Tudo o que eu
queria dizer já foi dito.
Tudo o que pensei escrever está escrito.
E mesmo que pareça ter trocado
Tudo o que pensei escrever está escrito.
E mesmo que pareça ter trocado
O dito pelo não dito,
nada tenho a acrescentar.
Com um coração apertado, aflito,
jamais poderei negar
nada tenho a acrescentar.
Com um coração apertado, aflito,
jamais poderei negar
o prazer quase inaudito –
mesmo que sempre desejado –
sentido em reencontro inesperado.
Mas preciso aceitar esta verdade:
que o amor da juventude,
mesmo que sempre desejado –
sentido em reencontro inesperado.
Mas preciso aceitar esta verdade:
que o amor da juventude,
mesmo que não interdito,
não é igual na maturidade.
Que a vontade de estar junto
não é igual na maturidade.
Que a vontade de estar junto
ou, pelo menos, perto
não é o principal requisito
para que isso aconteça,
não é o principal requisito
para que isso aconteça,
pois disputa com outros desejos,
outras prioridades.
Que esse desejo está circunscrito
a um pequeno nicho da mente,
nunca seu principal pensamento.
E que, por ser assim, pode ser
adiado, ignorado
ou até mesmo abandonado.
Que esse desejo está circunscrito
a um pequeno nicho da mente,
nunca seu principal pensamento.
E que, por ser assim, pode ser
adiado, ignorado
ou até mesmo abandonado.
Também esse escrito me soa como um manifesto. Gostei. Bjus
ResponderExcluirSim, Rô, é um manifesto. A ideia de transformar pensamentos em versos (mesmo que toscos) funciona bem, pois traduz em poucas palavras um sentimento mais profundo. Além do mais - e esse é um pensamento meu - ninguém escreve poemas quando está alegre. Poema é bom para descarregar a adrenalina ou, no máximo, alguma reflexão existencial.
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