteligente, perspicaz e analítica (e linda). 

Eu até que não me acho um jumento (intelectualmente falando, pô!), mas querer comparar nossas inteligências é o mesmo que dizer que 10² e 10³ são parecidos apenas porque a base é 10 e os expoentes são sequenciais. Talvez seja essa a distância, essa a ordem de grandeza que separa nossas mentes.



quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

APOLO 11

Os que são de minha família ou amigos próximos sabem que nosso filho mais velho nasceu no Natal. Não às 23h55min ou à zero hora mais dez minutos. Ele nasceu às 11h35min da manhã do dia 25 de dezembro. Nada mais natalino ou natalício, concordam? Mas nenhum desses é seu nome, pois tivemos o bom senso de registrá-lo com nome de gente normal (afinal, eu tenho experiência nisso!).

Pois bem, hoje é Natal, dia 25 de dezembro. E este post é uma homenagem a ele, que foi e é o responsável pela maior emoção que já senti em minha vida, a emoção de me saber pai. Um pai muito novo, muitíssimo inexperiente.

Espero que seus irmãos não fiquem enciumados por esta homenagem explícita. Eles sabem que jamais conseguiria imaginar minha vida sem qualquer um deles, pois todos são fundamentais e imprescindíveis para mim. Sabem também que desde o primeiro segundo de vida foram e são amados e tornaram-se imediatamente insubstituíveis. Mas a emoção que algumas pessoas têm ao sentir-se pais (ou mães) pela primeira vez assemelha-se à emoção transmitida por uma antiga e premiadíssima propaganda de lingerie, aquela que dizia que “o primeiro sutiã a gente nunca esquece”. Acredito que todos os pais e mães de primeira viagem sentem o mesmo que senti naquele dia de Natal. Acho que é porque ninguém jamais supera o significado de “pontapé inicial” que um primogênito provoca na vida de um  casal normal.

Pois bem, a emoção de ver nossos filhos nascerem sempre foi para mim uma coisa quase fulminante, mas a primeira vez é, sem dúvida, um divisor de águas. Talvez a pouca idade e a imensa inexperiência possam ter influído um pouco, não sei. O que sei, o que tenho certeza é que olhar para um bebê recém-nascido, lindíssimo (nossos filhos são bonitos pra caramba!), uma criaturinha frágil e indefesa, fez com que eu mudasse definitivamente meu sistema "métrico", pois tudo, todos os sentimentos passaram a tê-lo como o ponto máximo da escala. Nunca, nada superou essa emoção. 

Ver seu desenvolvimento intelectual extremamente rápido e sempre surpreendente foi também uma experiência inesquecível. As primeiras alegrias de ser pai foram de uma intensidade estratosférica (só igualadas às que senti quando os outros filhos nasceram). Mas a intensidade da primeira vez também se manifestou nas primeiras preocupações, nos primeiros remorsos e primeiras culpas. 

É importante repetir: nosso filho mais velho me redimensionou como pessoa. Usando uma expressão do Gilberto Gil, foi ele que me deu "régua e compasso". Ele foi decisivo para que eu tentasse me tornar melhor, mais humano, mais livre para demonstrar amor e afeto (espero ter conseguido). E olha que eu nem falei de sua inteligência e de seus múltiplos e fantásticos talentos! 

Mas, se este texto é uma homenagem escancarada ao aniversariante de hoje, é necessário que eu deixe bem claros e registrados meus sentimentos em relação aos nossos queridíssimos “meninos”. Todos eles são igualmente depositários da melhor parte de mim, da parte mais pura do que eu sou e fui. E jamais consegui pensar que gosto mais de um do que de outro. Pode alguém até duvidar, mas isso nunca funcionou comigo!

Eu sei que existem pessoas que tem preferência manifesta por esse ou aquele filho (eu até conheço gente assim!). Alguns, talvez sem perceber, fazem isso de forma tão explícita que chega a ser obscena. Essa não é (felizmente) a minha praia, pois o amor que sinto por cada um é rigorosamente igual ao que sinto pelos outros. Para mim, essa é uma certeza tranquila, serena. E sei também, tenho absoluta certeza que só minha Amada e nossas “crianças” conseguiram dar sentido à minha vida. 

Assim, para finalizar este texto que homenageia o aniversariante de hoje, utilizarei uma imagem especial, ou melhor, espacial: se os pais fossem comparados ao solo lunar, o primeiro filho seria como a bota do Neil Armstrong. A marca de sua pegada nunca será igualada em importância e significado.

escrito em 24/12/2014


ESTAVAM ALI REUNIDOS

Então, ao entardecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos a portas trancadas, por medo das autoridades judaicas. Jesus apareceu, pôs-se no meio deles e disse: "A paz seja convosco!” (João 20;19)

Alguns anos atrás, por conta de uma situação de conflito familiar que presenciei, resolvi escrever o texto abaixo, tentando imitar a linguagem dos textos bíblicos. Se alguém me perguntar por que, direi que não faço a menor ideia. Também não sei o motivo de nunca tê-lo mostrado para ninguém. 


Naquela noite, como em todos os anos anteriores, estavam todos no mesmo lugar de sempre. E embora estivessem reunidos, cada um estava trancado dentro de si mesmo, cada um carregando seus rancores, sua desesperança, suas dores. 

E assim, permaneciam calados, desconfiados, com receio de serem novamente machucados, novamente humilhados, novamente agredidos. Mas eis que, de repente, o verdadeiro Espírito do Natal instalou-se naquele ambiente e impregnou o coração de cada um.

E aqueles rostos que antes expressavam censura, mágoa e rancor, iluminaram-se, cada um de acordo com suas convicções, com sua fé. E ficaram todos cheios de ternura e alegria e começaram a se abraçar e a confraternizar. Porque era Natal. 

TODAS AS CARTAS DE AMOR SÃO RIDÍCULAS - ÁLVARO DE CAMPOS

  Tenho publicado alguns (ou vários) poemas, onde celebro o amor que estou sentindo por uma menina que me revirou pelo avesso e explodiu min...