quinta-feira, 7 de março de 2019

NAQUELE TEMPO - AFFONSINHO (GRAVAÇÃO ORIGINAL TAVITO)


Saudade do Tavito e de seu som imaginado!

A vida tem sons que pra gente ouvir
Precisa entender que um amor de verdade
É feito canção, qualquer coisa assim
Que tem seu começo, seu meio e seu fim

A vida tem sons que pra gente ouvir
Precisa aprender a começar de novo
É como tocar o mesmo violão
E nele compor uma nova canção

Que fale de amor
Que faça chorar
Que toque mais forte
Esse meu coração

O Tavito foi um músico mineiro que tangenciou o Clube da Esquina ao fazer parte de uma das bandas de apoio do Milton Nascimento. Só tinha fera: Zé Rodrix e Wagner Tiso nos teclados, Robertinho Silva na bateria, Luisão no baixo, Fredera na guitarra solo e Tavito no violão e guitarra. Nome da banda: Som Imaginário. Separaram-se depois de três discos gravados.

Tavito seguiu carreira solo e gravou alguns discos. Algumas músicas fizeram um puta sucesso e tocaram no rádio até mandar parar, inclusive na voz de outros artistas: Casa no Campo, Começo, Meio e Fim, Naquele Tempo, Rua Ramalhete.


Naquele Tempo” é uma das que mais gosto, mas não é de sua autoria. E é ela que eu resolvi postar no Blogson. Como este blog é mesmo uma zona, escolhi uma releitura feita pelo Affonsinho, outro guitarrista feríssimo (que tocou no Hanói Hanói), justamente por ter visto o Tavito e o Affonsinho cantando essa música no bairro de Santa Tereza, em BH.

E por que eu gosto dessa música? Porque eu me vejo muito nela, que fala de coisas que também aconteceram  comigo. Sabe como é, saudade de mim mesmo...

quarta-feira, 6 de março de 2019

VENTRÍLOQUO


Não adianta torcer para dar certo, pois uma hora é o pai, outra hora são os filhos, todos agindo sem refletir, sem pensar. O Brasil pode até ser uma zona, mas o presidente não deve comportar-se como gerente de puteiro. Onde está o decoro, afinal?



CACOFONIA



Além disso, ainda regougaram, resingaram e estrilaram, na maior cacofonia (porque hoje meus joelhos estão um caco!)

terça-feira, 5 de março de 2019

segunda-feira, 4 de março de 2019

NÃO ME LEVE A MAL, HOJE É CARNAVAL


- Chegou o Carnaval!

- É mesmo, maior porre...

- Você não gosta de carnaval?

- Eu não! Tudo para, só dá gente bêbada vomitando, mijando nos muros, um saco!...

- Pois eu gosto bastante, sempre gostei.

- Olhai o folião da melhor idade! Você ainda pula carnaval?

- Pra ser sincero, nesta altura do campeonato, eu não pulo carnaval, eu arrasto carnaval, entende?

- Noossa!

domingo, 3 de março de 2019

VOLTA BELCHIOR


Foi no início da adolescência que eu comecei a participar das matinês e bailes de Carnaval que aconteciam nos clubes. Era sempre a mesma coisa, ano após ano. Eu era super ultra mega tímido e ficava paralisado nos primeiros dias, mesmo que sempre desejasse encontrar o “amor da minha vida”. Como tinha também o “auxílio luxuoso” da minha silhueta magérrima (IMC=18,9), obviamente não conseguia nada, sempre terminava sozinho. Apesar disso, no último dia era invadido por uma melancolia que vinha da certeza de que “agora, só no ano que vem”, porque eu gostava de Carnaval.

Isso só mudou em 1969, quando conheci minha lynda menina (para mim, ela sempre será minha menina). A partir daí passamos a ir juntos aos bailes, mas, mesmo assim, no último dia ainda dava aquele gostinho (já muito diluído) de “agora, só no ano que vem”.

O tempo passou (muito, muito tempo!), os bailes de clubes estão praticamente extintos e o carnaval de blocos de rua explodiu em Belo Horizonte. Para variar, resolvemos hoje, sábado de Carnaval, sair atrás de um desses, o “Volta Belchior” (criado um ano antes da morte do cantor). Minha mulher, linda como sempre e eu, com minha versão “Seu Madruga” (às vezes confundido com o Belchior graças ao bigodão postiço).

O que sei é que depois de chover pra kawaka, estávamos no meio da muvuca, esperando a saída do bloco. Mas tinha tanta gente, a rua estava tão cheia de foliões “indo Belchior”, “voltando Belchior” ou simplesmente “esperando Belchior”, que logo me ocorreu um pensamento com a sabedoria de Jotabê: “Se ficar parado vai ser encoxado”.



Estava nesse devaneio quando minha mulher começou a conversar com um casal de jovens, logo transformado em trio: Ana Luiza, seu aparente namorado e designer gráfico Bruno Martim e o amigo Bruno, todos simpaticíssimos. E ficamos ali conversando despreocupadamente. Como minha mulher mencionou meu sobrenome obsceno, tive de mostrar minha identidade para eles.

Em determinado momento, a jovem, com a delicadeza que parece ser própria de todas as Anas Luizas, disse que nós éramos “fofos”, mas eu protestei, ao dizer que não era “fofo”, apenas “flácido”. Mais risos e logo depois a despedida. E foi aí, em pleno sábado de Carnaval, que bateu uma melancoliazinha, por saber que provavelmente aquela foi a primeira e última vez em que encontramos aqueles jovens tão simpáticos, amistosos, tão cheios de vida e, de sonhos, muitos sonhos. E tive saudade de um tempo em que eles poderiam ser nossos amigos. Volta Belchior? Que nada! Volta, Juventude, isso sim!

sábado, 2 de março de 2019

ARTIGO 120


Existem frases que são tão repetidas e alteradas que no final das contas ninguém sabe mais sua origem. Uma delas é esta, atribuída a Maquiavel (sabe lá Deus se é dele mesmo!) "Aos amigos os favores, aos inimigos a lei".

Já li em algum lugar uma versão diferente, extremamente “delicada”: “Aos amigos tudo, aos indiferentes a lei e aos inimigos as pauladas”. Até o finado Clodovil entrou nessa: “Clô para os íntimos, dô pra quem eu quiser e vil para os inimigos". Mas também não sei se é dele mesmo ou foi satirizado por alguém (opção mais provável).

Lembrei-me dessas frases ao ler comentários e manifestações raivosas a propósito da autorização dada ao ex-presidente Lula para que pudesse ir ao velório do neto, um coitadinho de sete anos apenas. Uma dessas pessoas foi Eduardo Bolsonaro, um dos filhos trapalhões do presidente, que teria escrito no Twitter.Lula é preso comum e deveria estar num presídio comum. Quando o parente de outro preso morrer ele também será escoltado pela PF para o enterro? Absurdo até se cogitar isso, só deixa o larápio em voga posando de coitado”.

Apesar de odiar o PT e achar o Lula um porre, fiquei estupefato com essa nova idiotice, ainda mais ao descobrir que a ida ao sepultamento é um direito previsto no artigo 120, da Lei de Execução Penal, que estabelece:

SUBSEÇÃO I
Da Permissão de Saída
Art. 120. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos:
I - falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão;

Bem,  o Lula acabou indo ao velório. Mas, diante da visão rancorosa e sem compaixão que vi nas reders sociais, resolvi “brindar” meus amigos de facebook com esta frase:



PERFEITO!